Viana do Castelo, dias 15 e 16 de Maio de 2010.
Após o almoço, no hotel que nos serviu de “quartel general”, visitámos a fábrica de Louças da Meadela, unidade que foi criada para dar continuidade ao fabrico da louça regional de Viana - faianças e mais tarde porcelana pintada à mão, já nos anos sessenta, ( louça em grés fino – caulino, feldspato e argila) em cuja pintura ganhou destaque o ramo azul cobalto, bem característico da louça de Meadela.
Depois da visita, um passeio pelo centro histórico da cidade de Viana, uma belíssima “sala de visitas” ornamentada por riquíssimo conjunto de edifícios históricos e monumentais, plena de movimento, e muito agitada pelo ambiente de feira festiva que por lá fervilhava! Não faltavam, também, as montras comerciais ostentando belas peças do artesanato e folclore locais!
No final da tarde, todo o grupo se organizou para, em cortejo automóvel, se dirigir ao restaurante, sito em Afife, onde se jantaria. Sim, porque estes convívios não dispensam locais de eleição para retemperar energias!Ia a refeição a meio, quando fomos agradavelmente surpreendidos, por um grupode 4 tocadores de acordeon, que simpaticamente nos deram mostra do riquíssimo repertório musical da sua terra, e, ainda, dum “atrevido” apontamento de como umas palavras brejeiras podem dar graça aos acordes musicais do folclore e etnografia minhota! A título de exemplo:
“Deixa-me dormir contigo,
Uma noite não é nada.
Eu entro ao por do Sol,
E saio de madrugada”
“Todo o moço ao pé da moça,
Abre a boca ou se espreguiça!
Ou já está farto da coisa,
Ou não tem força nas «pernas»”.
Com tanta animação alguns dos “colheiteiros” não resistiram. Saltaram da mesa, pularam e dançaram ao som dos acordeons.
Finda a festa regressámos ao hotel. O “grosso da coluna” foi descansar, enquanto um pequeno grupo ( 6 resistentes) ficava num recanto do hall do hotel junto ao bar, para em amena cavaqueira ir desfilando por alguns dos aspectos mais marcantes da actualidade ao jeito de “ tertúlia aberta” aos mais inquietantes problemas da nossa sociedade, entre muitos outros, e, galgando mesmo até aos percursos dos finais dos anos 70, tempos em que a maior parte dos jovens portugueses, protagonizou acontecimentos, para a maioria, não desejáveis, que consequentemente terminaram, na independência das ex-colónias portuguesas. As palavras são como as cerejas, uma e mais uma, e…que pena termos pensado que amanhã, digo, logo, é outro dia!
Finda a festa regressámos ao hotel. O “grosso da coluna” foi descansar, enquanto um pequeno grupo ( 6 resistentes) ficava num recanto do hall do hotel junto ao bar, para em amena cavaqueira ir desfilando por alguns dos aspectos mais marcantes da actualidade ao jeito de “ tertúlia aberta” aos mais inquietantes problemas da nossa sociedade, entre muitos outros, e, galgando mesmo até aos percursos dos finais dos anos 70, tempos em que a maior parte dos jovens portugueses, protagonizou acontecimentos, para a maioria, não desejáveis, que consequentemente terminaram, na independência das ex-colónias portuguesas. As palavras são como as cerejas, uma e mais uma, e…que pena termos pensado que amanhã, digo, logo, é outro dia!
Reconfortados com a beleza da paisagem dirigimo-nos ao restaurante “Açude”, em Ponte do Lima. Uma boa refeição num restaurante carismático da zona, bem enquadrado numa paisagem marginal ao Rio Lima. Estávamos quase de partida! Alguns, ainda passearam pelas margens do rio, enquanto outros se foram despedindo com a certeza de que, pelo menos, para o próximo ano, o VIII encontro estava marcado para Aveiro.
Esperamos que assim aconteça!
Francisco Almeida


