A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

domingo, janeiro 03, 2010

Liberdade...asfixiante!


Cónego da Sé do Funchal deslocado após denúncia de pobreza na Madeira

O cónego da Sé Catedral do Funchal foi deslocado para uma aldeia por ter alertado para situações de pobreza na ilha da Madeira. A denúnica foi feita pelo presidente da Rede Europeia Anti Pobreza. O padre Jardim Moreira considera que o caso é um atentado à liberdade de expressão.

2010-01-02 12:08:58
in RTPN





Ontem...a grande moda 2010


Ontem quando deambulava na zona das docas em Lisboa , deparou-se-me esta menina sentada a mirar o mar .
Só depois de olhar nada discretamente é que reparei na tatuagem . Há momentos felizes ao quadrado.
Vai ser a grande moda do ano 2010 . Vou já pôr a minha .

sábado, janeiro 02, 2010

Para todos os amigos da Colheita!

D'UN ET DE DEUX, DE TOUS

Je suis le spectateur et l'acteur et l'auteur
je suis la femme et son mari et leur enfant
Et le premier amour et le dernier amour
Et le passant furtif et l'amour confondu

Et de nouveau la femme et son lit et sa robe
Et ses bras partagés et le travail de l'homme
Et son plaisir en flèche et la houle femelle
Simple e double ma chair n'est jamais en exil

Car où commence un corps je prends forme et conscience
Et même quand un corps se défait dans la mort
Je gis en son creuset j'epouse son tourment
Son infamie honore et mon coeur et la vie.

Paul Éluard
Derniers Poèmes d'Amour


DE UM E DE DOIS, DE TODOS

Eu sou o espectador o actor e o autor
Eu sou a mulher o seu homem e o seu filho
O primeiro e último amor
O furtivo de passagem e o amor num só

E tudo recomeça eu sou a mulher, a cama e o seu vestido
Os seus braços repartidos e o trabalho do homem
O seu prazer em flecha e o dela vaga de fundo
O meu corpo numa só e duas carnes não conhece exílio

Pois onde começa um corpo eu tomo forma e consciência
E mesmo quando na morte um corpo se desfaz
Eu repouso na sua forma de espera esposo o seu tormento
O seu opróbrio honra em mim o coração honra a própria vida.

Tradução de Maria Gabriela Llansol

Para o HB, nova faceta!


Segredo

A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.

Não ame.

Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? O amor?

Não diga nada.


Tudo é possível, só eu impossível.

O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.


Suponha que um anjo de fogo

varresse a face da terra

e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.


Carlos Drummond de Andrade
Antologia Poética

Poesia eterna!

Audrey Hephburn

Personagem sombra de 2009!

Silva e Lima, Lda

Contemplação

Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.

O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.

Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
---
Já fui aqui muito feliz , lá vão 40 anos.
Um doce para quem descobrir como se chama este lago.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Oportunidade perdida , ou nem por isso ....

Ontem a seguir ao jantar e antes das 12 badaladas , assisti na 2 a um documentário sobre o "vicio" dos diamantes nas suas vertentes de contrabando , roubo e prospecção . Três histórias interessantes e que serviram para demonstrar a força que o "vício" tem .
Isto  a propósito de que tivesse eu esse" vicio" e  outro galo poderia cantar nesta altura.
A história é simples e passou-se numa localidade perdida no leste de Angola , chamada Luacano nos longínquos anos de 67/68. Estava eu numa espécie de quarto  a descansar duma noite mal passada , quando o meu camarada de armas oficial de dia chegou espavorido e me disse : tens que entrar comigo num negócio que agora me foi proposto ali fora por um nativo. Explica . O gajo tem nas mãos um cartucho de 1 kilo  cheio de diamentes e quer vender-mo por 1.000 escudos. Porra   e deixaste-o sozinho ?  Fomos logo lá , mas dele nem sinal havia , tinha-se pisgado com medo que o prendêssemos ...e  a oportunidade foi-se.

Ressaca do Fim d'Ano ....

Para vós , meus Amigos que na passagem d'ano abusaram um pouco , aqui vos apresento um "remédio" com uma publicidade feita há mais de 30 anos.

Bom Ano, Teresa!


Passei o fim de ano em casa, à lareira, na companhia do meu irmão e cunhada. Distraído, enquanto o resto do pessoal via o paupérrimo programa da RTP1, peguei num livro oferecido pelo meu sobrinho no Natal (O RESTO É RUÍDO - À escuta do século XX) que sintetiza a história da música do Século XX.

Comecei a ler o Capitulo 9 – Fuga da Morte: A música na Alemanha de Hitler, onde o autor refere a exaltação de Wagner pelos Nazis, as posições “heterodoxas”, para não dizer racistas, deste, e a admiração glorificadora de Goebbels por Carmina Burana de Carl Orff, "que se apresentou, (aos americanos), enganadoramente como ligado à resistência anti-nazi".

Aqui parei a leitura e lembrei-me da Teresa.

Num dos nossos Encontros, no Porto, no passeio no rio Douro, num pequeno grupo, falávamos de música e referi que gostava de ouvir a Carmina Burana, sozinho, bem alto.

Ela, de olhos abertos, com um sorriso irónico, olhou para mim e disse:

- Então tu aprecias tanto a música glorificada pelos nazis?

Aprendíamos sempre alguma coisa com a Teresa. E foi assim que entrei em 2010 a conversar com a nossa amiga Teresa.

Bom Ano, Teresa!