A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Fundo do Baú ... 1962


Para passear a vista e reanimar a memória..
Fotos do baú da Aida ( há mais )
Nota : Estou a tentar arranjar estas fotos em tamanho maior . Aguardai....

FOI PRIMAVERA E CHOVIA...

Com o correr dos anos vamos ficando cada dia mais detalhados no olhar. Aquilo que nos rodeava, e, sobretudo, a paisagem, era vista, sem detalhes. E todas as terras nos pareciam iguais. Porém, umas mais iguais que as outras. Foi o caso da cidade de Bragança.
Lembro-me que da minha primeira visita a Trás-os-Montes, serem primeiro as rochas que me impressionaram, na sua eternidade e rudeza, na sua imponência e nobreza, de quem há muitos milhares de séculos se habituou a ver passar os tempos, as modas e os Homens.
Depois, pelo calor e serena fraternidade dos que lá estavam, detive-me nos Homens que lá fui encontrar. Ainda eram esses mais belos que as pedras altaneiras que dobram frios e ventos, neves geadas e calores.
Agora, ao regressar, pela mão amiga de quem me é muito querido e por àquela mesma terra pertencer por sangue, tive a oportunidade de rever, com atenção e detalhe, a matéria dada.
Foi muito reconfortante, para o espírito e para a carne, o calor fraternal das gentes que generosamente me acolheram e me mimaram.
Não vou dar nomes porque, qualquer citação ou mesmo escolha, seria indecorosa para gente tão generosa como amiga.
A todos, casais e solteiros, mesmo incidentalmente, e para o meu AMIGO, Hélder Barreira, primas e primos, conhecidos e afilhados, sejam ou não da apurada COLHEITA 63 vão os meus votos sinceros de uma larga vida, para eu poder continuar a ter, pelo menos o sonho, a certeza de, um dia, lá poder voltar.
Ali, eu fui muito feliz!

João Sena 5.2.08

Aniversário natalício da ....

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Para si e Isaías um grande abraço nosso ( Mira/Hélder ) e de toda a Colheita63. Prá semana paga o lanche...

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

O outro lado do regicídio...Parte II

Foi francamente desajustada e de uma hipocrisia sem limites, duas posições tomadas pela AR, leia-se Partido Socialista, relativas
às comemorações do centenário do regicídio, levadas a cabo por diversas entidades, sob a direcção e orientação da Causa Monárquica.
A primeira foi a manifestação de desacordo e, ao mesmo tempo a recomendação ao Governo, leia-se Ministro da Defesa Nacional, para proibir as Unidades Militares - Colégio Militar e Regimento de Lanceiros -bem como a Banda do Exército, de participar em cerimónias alusivas ao acto. Refiro que El-Rei D. Carlos foi Comandante Honorário do referido Regimento e teve fortes ligações ao Colégio Militar, desde criança.
Não satisfeitos com esta desconsideração, os senhores deputados votaram desfavoravelmente um voto de pesar, apresentado por um deputado social democrata, pelo homicídio real ocorrido há cem anos!
Razões invocadas para estes dois dislates, não passam de razões esfarrapadas, para quem de democracia só sabe conjugar o verbo - Estar no poder !
E não é que o símbolo máximo do nosso poder esteve presente numa cerimónia alusiva a El-Rei ?
Em que ficamos ? Será que ele tem "sangue azul" e a maioria dos deputados o tem "VERMELHO" ?

O outro lado do regicídio ...

Quando era pequeno e se falava em monarquia , imediatamente o meu Pai enaltecia Vinhais e o famoso Buiça , homem valente que matou o Rei , dizia ele. Agora quando estive em Bragança e esperava o meu amigo Toninho Afonso no àtrio do Hotel Ibis, ao folhear o jornal " Nordeste " deparei com um interessante artigo do Armando Fernandes ( Gulbenkian ) que não resisto a trancrever , com a devida vénia do autor e do Jornal . Para quem não saiba o Armando Fernandes , depois de sair de Bragança , foi Deputado à Assembleia da República pelo PRD e é um ilustre comentador , nomeadamente na àrea da gastronomia e vive em Santarém . Há tempos entrei num Restaurante em Carnide o "Miudinho" e vi e li devidamente emoldurado um artigo seu , sobre o mesmo Restaurante , Gostei de ver o seu nome .... e o Restaurante recomenda-se , especialmente na área dos grelhados.

Uma questão de apelidos

Todos os dias faço uma caminhada de nove quilómetros a modos de expiação do pecado da gula, na terça-feira passada, enquanto calcorreava a estrada toca o telemóvel, do outro lado estava Roberto Afonso da Câmara de Vinhais, após os cumprimentos dá-me conta das andanças de Mário Robalo jornalista do Expresso, na procura de descendentes ou parentes de Manuel Buiça, o Buiça actor principal do drama conhecido como Regicídio.

Falámos de Vinhais, autorizo-o a dar o meu número de telefone ao jornalista. Não tarda a ligar-me a dar conta das suas precisões, combinámos almoçar nesse mesmo dia e depois em minha casa verificámos papéis e documentos relacionados com o filho do Abade de Vinhais, já que tenho intenção de escrever um livro sobre o antigo militar, exímio atirador e professor no Colégio Nacional. Vemos certidões de nascimento, topo o nome do meu trisavô – Francisco Xavier Buiça, o do meu bisavô – José Manuel Buiça e o do meu avô – Francisco do Nascimento Buiça.

Digo ao jornalista estar a ensaiar um artigo a publicar na revista Brigantia, intitulado: Buiça, um apelido perigoso! A razão prende-se com o facto de o meu avô depois emigrar para o Brasil ter ido trabalhar para a majestática “Ligth and Power”, e um dia ter sido chamado à presença do todo-poderoso director inglês. Entrou no gabinete, o homem perguntou-lhe o nome completo, o meu avô declinou-o, o “beef”voltou a perguntar: tem parentesco com o Buiça que matou o rei de Portugal? O antigo professor nas horas vagas respondeu: sou primo direito dele. Pode retirar-se, assim fez o natural de Lagarelhos e passado pouco tempo deixou a dita companhia de transportes, tendo singrado como comerciante de padarias e cafés, não sem antes ter trabalhado duramente.

Este episódio contei a Mário Robalo, enquanto ele tentava estabelecer os nexos de parentesco existentes entre diversos membros acobertados debaixo do apelido Buiça. Nessa altura, perguntou-me:”porque motivo a sua mãe não tem o apelido Buiça, enquanto os irmãos o têm?” Mas tem o apelido Buiça, retruquei e para o provar fui buscar um livro em que ela assina lindamente – Clemência Maria Buiça.

O jornalista hábil, persistente, volta à carga: porque razão o Armando não recebeu o apelido Buiça? Respondi sincera e frontalmente, como é meu timbre: na alta adolescência gostava de ter tido o mal-afamado apelido, mas quando podia fazê-lo, isto é: “requisitá-lo” não o fiz, pois vanidades ou snobismos deste calibre não fazem o meu género, deixo isso para os queques. Agora, uma coisa é certa, o apelido Buiça continua a suscitar censuras e olhares de soslaio, como muitas vezes tenho recebido quando divulgo o parentesco. Acrescentei: é minha convicção não ter recebido o dito apelido e à minha mãe ter sido subtraído por razões de protecção aos dois, apesar do meu tio José o usar e não o impedir de pertencer à Polícia de Segurança Pública.

O Expresso já publicou a peça, por isso mesmo tenho recebido muitos telefonemas a pedirem mais referências e outros a perguntarem aquilo que o jornalista perguntou. O meu avô nunca mostrou desprezo pelo seu apelido, antes se orgulhava de continuar o nome de uma família antiga, honesta e trabalhadora. Em sua homenagem a casa de Lagarelhos é a “Casa Buiça”. Na altura do regicídio tinha ele doze anos, dadas as notícias ameaçadoras contra a família nessa casa hoje minha propriedade foi feito um falso para lá ser enfiado caso se concretizasse a morte de todos os parentes até à sexta geração.

Não aconteceu, ainda bem digo eu, enquanto alguns acéfalos pouco admiradores da minha pessoa dirão: Que pena! Que pena! A família tem-se, os amigos escolhem-se, dizem os sábios, o conhecimento tão exaustivo quanto possível que tenho do Buiça, leva-me a convicção de ele na altura estar apossado de um violento idealismo vanguardista e maleável a ouvir o canto da sereia. Mas isso fica para o artigo acima referido.

No mais, nenhum dos membros da família jamais mostrou regozijo pelo acontecido, muito menos incensou o parente mais ou menos chegado de todos, que originou alterações políticas de tomo e também levou à perda do apelido para alguns de nós.

Por: Armando Fernandes

Depois do vendaval a bonança ...

Foi um autêntico vendaval gastronómico e de emoções esta minha breve estadia pelo Nordeste Transmontano na companhia do meu amigo e bloguista Bernardino Louro e esposa Julinha . Agora àguinhas ( poucas ) para voltar às minhas 7 arrobas e meia. Depois de fortes repastos em Mirandela ao almoço e em Bragança ao jantar ( no Copinhos) seguiu-se o dia D na Feira de Vinhais , antecipado pelo pequeno almoço no Flórida na companhia da Gélica/Arnaldo , Aida/Adalberto e da Madalena ( Pássaro ), tendo ficado logo aprazado o jantar à noite no Ruca em Gimonde. A partir daqui e até à meia noite foi tudo seguido , sem intervalos , comer , beber , conversar e reviver, com as saborosas histórias contadas por todos , mas em especial pelo n/amigo Fernando Pires ( Pássaro), que tem uma memória de elefante. De entre todas não resisto a contar a favorita do Adalberto .
O n/Colheiteiro63 BV que como sabeis teve sempre uma piada pró fininho, respondia sempre às perguntas quer soubesse ou não a resposta, se sabia muito bem se não sabia entrava uma qualquer mesmo que fosse diferente , que foi sempre o caso nesta chamada oral de física do Dr. Francisco Pires , protelando este toda a situação durante toda aula . Pergunta feita , resposta dada mesmo que fosse outra .
No fim o Dr. Pires com aquele sorriso de troça disse-lhe : então ,que curso queres tirar ? Física , respondeu de pronto o BV. Perante o ar incrédulo do Professor , ainda acrescentou : o Sr. Drº também o tirou ....
Só foi pena o meu Benfica não ter ganho ...~
Tirei muito poucas fotos , mas ainda deu para este pequeno trabalho . Encontrei na Feira a N/Colheiteira63 Bernardete , que envia beijinhos e abraços para todos.

A música não está muito bem , mas não me apetece mexer mais nisso.

Até pró ano ...

Dia de muito trabalho!


Hoje foi um dia de muito trabalho!
Levantei-me, tomei o pequeno almoço e fui à cidade, ao mercado.
Comprei duas figueiras e plantei-as, isto é, mandei-as plantar!

Será que em Setembro já como figos?

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

CRÓNICA SEMANAL (45ª)

100 anos e reflexões

Em 1906, o senense Afonso Costa disse no Parlamento: “Por muito menos crimes do que os cometidos por D. Carlos rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XVI”. A 1 de Fevereiro 1908, o penúltimo monarca da História de Portugal, D. Carlos I, e o seu primogénito Luís Filipe são clamorosamente assassinados na Rua do Arsenal, em Lisboa, por Manuel Buíça e Alfredo Costa, respectivamente. Abatidos de imediato, os autores foram elevados a mártires pela imprensa republicana. Os cadáveres das duas figuras monárquicas foram embalsamados.
Hoje, dia 1 de Fevereiro de 2008 comemoram-se os 100 anos deste atroz acontecimento que galvanizou os militantes afectos ao ideal republicano, cujas repercussões sócio-políticos se traduziram num desenfreado aceleramento do processo de queda da Monarquia. Paralelamente ao que efectivamente se sucedeu nesse dia, cabe-nos a nós, cidadãos portugueses do século XXI, tentar compreender as grandes razões que subjazem a este assassinato. Senão vejamos alguns factos: no inicio do século XX tínhamos um país atrasado, pobre, rural, sofredor, analfabeto e cansado da insensibilidade e da gula desenfreada da classe política e da inoperância da medidas em matéria de finanças públicas. Os republicanos, defensores de um novo projecto e de uma nova ideologia, derrubaram a monarquia em 1910. Contudo, o panorama social, político e económico não sofreu grandes mudanças até 1933.
Seguramente dever-se-á colocar as seguintes questões: justificou-se o atentado? Seria necessário? Primeiro, um atentado nunca é justificável por mais legítimo que possa ser o desejo de estabelecimento da ordem e de uma nova ideia de Direito. Segundo, não era necessário exterminar pessoas humanas, mas era indispensável transformar a sociedade, pois o “prazo de validade” da Monarquia já tinha expirado.
Em suma, fiquei muito congratulado por esta comemoração coincidir com a minha crónica semanal, pois é uma temática histórica que sempre despertou o meu interesse e fascínio pelo que é possível que daqui a umas semanas voltemos a falar de alguns membros da família real.

By Afonso Leitão