domingo, outubro 26, 2008
Linha do Tua! É mesmo...?
Cuidem-se laranjinhas ...
A novidade das eleições regionais açorianas traduziu-se no claro aproveitamento eleitoral do CDS face à acentuada descida do PSD. Na verdade, desde que Paulo Portas se apoderou do partido, já lá vão dez anos, o CDS baixava sempre os seus resultados eleitorais quer o PSD subisse ou descesse.
Estranhamente, mesmo quando as sondagens colocam o PSD em níveis próximos dos piores scores da sua história, o CDS continua numa inércia descendente, parecendo não existir transferência de votos significativa entre os dois partidos. Os desiludidos do PSD, até agora, não se sentiam atraídos para votar no partido que Paulo Portas transformou numa espécie de culto à sua pessoa.
Aparentemente, a clara subida do CDS nos Açores pode indicar uma mudança. Se suceder um processo semelhante a nível nacional, Ferreira Leite terá mais um problema que não saberá resolver.
Mas é difícil que tal aconteça. O grande problema de se fazer um partido de um homem só é que, quando as pessoas se cansam dessa figura, pouco mais há que as ligue ao que resta do partido. E, por culpa própria, Portas tornou-se na personagem mais estafada e aborrecida da política portuguesa.
Estranhamente, mesmo quando as sondagens colocam o PSD em níveis próximos dos piores scores da sua história, o CDS continua numa inércia descendente, parecendo não existir transferência de votos significativa entre os dois partidos. Os desiludidos do PSD, até agora, não se sentiam atraídos para votar no partido que Paulo Portas transformou numa espécie de culto à sua pessoa.
Aparentemente, a clara subida do CDS nos Açores pode indicar uma mudança. Se suceder um processo semelhante a nível nacional, Ferreira Leite terá mais um problema que não saberá resolver.
Mas é difícil que tal aconteça. O grande problema de se fazer um partido de um homem só é que, quando as pessoas se cansam dessa figura, pouco mais há que as ligue ao que resta do partido. E, por culpa própria, Portas tornou-se na personagem mais estafada e aborrecida da política portuguesa.
Carlos Abreu Amorim, Professor universitário (dificilserliberalemportugal@gmail.com)
sábado, outubro 25, 2008
Os autistas
Quem ouve os dirigentes sindicais falar só pode tirar uma de duas conclusões: ou estão loucos, autistas, incapazes de apresentar propostas sensatas e lúcidas, ou são demasiado estúpidos, inconscientes, e não dispõem de nenhuma informação exacta sobre o que se passa no País, na Europa e no Mundo.
É que os dirigentes sindicais comportam-se como se fossem os maiores inimigos dos trabalhadores portugueses. Dizem e repetem as maiores enormidades, fazem reivindicações salariais como se vivêssemos no melhor dos mundos e mostram-se incapazes de pensar, raciocinar, tendo por base soluções com um mínimo de razoabilidade, no contexto da monumental catástrofe económica.
Diz o ‘Jornal de Negócios’ que BCP, BPI e BES, desde Janeiro, perderam 14,7 mil milhões de euros e que estes três bancos juntos valem menos agora do que o maior banco privado português valia em Janeiro. A Jerónimo Martins afundou-se nos 3,60 euros. Em apenas três dias perdeu um terço do seu valor de mercado. Desde o início do mês a Galp já caiu 42,10% e a Portugal Telecom 27,99%. Mas olhemos lá para fora. Os EUA registaram o maior défice da sua História. Os irlandeses subiram os impostos e estimam um défice de 6,5%. A Islândia está na bancarrota, sem dinheiro sequer para pagar os salários da Função Pública. A Grécia já excedeu todos os limites comunitários para o défice deste ano e o governo anuncia grandes cortes para 2009. Espanha, França e Reino Unido passam também por momentos difíceis.
Esta é uma pequena amostra da tragédia em que estamos envolvidos, com os mais conceituados políticos, economistas e financeiros a tentarem encontrar uma saída para este clima caótico, até agora sem nenhum resultado.
Pois então os dirigentes sindicais têm a suprema ousadia de aparecerem a propor 5, 6 e 7% de aumento mínimo de salários para a Função Pública, "porque 2,9% não dá para recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos". Não há ninguém que explique a estes parolos que o que está em causa é segurar os postos de trabalho quando são anunciados em todo o Mundo despedimentos e mais despedimentos?
Se o Governo aceitasse aumentos deste valor lançava Portugal num buraco-negro sem fim à vista. Os trabalhadores portugueses não podem deixar os seus interesses vitais nas mãos de dirigentes sindicais que vivem longe da realidade.
É que os dirigentes sindicais comportam-se como se fossem os maiores inimigos dos trabalhadores portugueses. Dizem e repetem as maiores enormidades, fazem reivindicações salariais como se vivêssemos no melhor dos mundos e mostram-se incapazes de pensar, raciocinar, tendo por base soluções com um mínimo de razoabilidade, no contexto da monumental catástrofe económica.
Diz o ‘Jornal de Negócios’ que BCP, BPI e BES, desde Janeiro, perderam 14,7 mil milhões de euros e que estes três bancos juntos valem menos agora do que o maior banco privado português valia em Janeiro. A Jerónimo Martins afundou-se nos 3,60 euros. Em apenas três dias perdeu um terço do seu valor de mercado. Desde o início do mês a Galp já caiu 42,10% e a Portugal Telecom 27,99%. Mas olhemos lá para fora. Os EUA registaram o maior défice da sua História. Os irlandeses subiram os impostos e estimam um défice de 6,5%. A Islândia está na bancarrota, sem dinheiro sequer para pagar os salários da Função Pública. A Grécia já excedeu todos os limites comunitários para o défice deste ano e o governo anuncia grandes cortes para 2009. Espanha, França e Reino Unido passam também por momentos difíceis.
Esta é uma pequena amostra da tragédia em que estamos envolvidos, com os mais conceituados políticos, economistas e financeiros a tentarem encontrar uma saída para este clima caótico, até agora sem nenhum resultado.
Pois então os dirigentes sindicais têm a suprema ousadia de aparecerem a propor 5, 6 e 7% de aumento mínimo de salários para a Função Pública, "porque 2,9% não dá para recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos". Não há ninguém que explique a estes parolos que o que está em causa é segurar os postos de trabalho quando são anunciados em todo o Mundo despedimentos e mais despedimentos?
Se o Governo aceitasse aumentos deste valor lançava Portugal num buraco-negro sem fim à vista. Os trabalhadores portugueses não podem deixar os seus interesses vitais nas mãos de dirigentes sindicais que vivem longe da realidade.
Emídio Rangel, jornalista
Apresentação
Apresentação
Aqui está a minha vida - esta areia tão clara
com desenhos de andar dedicados ao vento.
Aqui em minha voz - esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.
Aqui está a minha dor - este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está a minha herança - este mar solitário,
que de um lado era amor e, do outro, esquecimento.
A crise ainda não tinha saido e já chegou...
- Crise financeira
Cinco maiores bancos admitem recurso ao Estado
CGD, BCP, BES, Santander e BPI podem recorrer aos 20 mil milhões de euros
dos Jornais
sexta-feira, outubro 24, 2008
Como é grande o meu amor por você!
Hoje parece ter sido o Dia Mundial da Carícia, para quem não recebeu uma carícia (eu recebi!) uma canção de encher o coração.
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