A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

quinta-feira, novembro 06, 2008

Ri-te! A vida é curta...!

Situação: O Luís parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:
Ano 1978: O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha

Situação: Disciplina escolar:
Ano 1978: Fazias uma asneira na sala de aula. O professor espetava duas lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te
desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Situação: Chega o Outono:
Ano 1978: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno. Não se passa nada.
Ano 2008: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, stress, depressão e caganeira.


Os 5 melhores filmes de sempre

Eu vi-os todos mais que uma vez , gostei deles todos, mas na lista dos 500 melhores filmes de sempre que aqui vos deixo ,, encontrareis filmes dos quais já não vos lembrais e que se calhar , alguns , serão melhores que estes . Vamos a isso...

Clicai aqui


quarta-feira, novembro 05, 2008

Última...

Dá-lhes Anarca! Sabes...eu tinha um tio que dizia muito educadamente que certas pessoas "nasceram só pra amar, coitadas, não se lhes pode exigir mais...."-uma expressão que sempre achei deliciosa. Já esses infelizes de que falas, desgraçadamente, nem pra amar nasceram.

Não sabem, se calhar nunca alguém lhes ensinou, que não faz mal deixarmo-nos levar pela emoção de que falas, pelo entusiasmo, pela esperança de que fala Obama, pelo nó na garganta das palavras que nos tocam fundo, pela paixão, pela "comichão no céu da boca" de que fala a Dalloway, por tudo aquilo que nos faz humanos e nos faz acreditar que algo melhor está ali, mesmo ao virar da esquina, portanto temos que lá chegar e que é pelo sonho é que vamos. Eles não sabem (nem sonham....).

Mais do mesmo...

há de facto malta que passa uma vida inteirinha

a pensar profundamente sobre o zeitgeist ....ou sobre o pathos...... ou sobre a teleologia ..... ou sobre o logos..... ou sobre a "utilidade marginal" de cada gesto.... ou sobre a "maximização"...

nunca sentirão nem comichão, nem tesão, nem emoção, nem derramarão uma lágrima.....

no entanto....

há coisas que ficarão sempre atraveçadas na garganta incapazes de sairem cá para fora em verbo, há coisas que só se sabem nos intestinos e no estômago e na espinha, há coisas que nos fazem derramar umas lágrimas sem que agente saiba bem porquê mesmo correndo o risco do desapontamento lá mais prá frente e de se transformarem em amragura ou raiva..... (em geral a esta suçeçção de alegrias e desapontamentos chamaçe vida...)

há coisas que fazem de nós seres humanos e não meras máquinas com intelecto ....

onte foi um deçes momentos em que aconteceu uma coisa deças ....

e há malta que ainda hoje anda à procura da razão prá coisa não compreendendo a "histeria" dos outros.... é uma pena que passem uma vida inteirinha sem sentir nada ....


in Anarca Constipado

Ainda a América!

Um texto heterodoxo, mas nacos muito bonitos, que respiguei no rescaldo da eleição americana:

Esperança

Dizem que numa aldeia da Normandia, antes do desembarque do dia D, havia uma prostituta que se passeava nas ruas desertas e batia às portas dizendo: “Eles vêm aí”. Não dizia mais nada, esta prostituta que certamente devia ter comido um bocadinho melhor quando foi com um oficial alemão, e que era desprezada por todos. Esta prostituta que, certamente, sem saber se sobreviveria aos bombardeamentos, e se sobrevisse, se aguentaria a purga da Resistência, ainda devia poder desfiar o rol de algumas recordações bonitas e sonhos (uma prostituta também tem sonhos) de infância.

E eles vieram. Os primeiros eram moços de 16 anos e tiveram 80% de baixas. Tiveram depois homenagens mas não estavam lá. Cá dentro, na Europa, todos os esperavam, até alguns soldados alemães, bons e valentes combatentes, fartos de Guerra, de Pátria, de Honra. Todos os esperavam e não os esperavam como os russos, porque aí, ia haver vingança. Na América havia um bocado de tudo, desconjuntado, mal posto, no fundo não havia nada de ser muito levado a sério. Havia Esperança.

Digo para mim mesmo, quando vejo essa velha que criou o neto negro filho de um amor passageiro, e que morreu antes deste dia D: eles vêm aí. Terá ela ouvido? Acredito que aquele mulato que chorou por ela em frente às câmaras, na sua fragilidade de rafeiro, de político e de órfão, lá avançou entre as palavras e pensou que “alguém gostou de mim, alguém achou que eu merecia existir”. E nesta secreta esperança de que algo vai mudar, de que há um lugar para mim e para ti na mão de Deus, recupero forças que já não pensava ter. Será verdade? Seremos capazes de aguentar? Talvez tenha valido a pena um país sem direito a existir, sem identidade verdadeira, sem pureza, sem certeza, um bónus de Espaço e História para um género humano tão incompetente, um país que repete os erros, talvez valha a pena.Só para que um espantalho humano numa aldeia deserta ao vento, esbraceje e diga ao céu: “Eles vêm aí”.

E, por eles, eu não irei para lá. Ficarei aqui, na rudeza, em nome dessa Esperança.

André

Hoje de Madrugada...

Costumo dar ouvidos a um cepticismo visceral (aliado a um pragmatismo moderadamente optimista, quando se trata de passar à acção) que me impede de confiar no género humano e na sua caminhada para "mundos melhores" onde nunca chegaremos. Mas, hoje de madrugada, vi e ouvi coisas que me emocionaram e me fizeram vislumbrar a possibilidade de caminhos melhores do que os que a humanidade tem trilhado.
Vi um homem de 70 anos, visivelmente exausto, dar a cara pela derrota, com um discurso notável de dignidade e contenção. Se alguma dúvida me restava, decorrente de alguns deslizes (sobretudo da sua entourage), nesse momento confirmei para mim mesma que John McCain é um homem decente e corajoso, com quem Obama deve contar.
Depois, o mar de gente em Chicago bebendo palavras de esperança ditas por um mestiço - belo exemplar da espécie humana, diga-se de passagem - culto, elegante, rosto de "winner" oferecido à multidão, com uma mensagem de futuro que pronuncio eloquente, convicto, encantatório...
Nada mais comovente do que a visão daqueles rostos molhados de lágrimas, iluminados de esperança. Será que realmente "the times they are achanging"?
Não tenha a certeza, mas hoje de madrugada dei folga ao meu cepticismo.

Obamania e Expectativas

"O argumento da “Obamania” é muitas vezes usado para desqualificar a candidatura democrata. Obama está a criar expectativas excessivas, e a desilusão será massiva, diz-se. A mobilização de milhões que gritam e choram e bracejam faz lembrar mais um movimento religioso do que o comportamento de um eleitoriado maduro, acrescentam. A histeria das massas, já sabemos, exige imediatamente um Freud da política.
Ora, não precisamos de nenhuma psicanálise colectiva para compreender o que está em causa. Estes são os fundamentos da política democrática - e se a mobilização tem traços religiosos e a retórica política apresenta contornos messiânicos é porque a política e religião estão mais próximos nos EUA do que ao que estamos habituados na Europa.
O que parece incomodar os que se preocupam com a Obamania é, afinal de contas, o código genético da política democrática. Porque esta assenta na delegação de poderes e numa relação fiduciária entre eleitor e representante, ela tem só pode sobreviver se houver confiança entre o primeiro e o segundo. Se quisermos usar a retórica de Obama, exige “esperança”. Esperança que o poder político permitirá melhorar as condições de vida da maioria da população, subindo o salário mínimo, aumentando o crédito de imposto para os baixos salários, criando um seguro nacional de saúde, ou melhorando o sistema educativo. E a esperança de milhões coloca o poder político sob pressão to deliver the goods.
Na ausência da “esperança”, temos o cinismo generalizado, e o uso do poder político para distribuir favores pelos amigos próximos do poder. Um pouco aquilo a que G.W.Bush nos habituou."
(Do blogue País Relativo)

Pensamento (mórbido) de quem viu cair dois Kennedys e Luther King - Obama já ganhou, esperemos que se mantenha vivo...

posted by Julio Machado Vaz

Mais outra !!!!

Miguel Cadilhe garantiu PPR de 10 milhões de euros
Que grande porra , quando esta merda acabará ? E nós , os que trabalharam mais de 35 anos , o que levaram ??? Nem digo ...que me envergonho.
In DN de hoje

Obama, compromissos eleitorais

Conheça os principais compromissos eleitorais e posições do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama:

Aborto: A favor dos direitos da interrupção voluntária da gravidez.

Afeganistão: Reforço com sete mil soldados do contingente norte-americano (32 mil). As tropas seriam retiradas do Iraque. Obama ameaçou lançar um ataque unilateral a alvos terroristas no Paquistão, caso este país «não consiga ou não actue» contra os mesmos.

Aquecimento Global: Apoia a criação de um fundo, durante dez anos, de 150 mil milhões de dólares (116 mil milhões de euros) para biocombustíveis e energias renováveis (eólica, solar...). Redução em 80 por cento dos gases poluentes em 2050.

Casamento homossexual: Apoia as uniões civis, cabendo aos Estados deliberar sobre as mesmas.

Comércio: A favor da reabertura do Acordo de Comércio Livre Norte-Americano.

Coreia do Norte: Defende a criação de uma coligação internacional forte que acabe com o programa de armas nucleares.

Crise financeira: Propõe um plano bianual e uma taxa de crédito de três mil dólares (2.300 euros) para empresas, por cada emprego criado. Ampliação dos benefícios para os desempregados.

Cuba: Diminuir as restrições nas viagens de parentes e no envio de dinheiro de norte-americanos de origem cubana para familiares em Cuba. Aberto a um encontro com o novo líder cubano, Raul Castro, sem pré-condições. A favor do levantamento do embargo norte-americano se Havana mostrar uma abertura por uma mudança democrática.

Cuidados de Saúde: Cobertura universal.

Defesa: Expressou cepticismo quanto à quantidade de dinheiro que os Estados Unidos estão a gastar no uso de mísseis.

Imigração: Legalização dos imigrantes ilegais que dominem a Língua Inglesa e paguem impostos.

Impostos: Quebra de 80 mil milhões de dólares (62 mil milhões de euros) nos impostos para os trabalhadores pobres e idosos.

Investigação: Apoia a diminuição de restrições federais ao financiamento da investigação de células embrionárias.

Irão: Defende que a diplomacia directa com os líderes iranianos dará aos Estados Unidos maior credibilidade para pressionar por sanções internacionais conjuntas.

Iraque: Inicialmente contra a guerra, opôs-se ao envio de mais tropas para o território. Mas, depois, votou a favor, enquanto senador, de mais verbas para financiar a guerra.

Pena de morte: Defende a pena capital para crimes que justificam a expressão da «raiva» de uma comunidade.

Prisão de Guantánamo: Encerramento do centro de detenção.

Sudão-Darfur: Condenou a violência, responsabilizando o governo sudanês. Favorável a uma intervenção das Nações Unidas.