A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

sábado, maio 05, 2007

Fundo do Baú...


E esta hein?!?! É mesmo do fundo dos fundos do baú. Era o grupo de ballet do 1º ano do liceu no ano de 1957. Só na 1ª fila estão 4 colheiteiras !!!! E ainda há mais . Quem são ?? Desta vez não é um dôce mas sim um grande almoço para quem acertar. Eu só reconheci uma , mas que eram e são muito bonitas não haja dúvidas. Para ampliar , clicar 2x na imagem

Foto do baú da GB.

quinta-feira, maio 03, 2007

Crónica de sexta-feira (24)

Retrato juvenil

Na terça-feira, como já vai sendo habitual, assisti ao “Portugal, Um Retrato Social” da autoria de António Barreto. O tema desta semana, para além do seu interesse para a compreensão e estudo da nossa sociedade, foi particularmente cativante para mim na medida em que se centralizava nos comportamentos da juventude portuguesa designadamente nos grandes centros urbanos.
Considerando que há menos de quarenta anos atrás, o papel da mulher se confinava à subserviência, obediência e submissão ao marido, ao pai, delicadeza, e a uma presença constante no processo educativos dos seus filhos, então, actualmente, verifica-se uma mudança repentina de condutas. Ou seja, passou-se de um estado de inferioridade e “isolamento” social para uma liberdade total que pode estar associado ao fenómeno de libertinagem.
No programa desta semana foram enunciados casos paradigmáticos: de adolescentes que com 12, 13 ou 14 anos já frequentam bares nocturnos chegando tardiamente às suas respectivas residências; de raparigas que engravidam precocemente, fazendo de Portugal um dos países da União Europeia (EU) com um maior número de gravidezes na adolescência; e, sendo este facto o mais relevante, são as jovens que desestabilizam e mais desordem provocam nos espaços e que mais fomentam a sociabilidade.
Em suma, três questões éticas se colocam: será que a morosa emancipação feminista na sociedade contemporânea estimulou estes comportamentos tão promíscuos? Será que o agregado familiar não estimula bem-estar, conforto e integridade amorosa? Será esta a crise que confirma cabalmente a decadência abissal dos valores e instituições tradicionais?

By Afonso Leitão

Cartas do Capitão ..

Somos o que somos! Somos parte da herança genética e das variadas circunstâncias decorrentes da família onde crescemos, da forma como fomos educados e por quem, do momento em que formámos a personalidade, de amores e desamores, das companhias que escolhemos para amigos e também daqueles a quem confiámos os nossos segredos, entre outros variados e dispares factores.
Agora já é tarde para mudar. A maior parte do caminho já foi andado, e a andar, porque "caminante, no hay camino"como disse o grande Poeta, Manuel Machado.
Muito mais do que mudar penso ser mais importante manter o rumo. Sermos iguais a nós próprios, sem tergiversações ou cedências, sejam elas de natureza espiritual ou simplesmente prosaicas, gregárias ou afectivas.
Escolhemos o grupo onde nos sentimos bem inseridos e os ideais que julgámos certos. Se depois nos tornamos teimosos, maniqueístas e intolerantes, é fruto da nossa condição humana. E então julgamos, rotulamos e depois condenamos sem cuidar de ouvir a outra parte.
Mas não é isso que importa. Na diversidade de quem aqui escreve e opina haverá por certo divergências. Mesmo desencontros. Há, porém um denominador comum que vem dos bancos das escolas, dos sobressaltos da vida ou das tarimbas da tropa: - a amizade!
Por isso é bom parar aqui. Mesmo um qualquer forasteiro, como eu, aqui se sente bem. Tal como eu, provam-no quantos por aqui passam e se detêm. Vendo bem, são aos milhares em tão pouco tempo. Tal não é mérito de ninguém porque todos são causa e efeito ao mesmo tempo.
Há, porém, um que teve a ideia e abriu a porta. Esse foi o meu AMIGO Hélder Barreira, meu camarada na guerra, meu amigo de peito, transmontano de origem e beirão por opção, generoso, teimoso e do Benfica!
De facto, ninguém é perfeito..

Posted by João Sena

3 de Maio .... Feira das Cantarinhas

Enquanto menino e moço , a Feira das Cantarinhas era para mim um dia diferente de qualquer outro. Vivi-o sempre com grande ansiedade antes e alegria depois. Era o dia em que os meninos ofereciam às meninas que cortejavam ou gostavam as célebres cantarinhas e também o dia da libertação das meninas, pois elas neste dia, perdiam um pouco da vergonha e pediam também cantarinhas aos meninos de que gostavam. Além disso era o primeiro dia do ano em que apareciam cerejas , todas bem arranjadas em raminhos pequenos e bonitos.
Eis senão quando estando eu em doce sossego à porta do Poças a ver a paisagem, se abeiraram de mim duas meninas com bata branca vestida , "dê-nos uma cantarinha", "desapareçam" disse eu . Mas reparando que uma delas era muito bonitota, ar muito jovial, sorriso meigo, franco e aberto, fui atrás delas e ofereci-lhe as cantarinhas. Passado um ano casámos e estamos juntos há 37 anos.
Estávamos em 1969
Bendita Feira das Cantarinhas....

Novos fundamentalismos

Nunca fumei!
Sou médico, sei muito bem os malefícios do tabaco.
Mas estou contra os neo-fundamentalistas que querem impôr uma "superioridade moral" que não têm.
Taxem bem alto o tabaco e canalizem esses impostos só para tratar as consequências médicas do seu consumo.

Previnam, previnam, previnam.

Tomem medidas restritivas mas equilibradas.

E quando forem proíbidas as emissões de gases pelo dito cujo buraco anal ou os inestéticos arrotos?

Deus nos livre de talibãs, seja qual for a sua doutrina

Quem não tem ideias PROÍBE!

quarta-feira, maio 02, 2007

Musica semana 18

Semana cujo tempo é convidativo a música clássica . Apreciai-a

Antiguidades fotográficas ....

Esta é especialmente dedicada a quem fez a primária em Bragança. Trata-se dum grupo de professores e alunos da Escola do Magistério . Tendes obrigação de reconhecer todos aqueles assinalados com um pontinho branco. Para aumentar clicar 1x na foto.Foto enviada por Mercês Gonçalves

Encontros e Histórias ...

Depois de alguns dias fora e nos quais me foi completamente impossível ter acesso a algum computador com Internet , cá estou eu para continuar com o n/blogue.
Foi-me muito grato constatar que destes pela minha falta, o que agradeço , e ainda mais pela falta de algumas rubricas , já repostas.
Durante este período tive o grato prazer de encontrar casualmente a nossa Zélia , marido( que espero ter convencido a ir ao n/encontro) e filha e batemos um bom bom bate-papo. Revivemos histórias antigas e contámos algumas .
A Zélia tão bem comportadinha que era e teve 3 faltas de castigo com a D.Carolina que também era boazinha. Ora sendo as duas tão bem comportadas o que se teria passado ? A Zélia diz que não fez nada , a não ser passar umas rasteiras às colegas quando regressavam do quadro ….
Aguardo mais histórias .

Que bom fim de semana

Regressei ontem ao fim da tarde de um fim de semana, a todos os títulos, positivo e retemperador.
Realizou-se, durante o mesmo, em Mirandela, o almoço convívio dos militares de uma Companhia de Caçadores, que esteve na guerra colonial, sob o meu Comando, no Norte de Moçambique, entre 70/72.
Rejuvenesci muitos anos, ao ser tratado por "meu capitão"e ao reviver factos, então passados, que calaram fundo no meu sub-consciente. A satisfação de rever caras, agora mais envelhecidas, mas transbordantes de alegria e contentamento, por um novo reencontro, são um forte lenitivo, para podermos pensar, quando nos debruçamos sobre o nosso passado, que aquele atribulado período da nossa vida, valeu, indubitavelmente, os sacrifícios que em conjunto enfrentámos.
É para mim um grande mistério, que volvidos 35 anos, neste caso, homens quase sexagenários, alguns deles, orgulhosamente acompanhados, por esposas, filhos e netos, comparecem a este "toque de reunir", não obstante, alguns engulhos com que sempre viram a vida militar! Então porque aparecem? e se despedem sempre - até para o ano !
Já que tive que me deslocar para o Nordeste, aproveitei para rever os meus irmãos e os locais, em que nasci e vivi até aos meus 17 anos, matando saudades da minha meninice, o que é sempre um prazer incalculável, para quem vive longe dos mesmos.
Para ser tudo bom, para não dizer óptimo, o meu querido "Sporting", não se deixou intimidar pelas "águias", manteve-as afastadas à distância conveniente e deu uma grande alegria aos seus
adeptos.
Fins de semana destes...

terça-feira, maio 01, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (7)

( Continuação )
Embandeirar em arco - Festejar ruidosamente.
Na Marinha, diz-se quando se passa um cabo com bandeiras da popa aos mastros e daqui ao bico da proa, em alturas festivas.
Entre a espada e a parede - Expressão de origem militar, é hoje empregue pelo povo, com o significado de "estar numa posiçãodelicada, com poucas possibilidades de escapar".
Entre mortos e feridos alguém há-de escapar - Frase muito vulgar que pretende significar que, por maior que seja a desgraça, há sempre "uma esperança de escapar com vida".
Tal asserção tem origem na guerra.
Etapa - Antiga designação da ração diária distribuída aos soldados, em marcha ou em campanha.
Hoje diz-se a respeito de uma parte de um dado percurso, efectuado durante um dia ou parte deste, seja qual fôr o meio de transporte utilizado.
Fazer o pé-de-alferes - Esta expressão, que é bastante utilizada pelo povo, significa"arrastar a asa a uma rapariga","namoriscar", hábito dos jovens oficiais dos Regimentos.
Feijão artilheiro - Feijão encarnado.
Assim denominado pelas perturbações intestinais que origina.
Ficar a ver navios - Expressão derivada da gíria naval que significa "não conseguir fazer o que se queria".Deriva, do ficar em terra, por não conseguir apanhar nenhum navio.
Figura de proa - Expressão muito vulgar que exprime a importância de uma pessoa.
Esta forma de dizer tem íntimas conotações com "proa", que é, como se sabe, a parte da frente dos navios onde, estava fixa uma figura de grande relevo.
(Continua)