A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

sábado, março 31, 2007

Hoje faz anos ...a Gélica



Gélica, não passa um dia por ti ... O Arnaldo trata-te bem, vê-se logo. Para vós um grande abraço de parabéns. Tenho pena de não poder comer o Folar.
Quanto à música é dos Beatles e chama-se Happy Birthday

sexta-feira, março 30, 2007

Moda na OTA e Inscrições 4º Encontro Colheita63


As inscrições estão ainda fracas. Há muita gente que ainda não disse nada.
Espero que a seguir à Páscoa haja mais ...
By AMedeiros

Incidentes da vida estudantil ...

Tive alguns episódios como estudante em que também fui vítima!Lembro-me de uma situação no meu 3º ou 4º ano do Liceu numa aula do Dr.Correia Alemão.Estavamos a escrever o sumário no início da aula , num anfitiatro, estando eu na parte alta da sala.Enquanto escrevia observava o que se passava no cerca do recreio.O contínuo Sr.Costa(Costinha)estava com um engaço a arar a areia da caixa de saltos e inesperadamente caíu de costas o que provocou o meu sorriso ...apenas.Com tanto azar que o Prof mirando a sala me apanhou a sorrir!Fui logo expulso da aula com falta de castigo!Acredita que não fiz qq barulho nem perturbei ninguém...mas a disciplina nesse tempo, para alguns, era assim!Como calculas fiquei indignado e muito aflito, pois as faltas disciplinares eram comunicadas aos respectivos encarregados de educação por correio.Andei preocupado uns dias e como a comunicação não chegásse fui perguntar ao contínuo quando é que a mandavam?Tive uma sorte dos diabos pois como o sumário era enorme ultrapassou a zona das faltas e passou despercebida!Como estou grato ao Sr.Ernâni (contínuo) que fez vista grossa à tal falta!Deus escreve direito por linhas tortas!Tive outra situação bem dramática no meu 4ºano quando após um feriado de aula (por falta de professor...ainda não era ministra a Maria de Lurdes!!!)e indo a turma em correria louca pelo corredor,um aluno deu um pontapé num escarrador (não sei se sabes o que isso é?Pergunta ao teu tio!)e o mesmo foi a rebolar pelo corredor fora!Fomos apanhados pela DrªAdelaide Peixinho que sempre dava aula de porta aberta e após breve interrogatório e como nunca fomos delatores e ninguém se acusou,apanhámos todos 3 dias de suspensão de aulas!Para mim e para mais alguns até perdíamos o ano por faltas!Eu perdia o ano pela Religião e Moral pois já tinha as 3 faltas regulamentares.Lembro-me das sábias palavras do Dr.Faria que na altura foi o único que nos confortou e nos deu ânimo!Com alguns arranjos nos dias de falta e no meu caso pessoal com a colaboração do P.Videira Pires (meu Prof.de Moral)lá me safei de perder o ano!Abstenho-me de referir o que se passa hoje nas salas de aula de muitas escolas ...

Com a devida vénia , não resisti a colocar aqui este depoimento do Colheiteiro Vítor Barata, que ele contou nos comentários . È delicioso....

Está a porta aberta para cada Colheiteiro contar o seu incidente. Aguardo...

CRÓNICA DE SEXTA-FEIRA (19ª)

Falsificação

Ontem, o meu Tio descreveu um incidente muito singular da sua vida de estudante. E quando lia, lembrei-me que, pela primeira vez, poderia relatar na crónica desta semana um episódio muito insólito e humilhante que me aconteceu no meu 5º ano.
Estava no ano lectivo 1999/2000, a encetar o 2º ciclo na Escola Básica Dr. Guilherme Correia de Carvalho de Seia. Nas derradeiras semanas do 2º Período, recebi o último teste de Matemática em que obtive a classificação “Bom”. Levei para casa, e a minha mãe assinou, no cabeçalho da prova, o espaço correspondente aos encarregados de educação. Até ao momento tudo normal. A única particularidade é que a minha mãe, para cumprir a sua obrigação, utilizou uma caneta azul que também tinha a função de porta-minas. Por azar, assinou inicialmente a lápis, mas depois emendou com a caneta, deixando apenas uma pequena marca do lápis.
No dia seguinte, apresento o meu teste à professora assinado pelo encarregado de educação para que apontasse na caderneta o meu cumprimento. Contudo, a professora ao passar pela minha carteira, fica especada e parada alguns minutos a vislumbrar escrupulosamente a assinatura. Pediu-me satisfações relativamente à presença da marca do lápis na rubrica. Expliquei educadamente a veracidade dos factos e para corroborar a minha argumentação mostrei-lhe, naquele exacto momento, a caneta.
Os momentos que se seguiram foram factualmente humilhantes: 1) mandou-me comparar essa assinatura com a de outros testes; 2) perguntou-me diversas vezes se tinha sido o meu encarregado de educação a assinar a prova; 3) acusou-me de mentiroso; 4) a generalidade da turma acusou-me de falsificador; 5) outros professores souberam do sucedido, e enveredaram pela mesma via: acreditavam na tese da falsificação.
Ainda hoje guardo este teste física e psicologicamente na minha mente, e com o sólido sentimento que àqueles professores e alunos nunca lhes perdoarei que duvidassem de uma pessoa trabalhadora, honesta e verdadeira como eu. São professores como estes que contribuem para a indesejada indisciplina escolar, suscitando nos alunos a vontade de não cumprir, de não estudar, em suma, de abandonar a escola que é ainda em Portugal uma forte razão para não se atingirem níveis universitários satisfatórios. Só aqueles providos de boa formação ficarão imunes a este tipo de influências, embora marcados no seu intimo para sempre. Ou seja, algumas razões haverão para que os professores sejam perseguidos só é pena que pague o justo pelo pecador.

By Afonso Leitão

quinta-feira, março 29, 2007

A minha homenagem aos (meus) Professores...

No meu 5º ano de liceu chumbei a letras , eu mais o Zé Pires e os Colheiteiros Niso e Lutó. Na parte que me toca , chumbei a Inglês e a História, tive 9,9 nos 1º e 2ºs períodos e ninguém me deu o 11 que precisava para prosseguir ( a verdade é que eu também não merecia, mas atendendo a que queria seguir ciências e numa perspectiva escolar que de há uns tempos a esta parte se consolidou no ensino penso que era de dar ) o meu caminho sem entraves de maior. Foi um ano duplamente perdido, pois esqueci a parte de ciências que era a minha meta e não valorizei a parte de letras, tendo até notas inferiores a Português e a Francês que no ano anterior. A minha professora de Inglês nesse ano foi a D.Isabel Cristina, professora muito jovem, se calhar no seu 1º ano , competente, simpática q.b. e muito atenta. Como eu previa, esse ano não correu nada bem a Inglês, continuei a chumbar, mas safei-me a história e lá fui a exame, onde passei. Mas o relevante nisto e essencialmente para a professora, é que numa das aulas a que fui chamado no 3º período ela perguntou-me qual a lição que eu sabia melhor, tendo eu respondido "Wireless and Television".
Na prova oral do meu exame foi a D.Isabel Cristina a minha examinadora. Sentei-me, ela sorriu levemente para mim , abriu o livro de leitura e mandou-me ler a lição "Wireless and Television".Invadiu-me nessa altura uma forte sensação de confiança nas minhas pequenas possibilidades , sorri também para ela e fiquei eternamente grato a uma professora, que como tantas outras, soube fixar o melhor do seu aluno e aplicá-lo quando oportuno.
Passados mais de 30 anos, encontrei-a casualmente em Viseu, dirigi- me a Ela, expliquei-lhe que tinha sido seu aluno em Bragança em 1960 , contei-lhe o caso e agradeci-lhe o gesto que ela , sem se lembrar dele, retribui com o mesmo sorriso com que me brindou no início da minha prova oral ...

Na edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, surge na capa a fotografia de um cartaz de propaganda do PNR (Partido Nacional Renovador) de repúdio à imigração e de sobrevalorização do nacionalismo que era, como sabemos, uma das bandeiras do Estado Novo.

Será digno de um País democrático permitir a exposição de mensagens deste género que traduz cabalmente sentimentos de índole racista, xenófoba e fascista?

By Afonso Leitão

terça-feira, março 27, 2007

A OTA (e a nota) ontem na RTP

Guerra de galos, de escolas, de consultores, de consórcios.
Uns mais às claras, outros mais escondidos.
Mas todos muito inteligentes: são Inginheiros.
Eu, burro, fiquei na mesma.

segunda-feira, março 26, 2007

Tem música ...

O artigo da n/Lena Quintas tem música .
Fiquei muito contente com o teu reaparecimento no blogue.
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Para ouvir clicar no play

Cheirinho de Trás os Montes em Lisboa

Pois é verdade ! Ontem houve um cheirinho de Trás os Montes, aqui em Lisboa.
Tratou-se de uma amostra de folares,azeite e fumeiro das nossa terras, levada a cabo pela Casa de Trás os Montes e Alto Douro,no Colégio dos Maristas, lá para Benfica, onde não faltaram também as danças e os cantares regionais, executados pelo Rancho Folclórico de Carrazedo de Montenegro.
Deu para provar as iguarias,que bom estava o folar, rever algumas caras, conversar com gente que há muito não se via e os mais folgazões não hesitaram em dar um passo de dança.
Serviu também para esta Páscoa podermos ter à nossa mesa o verdadeiro FOLAR.
Não haja dúvidas que por momentos parecia estarmos no ambiente que tão bem conhecemos e nos obriga a pensar nas nossas origens .
Uma tarde diferente nesta Terra de desenraizados !

A minha Ota preferida

Há dias lanchei uns cogumelos grelhados em azeite e alho e não sei porquê, pois nunca me tinha acontecido, comecei a mingar, mingar até ficar do tamanho de uma criança de cinco anos. Sentei-me na cozinha e comecei a jogar aos dados que eram apenas dois: Ota e Lota, Lota e Ota dançavam dentro da minha mão fechada. Abri e saiu Lota. Saí de casa à sua procura. Não me admirei porque às vezes tenho sonhos esquisitos como aquele em que caminhava, também enquanto criança, por uma muralha feita em desenho aos pauzinhos de cor sépia. Coisas que às vezes nos dão.

Atravessei um túnel e dei por mim numa rua muito estreita e comprida que ia até ao mar - um mar anilado e calmo. Ouvi uns suspiros e, ao virar-me para donde vinham os sons, vi uma sereiazinha lacrimosa mas não quis parar porque tinha medo de ficar sem pernas. Continuando o meu caminho ouvi vozes verdadeiras de vendedeiras de peixe - estilo mulher do Bolhão - a apregoar o seu peixe fresquinho. Aí está a lota, pensei eu, e é isso mesmo que procuro. O pescado estava repartido por várias caixas. Estava luzidio e com escamas que iam do azulado ao esverdeado mas logo que olhasse mais atentamente transformavam-se essas cores em nácar. Deparei com um goraz de pinta preta, enorme, rosado, com um grande olho translúcido que até parecia verem-se-lhe as guelras. Que rico petisco, pensei eu, para as minhas três boquinhas exigentes que tenho em casa.
– Leva-me – dizia ele. E foi o que fiz.

Quanto à Ota, não quero meter as mãos no lume. Já estou como Almada Negreiros quando dizia: "Morra o Dantas, morra, PIM!"

By Lena Quintas