A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

sábado, outubro 11, 2008

Ano de todas as crises

Depois da tempestade não veio a bonança. Primeiro foi o petróleo a subir meteoricamente todas as semanas, para desespero do Mundo. Quando atingiu os 150 USD por barril, o petróleo permanecia numa escalada incontrolável, a ameaçar todas as economias já atormentadas com a crise do subprime nos EUA. O Mundo, incrédulo, sofria o embate destes dois ‘tsunami’ que abalavam países organizados como, por exemplo, a Espanha.

É óbvio que os efeitos se fizeram sentir em Portugal, perante oposições que se riam muito na Assembleia da República, náo sei se por estupidez, se por incompreensão do fenómeno ou por falta de sentido do interesse nacional. Essas oposições não tiveram nunca a coragem de falar verdade e explicar aos portugueses que essas dificuldades eram alheias ao País e tinham origem numa crise que afectou todo o Mundo.

O vento mudou, o petróleo inverteu o rumo, o preço por barril é agora de 90 USD, dentro das previsões globais. Aparentemente, tudo se encaminhava para o regresso à normalidade quando a maior crise financeira da História surpreendeu tudo e todos. Um furacão que começa nos EUA, afinal como quase todos. Ninguém conseguiu fugir a essa tormenta financeira que atira ao tapete os maiores bancos americanos e obrigou – quem diria? – o governo republicano de Bush a ‘nacionalizar’ instituições decisivas da economia americana que eram tidas como infalíveis.

As esperanças de que o fenómeno ficasse circunscrito ao território americano duraram poucas horas. Em poucos dias, os gigantes da indústria financeira europeia foram arrasados. Bradford & Bingley na Grã-Bretanha, Dexia na Bélgica e em França, Fortis na Holanda e na Bélgica, Hypo na Alemanha, etc. etc. Os governos europeus não tiveram outra solução que não fosse a de injectar ‘biliões’ de libras, dólares, euros, nessas instituições, enquanto as bolsas de todo o Planeta ganham cores vermelhas. Começa então a falar-se da necessidade da refundação do capitalismo financeiro.

A Rússia, a China e a Índia tambem são atingidas pela tormenta. Ninguém fica de fora. Portugal tenta passar por entre os pingos da chuva, mas os efeitos nefastos desta hecatombe começam a causar sérios danos na economia portuguesa. Todavia, torna-se agora evidente que as reformas, o controlo do défice e outras medidas de natureza económica e financeira foram providenciais e acertadas para enfrentar, nesta conjuntura, estes ‘abalos sísmicos’. O governo das grandes reformas mostra também sensatez, coragem e sabedoria em tempos de crise.

Emídio Rangel, Jornalista


sexta-feira, outubro 10, 2008

Ele há cada uma ...

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Hoje é o Dia Internacional do Maluquinho.
Só enfia o barrete quem quer.
Eu já o enfiei , e não foi pouco ...

O Papa

Bento XVI abriu um encontro com um sermão contra a cultura moderna, o sucesso, a ambição, enfatizando que a crise económica e a falência dos bancos são sinal dessa sociedade de pecado e do vil metal (terá esquecido o Banco do Vaticano?).
As suas críticas terão fundamento, mas a linguagem é sempre a mesma, a de uma Igreja sitiada, queixosa, à defesa.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Pelintrice

A pátria discute empenhadamente o fim do capitalismo. Dá gosto assistir ao debate num País relativamente pelintra onde os grandes empresários são acusados de viverem "encostados ao Estado" e onde os investimentos globais têm a marca de "interesse nacional" ou de compromisso Estado-a-Estado.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Ele há cada um !!!

Já não sei quem disse que a mentira é, às vezes, o mais sagrado dos deveres. Mas foi alguém conceituado, um autor, um filósofo, porventura um estadista de um século distante, quando ainda nem se tinha inventado a electricidade. Pensando melhor, foi certamente um estadista. E aposto que era francês, porque uma afirmação destas exige descaramento e sofisticação.

Cavaco Silva, estadista português contemporâneo, tem uma opinião contrária. No seu discurso comemorativo do aniversário da implantação da República apelou à "verdade". Porque "a verdade gera confiança".Fez bem.

Até porque na véspera, um cidadão resolveu divertir-se na praia da Vagueira, em Ovar, simulando o próprio afogamento. Quando a Polícia Marítima chegou para o resgatar encontrou-o a rir de bóia e de barbatanas. E sem polígrafo.

In CM de ontem

terça-feira, outubro 07, 2008

Outra Vez???!!!

O eventual (entretanto efectivo) sim de Santana a Ferreira Leite para Lisboa diz mais desta do que daquele. Ele nunca percebeu porque o escorraçámos nas eleições (e não Sampaio, como ele lacrimeja). Ela enche a boca com ética e fazer diferente, quando faz a velha política de sempre.
(Do blogue "Cibertúlia")

Que mal fizeram os pobres lisboetas para aguentar mais uma campanha deste clown mitómano?! Deve ser castigo por terem votado nele há uns anos...

"Oportunismos" de Quem Sabe

Botín vs Dona Branca

Um dos grandes vencedores da crise do crédito é o Banco Santander que, estando sólido graças a uma política financeira cautelosa, imposta pelo seu presidente, Emilio Botín, mas também pela apertada regulamentação vigente em Espanha desde a crise da banca dos anos '80, aproveita para comprar os destroços dos actuais perdedores.
O lema de Botín, com que levou o Santander ao primeiro lugar na zona Euro, soa muito antiquado e unamerican: «Se não compreende um instrumento financeiro, não o compre. Se você próprio não compraria o produto, também não tente vendê-lo a outros. E se não conhece muito bem o seu cliente, não lhe empreste dinheiro.»*

A queda do império soviético não acabou com o comunismo como ideologia, mas reduziu-o a uma seita cuja persistência se pode olhar com incredulidade mas também com descanso, porque deixou de constituir uma ameaça.
Tenho esperança que a actual crise financeira fará o mesmo com o liberalismo à Dona Branca.
(Do blogue "Quase em Português")

segunda-feira, outubro 06, 2008

Quem sabe não merece perder

Já há cerca de quatro anos que não ia a Alvalade ver um jogo de futebol. Não que o motivo se prendesse por razões ligadas a comodismo ou desinteresse clubístico, mas sim, por algo ligado a
questões de auto-estima, orgulho e relações pessoais.
Contudo, o tempo com a sua acção de detergente, vai limpando as mentes e os espíritos da sujidade que os envolve e, então, recomeçam a soltar-se os verdadeiros prazeres que apreciamos na vida. Para mim, este, é um deles.
Continuei a acompanhar o futebol pela TV durante todo este tempo , mas, francamente o futebol
que vemos no pequeno écrã, não é o espectáculo desportivo que foi criado nos princípios do sec.XX , que arrasta adeptos em todo o mundo e um dos negócios mais rentáveis do planeta.
Terá que ser visto no Estádio e mergulhado na confusão das multidões, durante as diversas fases . Antes do início do jogo, a romaria da ida, passando pelas bancas das bandeiras e cachecóis e barracas de sandes, fêveras e coiratos; durante o jogo o som permanente dos tambores e cânticos, assobios, insultos e palmas a árbitros e jogadores e por vezes, um silêncio gélido, a varrer toda a bancada; e, no fim do jogo a saída dos adeptos umas vezes eufóricos, outras em discussões acaloradas com os acompanhantes na solução táctica dos jogos ou na critica das decisões do árbitro e , ainda, algumas vezes, conformados, mas não convencidos com o resultado.
Vejo tambem os jogos na televisão, mas sinceramente, o espectáculo não é o mesmo.
Futebol é no Estádio e com as emoções à flor da pele.
Ontem o Sporting perdeu bem em sua casa , porque não foi capaz de saber ganhar, apesar de ter querido ganhar. Verdade seja dita: vontade não lhe faltou! Quanto ao mais!...Nem promessas...
Parabéns ao FCP. Soube ganhar.

E isto , onde é ?

O 1º a adivinhar ganha um doce...

Ainda o Magalhães ...

Se Fernão de Magalhães ficou na história pela sua viagem de circum-navegação, o PC “Magalhães” vai ficar conhecido por ter dado a volta à cabeça da intelectualidade puritana do PSD.
É o Pacheco Pereira que fica histérico, é o professor que mais odeia a ministra da Educação que usou a sua coluna no Público, o blogue não oficial de Belmiro de Azevedo, enfim, andam todos muito incomodados.
Primeiro era porque o Magalhães não é inteiramente português, depois ficaram cheios de dúvidas pelos perigos pedagógicos do acesso a um computador pelas crianças, por fim, até ficaram muito preocupados porque a criançada podia ir à página da Playboy.
Enfim, a dor de corno tem consequências estranhas no cérebro de alguma intelectualidade cujo passatempo preferido é nada fazer

In Jumento