A gente vive
É de teimosia.
Com a terna esperança
De que o amanhã nos trará um melhor dia,
Abarrotado de alegria.
A gente vive
É até por não ter escolha.
Lançados ao mundo
Nus, chorando...
Um choro que parece não ter fim!
Não escolhemos a riqueza ou pobreza,
Não escolhemos a inteligência ou ignorância,
Não temos o direito de algo escolher!
A gente vive
É de sonho.
Um sonhar tolo,
Entorpecente
Que prolonga a euforia.
Mas não passa de ilusão...
Autor desconhecido
"Há poemas ininteligíveis nos seus elementos, porque só o poeta tem a chave que o explica; mas a explicação não é necessária para que pessoas dotadas de sensibilidade poética penetrem na intenção essencial dos versos"
Manuel Bandeira