A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

domingo, outubro 05, 2008

5 de Outubro de 1910

A revolta

A 5 de Outubro de 1910 estalou a revolta republicana que já se avizinhava no contexto da instabilidade política. Embora muitos envolvidos se tenham esquivado à participação — chegando mesmo a parecer que a revolta tinha falhado — esta acabou por suceder graças à incapacidade de resposta do Governo, que não conseguiu reunir tropas que dominassem os cerca de duzentos revolucionários que na Rotunda resistiam de armas na mão.

Viva a República !!!


No cockpit

Foto ao aterrar nesta minha viagem...

sábado, outubro 04, 2008

Ui que Medo!

"Confesso que não fiquei muito surpreendido ao ouvir Manuela Ferreira Leite evocar o 25 de Abril e a revolução, ainda que fosse motivo para ficar pasmado, desde que a líder do PSD segue a orientação de Pacheco Pereira é de esperar que diga coisas destas. Todavia, tenho que confessar que quando ouço MFL falar de Abril e da Revolução fico com a mesma sensação que sinto quando ouço padres falar de sexo, o discurso é bem estruturado mas não combina bem com quem o profere, não bate a bota com a perdigota.

Sem ideias nem projectos, porque não os tem, ou porque os quer manter escondidos, resta a MFL tentar desgastar a imagem do Governo, e como Sócrates até tem uns tiques autoritários o discurso do medo pode ajustar-se. Não é nada de novo, o seu tutor ideológico, Pacheco Pereira, há muito que ensaia o discurso da falta de liberdade e do controlo da comunicação social.

Só que esta estratégia política revela uma atitude defensiva, mais própria de quem quer retirar uns quantos votos e não de quem tem a convicção de que pode ganhar eleições. Quem quer ganhar eleições não faz queixinhas, apresenta-se como alternativa. Ora, em matéria de democracia e de tiques autoritários MFL não é alternativa a Sócrates, nem ela nem os governos em que participou foram exemplo de tolerância e de liberdade.

Fica mal a Manuela Ferreira Leite vir agora falar de Abril e de revolução, ela que nunca falou do tema e que até pertenceu a um governo que desprezou a comemoração dos 30 anos do 25 de Abril. Ela que saneou todos os altos dirigentes do ministério das Finanças pouco depois de tomar posse, ela que nas várias pastas governamentais em que esteve nunca deu o mais pequeno sinal de diálogo. Se os tiques autoritários são uma imagem de Sócrates, então que venha o diabo e escolha, quanto a mim, diabo por diabo, prefiro o que lá está.

Manuela Ferreira Leite está confundindo falta de liberdade com falta de poder, é uma confusão muito típica de quem gosta de exercer o poder com autoritarismo. Ao acusar os outros de asfixia democrática a líder do PSD está a espantar os seus próprios fantasmas.
(Em jumento.blogspot.com)

MFL...quem na biu e quem na bê!!!

E esta hein!!!

Até aos 25 anos vivi em Bragança e depois até esta data em Seia .
Andei na escola paga ao fundo da minha rua e não me lembro dos meus Pais me terem ido levar ou buscar um dia à escola. Depois fui para a Escola da estacada e também não me lembro de alguém me ter ido levar ou buscar alguma vez. Em seguida Liceu e aspas, aspas.
Também não me lembro de alguma vez ter ido levar os buscar as minhas filhas à Escola ou ao Liceu.
Agora estou em Lisboa e fui requisitado para levar e buscar as minhas netas aos respectivos estabelecimentos de ensino ...e gostei .

Profecias auto-realizáveis

Um rapaz acredita que ninguém gosta dele. Em consequência torna-se antipático, o que leva a que, de facto ninguém goste dele. Este é o exemplo típico de uma profecia auto-realizável.

A nossa vida está cheia delas. Muitos fenómenos psicológicos e psicopatológicos podem-se entender a esta luz: em certas condições, basta que se tenha uma crença para que ela se realize. As crenças (ou teorias) que os pais têm sobre os filhos realizam-se com frequência, podendo ser benéficas, se forem positivas, ou devastadoras, quando negativas.

É por isso que uma teoria psicológica que adquira importância acaba por parecer verdadeira. Porém, não é a teoria que se adequa aos factos, mas sim estes que se adaptam à teoria. Ela será uma teoria, mas não uma teoria científica.

As profecias auto-realizáveis ocorrem em todos os contextos interactivos onde os humanos são autores e sujeitos da crença, e simultaneamente visados por ela. Para além da psicologia, podemos encontrá-las na política, na sociologia e na economia. Imagine-se o que aconteceria se todos acreditássemos que os bancos iriam ficar insolventes: a crença realizar-se-ia.

Há assim quem entenda que as ciências humanas não são verdadeiras ciências, mas sim retóricas que engendram factos. Fazem-no porém dentro de certas condições e limites, pois às vezes também engendram os factos que destroem a teoria.

Nos dias de hoje, pode estar em causa a ciência económica e suas teorias mais recentes.

J.L. Pio Abreu

sexta-feira, outubro 03, 2008

A ambição das mães leva filhas mais longe

As mães e os pais bem se podem queixar de serem presos por ter cão e por não o ter. Se estimulam os seus filhos e são exigentes com o seu desempenho académico há sempre alguém que vem dizer que estão a utilizá-los para realizarem os projectos ou sonhos que não conseguiram curmprir. Acusam-nos facilmente de lhes roubarem a autonomia e o poder de decisão, condicionando-os a ser aquilo que eles nunca foram. Quando respondem que querem apenas que o filho desenvolva o seu potencial, são muitas vezes olhados de lado.

Se é o seu caso, vai ficar contente com o resultado de um estudo levado a cabo pela Universidade de Londres, e ontem divulgado pela revista New Scientist e citado pela BBC. Os especialistas seguiram o percurso de vida de três mil raparigas nascidas em 1970, e procuraram correlacionar o seu grau académico, o seu sucesso profissional e o seu grau de satisfação com a vida aos 30 anos, com as expectativas que as suas mães tinham para elas quando crianças e adolescentes.

A conclusão foi a de que quanto mais as mães esperavam das filhas, quanto mais lhes diziam confiar nas suas capacidades, mais longe elas iam. A grande maioria das raparigas a quem as mães aos dez anos profetizavam um curso superior, tinham-no obtido de facto. Curiosamente, esta ambição materna influenciava as raparigas independentemente da classe social e da estrutura familiar a que pertenciam. Este facto contraria a tese de que seriam apenas as mu-lheres que não puderam estudar que incitariam as filhas a subir na vida, em busca de um outro conforto económico.

Um dos investigadores defende que o segredo não está nas palavras da mãe, mas no seu exemplo. Argumenta que as filhas se identificam com o modelo materno e que, se as mães forem ambiciosas e lutadoras, terão tendência para as imitar. O próximo estudo promete já empenhar-se em descobrir de que forma é que as expectativas dos pais para as suas queridas meninas as influenciam, e se esse «poder» é maior ou menor do que o das mães.

Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

quinta-feira, outubro 02, 2008

O Inspirador Borges

A crise, os gurus, as raposas e os galinheiros...
A Goldman Sachs não tem só Presidentes.
Tem dezenas de Vice-Presidentes. Fora os que já teve.
Um deles foi o inefável Dr. António Borges, guru do PSD para a economia e finanças.
Que hoje é membro da European Corporate Governance Forum, um organismo - vejam lá - estabelecido pela Comissão do Dr. Barroso supostamente para zelar pelas boas práticas financeiras nos Estados membros da UE!!!... (lá sentido de humor têm eles, esta de porem raposas a guardar os galinheiros, dá no que deu - toparam eles que a crise vinha lá? actuaram eles para prevenir, para a travar? ....) .
Já se percebeu: o Dr. António Borges deixou a Goldman Sachs, à semelhança dos seus patrões americanos, e trata agora de influir mais na governação em que pode influir – a portuguesa, concretamente.
Recorde-se a ajuda que este guru da finança terá prestado à Dra. Manuela Ferreira Leite, quando era Ministra das Finanças do governo Durão Barroso-Portas, a inventar a a solução de vender por conta os créditos fiscais do Estado ao CityGroup. Uma solução desastrosa para o erário público – isto é, para os contribuintes portugueses, que mesmo sem o saber, estão ainda hoje a pagá-la com língua de palmo.
Não espantaria, assim, se tivesse sido o guru Borges de novo a inspirar a líder do PSD a vir ontem espadeirar contra o Primeiro Ministro por tentar tranquilizar os portugueses quanto às suas poupanças, garantindo a “boa resistência” da banca portuguesa (bem pode, bem pode garantir, que a malta tende a acreditar pouco...).
Quanto ao fundo da questão, as razões da crise, a Dra. Manuela nada disse – pudera, pois se o tempo dela no governo foi um ver-se-te-avias na desregulação e no afrouxamento da supervisão do Estado sobre a banca e não só. Por inspiração de gurus como o Dr. Borges e não só...
Quanto a soluções para a crise, a líder do PSD entrou muda e saiu calada: pois se a sua sabedoria financeira, como se viu quando estava no governo e sob a inspiração iluminada da Goldman Sachs via Dr. Borges, se confina a determinar a que prego se hão de ir empenhar os anéis. E de anéis estão os pregos cheios, nos dias de crise que correm....
[Publicado por AG] [1.10.08] ibidem

Sepulcros Caiados

Barroso faz-se de lucas: os EUA que travem a crise!
Só cá faltava mais esta demonstração do carácter do Dr. Durão Barroso.
O Presidente que há quatro anos está à frente da Comissão Europeia e, qual avestruz de cabeça enterrada na areia (vd meu post de 22.9 "CE - avestruz de cabeca enterrada no ... casino"), não a fez mexer nem um dedinho – apesar de instado/a há mais de um ano pelo Parlamento Europeu e, pelo menos, pela Senhora Merkel - para regular, supervisar, disciplinar o funcionamento da banca europeia e os produtos e métodos altamente “tóxicos” em que esta negociava e lhe grangeavam lucros faraónicos (sobretudo para os gestores de topo).
Pois o Dr. Durão Barroso, que tem estado caladinho desde que esta crise financeira global estalou, veio agora finalmente dar um ar de sua graca: não para reconhecer responsabilidades e prometer acção reparadora e disciplinadora a nível europeu (e não apenas de cada Estado Membro individualmente), relativamente os agentes e mercados financeiros.
Não, nada disso – o Presidente Barroso veio admoestar os EUA para resolverem sem demora a crise financeira mundial que criaram.
A lata é inesgotável! Já a vimos no Dr. Barroso a propósito da invasão do Iraque, de Guantanamo, da tortura e das prisões secretas: primeiro atira-se de cabeça, irreprimivel e acriticamente, atrás da mais reaccionária e demente Administração americana. Depois, quando as coisas ostensivamente dão para o torto, faz de lucas, nada era com ele: a responsabilidade é de outros, a eles cabe apanhar os cacos!....
Ninguém evidentemente contesta que cabem aos EUA, desde as teses da era Reagan, principais responsabilidades pela crise financeira global que agora estoirou.
Mas na Europa os principais reponsáveis políticos e económicos, aqueles que foram governo (incluindo gente que se dizia socialista) e foram atrás das teses neo-liberais que pregavam contra o Estado, a favor da desregulação e praticavam a supervisão ficcionada, não podem agora tirar o cavalinho da chuva e mandar as culpas só para os americanos.
Se há desregulação, comportamentos gananciosos aventureiros e criminosos da banca e de fundos de investimento europeus, a culpa não é dos americanos – mas sim dos governantes e reguladores europeus que desregularam ou deixaram desregular e que afrouxaram a supervisão, incentivando o abuso e o excesso.
O Dr. Durão Barroso, por exemplo, não só foi Primeiro Ministro de Portugal num período de privatização por tuta-e-meia de bens, serviços e empresas públicas (as OGMA, por exemplo), e de vê-se-te-avias para a desregulação e para o relaxamento da supervisao. Há quatro anos que é Presidente da Comissão Europeia e nada fez para antecipar e prevenir os perigos da ganância e da roda livre no mundo da banca e das finanças europeias e mundiais, para travar o processo de desregulação a nível europeu, para afastar as ameaças resultantes do descontrole e opacidade de “private equities”, “hedge funds”, “sovereign funds” e dos famigerados “off-shores”.
Estão enganados aqueles que pensam que o Dr. Barroso e outros com idênticas ou ainda mais responsabilidades vão escapar sem que lhes sejam pedidas contas na Europa. Além das que têm de ser pedidas aos governos que continuarem inertes a ver a crise afundar a economia europeia.
[Publicado por AG] [1.10.08] em causa-nossa.blogspot.com

quarta-feira, outubro 01, 2008

República Checa - Férias sem sol e bronzeadores

Acabei de passar quinze dias de férias verdadeiramente repousantes e sem o incómodo calor e consequente transpiração, que tanto aflige os dotados de tecido adiposo, em quantidades um tanto ou quanto exageradas.
Este ano resolvi ir conhecer terras de leste, em profunda mutação, aproveitando devidamente e a olhos vistos os fundos comunitários que começam a ser lá injectados, e, sinceramente, os meus
projectos não saíram mìnimamente defraudados. Gostei francamente do que vi e para aqueles que me diziam que a República Checa era apenas Praga, poderei desmenti-los e dizer-lhes que a Capital é inquestionávelmente deslumbrante sob o ponto de vista do seu património histórico - monumental, mas a privíncia possui paisagens deslumbrantes de montanhas, não muito altas, com florestas de luxuriantes arvoredos, na base das quais correm calmas linhas de água.
Na parte Oeste, zonas turísticas termais, com cadeias de hotéis dos finais do Séc.XIX, transportam-nos a esses tempos de fantasia e de bom gosto, onde todas as pessoas, que as visitam, fazendo uso de uma pequena caneca de termas, com um bico tipo pescoço de ganso, sorvem a água, recolhida da fonte sagrada, que os aliviará de todos os males.
Fábricas de porcelana , de cristais da Boémia e da Cerveja também fizeram parte do roteiro por onde passei.
Mas, sem sombra de dúvida Praga é uma maravilha.
No entanto, o que mais me impressionou foi a quantidade de pessoas que andavam nas ruas!
Para entrar no Castelo, parecia que estava no estádio de Alvalade num jogo com o Benfica. As filas eram compactas. Ao fim da tarde,"na baixa" o mesmo. Simplesmente impressionante. Turismo de massas.
Já chamam a Praga a Capital Romântica. Namorados-Aos montes! Ainda bem.
Foi bom. Recomendo a todos. Quanto a custo de vida. Um pouco mais caro que Lisboa, mas suportável.

A chave do êxito

Os grandes êxitos são para todos. Para a família toda, entenda-se. É assim desde sempre. Os campeões de bilheteira hollywoodescos são filmes para as crianças que vão ao cinema com os pais. A procura da clientela em comitiva é a chave do negócio.

O best-seller ‘Harry Potter’ figura, por exemplo, neste elenco de fenómenos de estima para todas as gerações. O computador português ‘Magalhães’ está deliberadamente a encarreirar-se nesta fileira. E pode transformar-se num caso curioso de sucesso. Depois da versão para as escolas chega a versão para os adultos "pouco habituados a lidar com novas tecnologias", condição que atinge uma fatia exagerada da população portuguesa. E pode ser que funcione um certo orgulho patriótico na demanda.

E pode ser, também, que o computador funcione.

In CM de hoje