A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

quarta-feira, outubro 10, 2007

Histórias do A25 e D25 ... 2

Pela minha parte fiquei esclarecido .....
De quem será aculpa disto tudo ?
Responda quem souber

2004-07: guerra na RTP!


Em 2004 a Administração "pressiona".
Em 2007 a denúncia é reafirmada.

Vai haver processo...
Não haverá uma vaidadezinha?

Qualquer interferência do PODER POLITICO,
seja ele qual for, via Administração, é intolerável.

Quem estava no Governo em 2004?
Serão todos os Governos iguais?
Ou uns mais iguais do que outros?

terça-feira, outubro 09, 2007

FORUM Colheita63 em privado ..

Aqui vai um pequeno e despretensioso tutorial que espero ajude a quem precisar . A partir de amanhão o fórum estará sempre online nas horas já anunciadas.



Histórias do A25 e D25 ... 1

Eram dez e doze. Uma violenta explosão soou, desencadeando infernal tiroteio. Explodiam granadas. Vibravam rajadas de metralhadora. As árvores da floresta tinham-se transformado. Os seus braços gigantes, empunhavam centos de metralhadoras. Um vulcão de metralha entrou em violenta erupção no meio da mata. O cheiro a pólvora, explosivos e sangue, torna mais difícil o respirar. Num momento, começou a cheirar a talho por todo o lado.
Os soldados rebolam pela encosta fazendo fogo e procurando um abrigo. O alferes Marinho, em grandes saltos de canguru, aparece e desaparece, articulando e manobrando o grupo de combate. – Baixa o cu e faz fogo. – Muda de posição, pá – grita, enquanto dava um pontapé num dos soldados que estava lívido e pregado ao chão pelo medo. – Mexe-te, meu sacana... senão aqueles filhos da puta matam-te, meu animal. Neste apocalipse, um grito percorre o ar. – Enfermeiro à frente. Enfermeiro à frente. A frase temida é transmitida de homem a homem.
O "Pastilhas", o Constantino, sem temer perigos, de cócoras e aos pulos, atravessa aqueles metros que parecem quilómetros, a toda a velocidade, seguido pelo capitão e o Zé Inácio, a sua sombra. O espectáculo é dantesco. Uma cratera com mais de cinco metros, está no meio do trilho. Pedaços de carne ensanguentada, pedaços de tripas, aos farrapos, estão espalhados pelas árvores. No chão, quatro soldados parecem mortos. Não se mexem. Deitam sangue pela boca. Ainda respiram e gemem. O capitão ajudado pelo Zé Inácio e o Constantino, arrastam os corpos para detrás das árvores, para os abrigarem do fogo, que continua. A batalha tem gritos de raiva dos vivos, gemidos dos feridos, e muitas ordens gritadas. A floresta virou talho. O enfermeiro não sabe a quem acudir. O capitão ajuda o enfermeiro. Com um pouco de algodão limpa o sangue que em golfadas, corre da boca de um dos soldados. – Ai, meu capitão, que eu morro... – Calma, pá. Isto vai-se resolver! Zé, vai dizer ao furriel que peça imediatamente evacuação heli para cinco ou seis feridos muito graves. O tiroteio não abranda. As árvores vomitam metralha. – Mê capitão, o furriel não consegue entrar em ligação.
Diz que a mata é muito densa. Lá atrás, o nosso alferes Hélder está também cercado de “turras”. Não o deixam passar para o morro. – Corre lá Zé. Ele não se pode deixar isolar. Senão, nunca mais saímos daqui. – Mê capitão, aqueles bocados de carne... nas árvores, … são do Silva?
O capitão limpa o sangue da cara de um homem arrastado para fora da zona de morte. Está lívido. As árvores entram, de repente, a rodar no carrossel gigante. Sim é verdade. Os pedaços de carne pendurados naquele açougue, eram tudo o que restava, do que em vida, fora soldado, se chamara Silva, fora algarvio e, momentos antes estivera a seu lado, respirando o mesmo ar.
O turbilhão gira e confunde. Tudo é real e não tem nexo. A realidade e o pesadelo são coincidentes. – Mê capitão, o furriel já entrou em ligação... – Diz-lhe que peça apoio aéreo... ao menos com foguetes... e insista nas evacuações. – Ai, meu capitão, que eu morro... – Calma... calma... isto vai. Onde te dói? – Todo o corpo... mas, mais no peito... não consigo respirar... – Já está, mê capitão. – Zé, vai ver o que se passa com o nosso alferes.
Vê se já está no morro. – dirigindo-se ao soldado atirador que estava mais perto – Éh pá ... éh pá ... passa-palavra "alto ao fogo". O soldado gritou para o outro que lhe estava próximo: – Alto ao fogo... Alto ao fogo… Foram minutos eternos para haver silêncio.

By Bernardino Louro

Isto é um excerto dum conto verídico com factos reais e nomes verdadeiros ( lá está o meu ). Passou-se uns dois dias antes do Natal de 1966 e consequentemente A25 . Foi há 41 anos , não me esqueci e é esta uma das razões porque eu e milhares dos que passaram por lá , frequentemente têm sonhos como aquele que há bastante tempo vos contei. O que mais me chateia é que foi tudo em vão , tanto para um lado como para o outro...

Histórias do A25 e D25 ...

Aceitando o repto lançado pelo M.C. vou contar um facto engraçado que se passava recorrentemente em Bragança no A25 . A ideia do M.C. não seria bem esta , eu compreendi-te, era talvez um olhar histórico do A25 e D25, analisado à luz actual , mas penso que com alguns factos reais como este, fica bem ilustrado o que passava na altura e as conclusões e análises podem e devem aqui ser feitas.

Era proibido usar isqueiros sem ter a respectiva licença. Os dois fiscais de isqueiros conhecidos eram de Vinhais , toda a gente sabia quem eram e por sinal eram colaborantes e simpáticos . Apenas me lembro de multarem um estudante ( não me lembro o nome dele ) mas foi muito constado na altura .

Então, quando os víamos e se aproximavam de nós, havia sempre um que com uma caixa de fósforos imitava que estava a acender um cigarro com um isqueiro . O fiscal aproximava-se muito lampeiro " a licença do isqueiro?", "qual isqueiro , dizia o visado, mostrando a caixa de fósforos". Risada geral....

Hasta siempre Comandante ...

By Jorge Tomé
Faz hoje 40 anos que morreu.Para uns um ídolo da n/juventude , por aquilo que representou em prol da liberdade , para outros um médico e para outros nada. Para mim um ídolo ...

segunda-feira, outubro 08, 2007

Feira da Castanha em Vinhais

Realiza-se nos próximos dias 1/2 3 e 4 de Novembro próximo a tradicional Feira da Castanha na minha terra , Vinhais, e dado ser uma altura em que por força das circunstâncias ( 1/11/) muitos de nós irão estar por aqueles lugares, seria muito agradável que nos pudéssemos encontrar à hora de almoço do dia 3 . O repto fica lançado ...
Este convite é extensivo a todos os visitantes do n/blogue, especialmente aqueles que têm uma costela transmontana ( Dona Redonda e Rosa dos Ventos ) que muito gostaríamos de conhecer pessoalmente.

domingo, outubro 07, 2007

Ele há cada uma ....

PODE FALTAR MUITA COISA MAS NOTÍCIAS, NÃO...

Duas mulheres de Múrcia, Espanha, amavam-se, quiseram casar e casaram-se. Estamos em 2007 e isto já não é notícia. Uma delas está a mudar de sexo. O que, hoje em dia, também já não é notícia.
Embora, já que se fala nisso, se ambas são homossexuais e uma muda de sexo, não será um pouco confuso para a relação? Se o fizessem ambas, matematicamente a coisa igualizava e a atracção entre iguais continuava a justificar-se. Agora, a ser uma só, esse facto unilateral introduz uma, digamos, heterodoxia na convivência homossexual, ou não?
Mas, está bem, o homem, o género humano, quero eu dizer, é mais complexo que a Matemática. As duas mulheres de Múrcia continuam a não ser notícia.Então, porque lhes conheço o caso? Porque, escândalo, descobriu-se que elas eram irmãs. O tribunal anulou o matrimónio baseado no Código Civil que proíbe o casamento entre "parentes em linha directa".
Elas, até à boda, não sabiam que eram irmãs. Foi um funcionário do Registo Civil que reparou. Tinham a mesma mãe mas uma fora dada para adopção e só se conheceram mais tarde.
Mas, já agora, onde é que está a razão para escândalo? A lei, sabe-se, bebe na sabedoria antiga que percebeu que a consanguinidade era perigosa para a procriação. Se bem se lembram, quando só havia Adão, Eva, Caim e Abel, a rebaldaria deu num assassino (Caim matou o irmão) - uma taxa de 25 por cento de criminalidade grave, demasiadamente alta até para os parâmetros das violentas sociedades modernas. Relações sexuais entre parentes próximos dão, pois, fortes chances de filhos anti-sociais. Historicamente os homens foram dando conta disso, daí a proibição tradicional do incesto e do casamento entre familiares próximos.
Esses tabus converteram-se em leis.Esperem lá: e o que é que isto tem a ver com as irmãs de Múrcia? Essa jurisprudência toda foi feita antes de se tornar normal a frase com que abri esta crónica: "Duas mulheres de Múrcia, Espanha, amavam-se, quiseram casar e casaram-se."
É, hoje, os homossexuais casam-se normalmente (pelo menos, nesta história, no estrangeiro). Ora uma coisa que um casal homossexual não consegue fazer é ter, exclusivamente entre si, filhos. Homem com homem, não conseguem. Mulher com mulher, também não. As irmãs de Múrcia não farão filhos. Mesmo que uma delas consiga pôr no BI "Sexo: Masculino", nunca poderá pôr na sua fisiologia a capacidade de gerar como pai. Logo, elas não são o perigo social que justificou a lei que as obriga a separarem-se.
Com isto só quero dizer o seguinte: Jacques Tati ao fazer o Playtime que contava os tempos modernos dos anos 60, apressou-se.
Hoje, os tempos modernos são muito mais cheios de questões novas.

By Ferreira Fernandesjornalista no DN de hoje
Por aqui se vê como a Lei é cega!!! Mesmo os mais afamados juristas alicerçados no grande saber histórico de todas as situações conseguem fazer com que as leis sejam o mais justas possível .
Este caso, para mim, não tem grande importância, mas há casos como este que podem afectar a n/vida quotidiana . E depois ???

sábado, outubro 06, 2007

FORUM Colheita63 em privado ..

Agora podemos conversar em privado. Para isso basta clicar em privado no lado direito e seguir as instruções. Qualquer dúvida cá estarei. Estará sempre em funcionamento das 11 às 12 horas e das 15 ás 18.
De qualquer maneira podeis sempre abri-lo à v/vontade, é só clicar em privado e entra imediatamente em funcionamento.
Vamos ver como vai ser a v/adesão .

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O valor duma tatuagem

ELE HÁ COISAS FANTÁSTICAS E NÃO SÓ NA PUB

Um dia, no Huambo, uma mulher revelou-me mais um malefício das guerras. Ela vivera todas as sucessivas conquistas da cidade, umas vezes MPLA, outras UNITA. Nos prédios notava-se a sanha dos atiradores que nenhuma razão militar explicava: não havia um só bocado de parede do tamanho de palma da mão sem, pelo menos, um buraco de bala. "Isso é mau para os deficientes", disse-me a mulher, que andava de carrinho de rodas. E explicou-me que, em dia de saraivada maior, a família conseguira fugir, mas ela ficou retida no meio da rua: o carrinho de rodas emperrou no meio de tanta cápsula de bala.

Ontem, li no El Mundo, que em Bagdad fazem-se muitas tatuagens. Moda? Um homem explicou ao repórter espanhol que a razão era mais prosaica. Estava no mercado de Yamila quando rebentou uma bomba e viu o desespero das famílias por não poderem reconhecer as vítimas. Então, um leão, aqui, uma palmeira, ali, as tatuagens não salvam a pele mas não deixam um tipo cair na vala comum.

By Ferreira Fernandes no Diário de Notícias de hoje
E eu apensar que era uma moda mundial ,que não aprecio nem apreciava nada , mas pelos vistos vou apreciar e muito . Nunca se sabe o que o futuro nos reserva . Vou começar a pensar o que vai ser a minha tatuagem e aonde a coloco.Cuidado!!!