A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro
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domingo, abril 03, 2011

Fantástica letra "P" = igual a coisa louca ...

Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para  Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas
perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos  pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. -Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiprontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para
prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu
Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois
precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo Pereceu pintando... '
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:
'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?

By L.P.

terça-feira, julho 14, 2009

Esta , não acredito ....


Hoje já ninguém fica espantado se um professor universitário contar que parte significativa dos seus alunos não sabe as regras básicas da gramática e coloca, por exemplo, uma virgula entre o nome e o verbo. Diga-se que o desconhecimento da Língua já chega aos próprios professores universitários. Uma professora de uma prestigiada instituição de ensino superior de Lisboa deu nota ‘çuficiente’ a trabalhos apresentados por alunos.

In CM de hoje
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E vós , que dizeis ?

quinta-feira, agosto 16, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (20)

(continuação)
Vedeta - actor ou actriz com grande sucesso.
No Exército , esta designação era atribuída a um militar que em local dominante, cimo de uma colina ou de uma árvore, se encontrava de vigia ao campo de batalha.
Velha guarda - Indivíduo já de idade, com muita experiência.
Esta "guarda" referia-se à "Guarda Imperial" de Napoleão. Com efeito, os seus componentes foram assim carinhosamente tratados pelo Imperador, pouco antes do embarque para o seu exílio de Elba, após a abdicação.
Assim, em carta escrita em Fontainebleau, em 20ABR1814, diz ele: " Soldados da minha velha guarda, despeço-me de vós! Há 20 anos que vos encontro constantemente no caminho da honra e glória!"
Veterano - individuo que envelheceu em determinado serviço. Estudante antigo.
Entre os militares chama-se "veterano"ao camarada antigo no serviço militar e , especialmente, quando já entrou em combate.
Voltar à carga - Voltar a atacar com novos argumentos.
"À carga" é uma expressâo militar usada na Cavalaria a cavalo, para definir o andamento a utilizar durante um assalto a uma posição inimiga, andamento esse que é escalonado em " a passo", " a trote", " a galope" e " à carga". Assim a carga é o andamento mais rápido e, portanto, aquele que tem o maior poder de choque, determinante para o sucesso do ataque.
Zarpar - ir-se embora.
Termo náutico com o significado de erguer uma âncora, levantar ferro e partir.

FIM

quarta-feira, agosto 08, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa ( 19 )

(continuação)
Trincheira - Tipo de gabardina .
Nas Forças Armadas é um abrigo defensivo comum aberto em vala, normalmente a céu aberto.
Foi vulgar este tipo de abrigo na 1ª Guerra Mundial, que, de resto, ficou conhecida pela "guerra das trincheiras".
Gabardina impermeável usada pelos oficiais ingleses nessa guerra, na vida das trincheiras. Este tipo de gabardina, ainda hoge em uso, esteve em grande moda nas décadas de 50 e 60.
Tropa fandanga - Organização que funciona mal.
De facto, depois da queda de Olivença, em 1801, até à reorganização de 1806, o Exército era um bando completamente desorganizado, mal pago, indisciplinado, sem instrução, sem armamento, nem comandos, minado pelas sociedades secretas, com o qual não se podia contar para a guerra.
É desta altura que deriva a expressão em título, que significa" tropa ordinária,reles, desordeira".
Tudo como dantes , quartel-general em Abrantes - Continua-se no mesmo marasmo.
Durante a estada dos ingleses em Portugal, os Portugueses expressaram o seu desagrado por tal situação, até poque o Comandante-Chefe das tropas portuguesas era o general inglês Bersford.
Com este general à frente do Exército, os portugueses eram preteridos nas promoções , por norma, em proveito dos ingleses, situação que desagradava profundamente àqueles.
O quartel-general de Bersford estava situado em Abrantes e como aquele general esteve anos sem fim(14) no cargo de Comandante-Chefe, quando se perguntava como iam as coisas pelo Exército, os milityares respondiam" tudo como dantes, quartel-general em Abrantes".
Ultimato- resolução irrevogável.
Últimas propostas ou condições que uma nação apresenta a outra e de cuja aceitação ou recusa depende a paz ou a guerra.
Unidade - Conjunto industrial.
Nas Forças Armadas dá-se este nome a um conjunto homogéneo que é capaz de sobreviver numa situação de combate.Existem unidades de praticamente todos os tamanhos, desde a secção( 9 homens) até ao grupo de exércitos ( com várias centenas de milhar).
A característica comum a todas elas é a sua homogeneidade , pois cada uma delas é organizada para cumprir um dado tipo de missões e, exactamente por isso, tomaram o nome de " unidade ".
( Continua )

sábado, julho 28, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa(18)

( continuação )
Terra de ninguém - baldio, terra deserta.
Expressão que data da 1ª Guerra Mundial e correspondente ao inglês " no man's land". Significava o território que mediava entre as primeiras linhas dos contendores ( entre trincheiras ).
Tirar o cavalo da chuva - Tirar daí o sentido.
Esta expressão indicava que um militar nunca devia deixar à chuva a sua montada, porque tal situação poderia dar origem a um resfriado ou a uma pneumonia no animal, o que poderia implicar a sua perda, por pura negligência.
Tocar a reunir - dar o alerta para uma actividade.
Como se sabe, nas Forças Armadas continuam a utilizar-se clarins ou cornetas, para regular a vida diária nos quartéis, desde a alvorada ao silêncio. Cada toque tem um significado e o pessoal reúne-se em determinado local, para a respectiva actividade.
Todo o terreno - Veículo para qualquer piso.
Expressão de origem militar que significa "a direito", quer haja ou não estradas ou caminhos. De entre os veículos que tinham essa qualidade, por possuirem quatro rodas motoras, consta o célebre "jeep" da 2ª Guerra Mundial.
Tomar o freio nos dentes - Impossivel de parar ou controlar.
Em hipologia, "freio" é uma alavanca de metal utilizada nos cavalos e muares,à qual se prendem as rédeas e que, uma vez puxadas estas, actua sobre a boca do animal e faz que ele pare ou abrande a marcha.
Quando se aplica o freio, este tem de ficar com a parte posterior encostado às comissuras da boca para que a alavanca possa actuar sem qualquer oposição do animal. Se assim não se proceder, pode acontecerque, com os dentes, o cavalo ou muar impeça a actuação do freio.
Diz-se então que "tomou o freio nos dentes".

continua...

quarta-feira, julho 18, 2007

Presença militar na Língua Portuguesa(17)

(continuação)
Sair-lhe o tiro pela culatra - Efeito oposto ao que se pretende.
"Culatra" é uma peça das armas de fogo que impede que o tiro saia para trás da arma e ponha em perigo o homem ou homens que a guarnecem.
Salário -Soldo, ordenado.
A palavra "salário" significa ração de sal ou a importância concedida aos homens, que eram recrutados para os exércitos, para comprarem a sua ração de sal.
Sapador-bombeiro - Bombeiro, com instrução de engenharia.
Sapador é uma especialidade de aluns militares do Exército encarregados da organização do terreno (trincheiras, abrigos, obstáculos,etc). Tomam este nome por utilizarem como principal ferramenta a pá ( ou sapa). À Arma de Engenharia perteciam os militares com a especialidade de Sapadores e, posteriormente, os sapadores-bombeiros.
Sempre na brecha - Na primeira linha, a lutar com entusiasmo.
Esta "brecha" refere-se àquela aberta nas muralhas de uma fortaleza ou castelo.Nestas condições , o pessoal que primeiro assaltasse a organização defensiva estava na "brecha" primeiro que os outros.
Serviço é serviço, conhaque é conhaque - No trabalho e no lazer, os comportamentos são distintos.
Esta frase, que começou a dizer-se no Exército no tempo das invasões francesas, traduz a diferença que deve separar o que pode e deve ser feito no serviço e fora dele.
Slogan - Mensagem de propaganda.
Originàriamente foi um grito de guerra , para agrupar os componentes de uma das partes durante uma contenda. É uma palavra de origem escocesa, do século XVI.
( continua)

sexta-feira, julho 06, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa ( 16 )

(continuação)
Rancho - Comida.
No tempo em que nos quartéis não havia refeitórios, os soldados, ao respectivo toque da corneta ou rufo de tambores, formavam "ranchos" por subunidades, que um graduado conduzia à cozinha para receber a alimentação. Depois, dispersavam e comiam em qualquer parte.
Rastilho - Motivo remoto.
Nas Forças Armadas, é um sulco ou um tubo cheio de pólvora que serve para, em segurança, comunicar o fogo a engenhos explosivos e fazê-los explodir.
Recolher a penates - Ir para casa dormir.
Recolher é a acção que consiste na entrada dos soldados no quartel após a terceira refeição. É anunciado por toque de corneta, ao qual se segue, normalmente, uma formatura de todo o pessoal presente. Em seguida o pessoal recolhe às casernas onde pernoita.
"Penates" é uma palavra latina que significa "Deus protector do lar".
Ressaca - Recuperar de um estado etilizado ou drogado.
Palavra de origem naval, que significa a quebra e derrocada de uma onda do largo que, por falta de fundo, se converte numa onda de costa e sobe pela praia para depois escorregar em sentido oposto ao anterior.
Roteiro - Livro com pormenores de viagem ou indicação de ruas, caminhos, etc., de uma povoação ou região.
Palavra que deriva de "rota". Desenvolvido durante o período dos Descobrimentos,"roteiro" era a descrição de todos os acidentes marítimos e geográficos necessários para fazer uma viagem.
Os "roteiros" portugueses tiveram fama por todo o mundo, tendo sido traduzidos em várias línguas.
(continua)

segunda-feira, junho 25, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa ( 15 )

( continuação )
Preso curto - estar controlado.
Expressão originária da hipologia que se dizia e diz dos cavalos ou muares que quando estão presos à manjedoura podem estar "curtos" ou "compridos, conforme a argola ( das duas existentes ) da corrente de ferro que os prende, fôr utilizada.
Assim, quando se pretende dar ao animal uma maior liberdade de movimentos, inclusivamente deitar-se, prende-se "comprido". Quando, pelo contrário, se pretende limitar esses movimentos,
amarra-se "curto".
Primeira linha - Local mais exposto.
Entre os militares, "primeira linha" é a linha da frente, a que tem maior probabilidade de ter um contacto directo com o inimigo e, portanto, mais perigosa.
Puxar pelos galões - Pretender afirmar-se.
No Exército utiliza-se esta expressão quando se quer dizer que um determinado graduado invoca a sua patente para fazer valer as suas razões.
Quanto maior a nau maior a tormenta - Maior organização, mais problemas.
Derivada dos gloriosos tempos das naus, em que quanto maior era a nau, mais complicados eram os assuntos a resolver, fossem eles de tempo (as naus com maior calado tinham problemas com as estruturas ), de pessoal ( quando havia epidemia a bordo, maiores eram as baixas ) ou de qualquer outra natureza.
Quinta coluna - grupo que mina o objectivo a atingir.
Expressão atribuida ao general espanhol nacionalista Mola quando, em 1936, durante a Guerra Civil de Espanha, planeava o ataque a Madrid com quatro colunas de tropas.
Sendo-lhe perguntado qual delas chegaria primeiro à Capital, o general respondeu: " A 5ª, a que já está dentro de Madrid".
( continua )

quinta-feira, junho 21, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (14 )

(Continuação)
Pistoleiro - Matador prifissional.
Soldado de cavalaria do século XVI, armado de pistola.
Pontaria - Acerto das respostas.
Nas Forças Armadas diz-se que um determinado militar tem boa "pontaria" quando consegue fazer uma boa pontuação nas sessões de tiro. Tal termo deriva dos aparelhos de pontaria das armas , que servem para orientar o tiro das mesmas sobre os alvos.
Pôr-se em sentido - atitude de subordinação total.
A expressão de "pôr-se em sentido" é uma expressão de cariz totalmente militar, que representa uma posição de respeito e subordinação hierárquica.
É vulgar ouvir-se pr exemplo:" basta ela dizer-lhe alguma coisa para se pôr logo em sentido".
Pôr-se na alheta - Fugir.
Na Marinha, é sabido que navio de vela, com dado vento e pano em cima, logra maior velocidade levando vento nas "alhetas"- as duas faces laterais curvas do costado, a bombordo e estibordo.
Pôr-se na retranca - actuar com retraimento.
Um arreio de tracção ou de montada prende-se ao animal por três lados:à barriga, pela cilha ou cilhas; à frente, pelo peitoral; atrás, pela "retranca".
"Retranca"é, pois, a correia de um arreio de um muar ou de um cavalo que passa por detrás do animal ( por debaixo do rabo e por cima das bragadas ou coxas) e que serve para segurar o arreio e não o deixar escorregar para a frente. Por semelhança, diz-se de alguém que se encosta à retaguarda e não quer andar para a frente, que se retrai, que não se decide, que actua com reservas, com retraimento.
Porta do cavalo -Sair sub-repticiamente ou sem se despedir de ninguém.
Costuma chamar-se "porta do cavalo" a uma outra porta que não a principal da casa situada nas trazeiras ou nos fundos, em posição oposta à da frente. Esta expressão deriva do facto de as portas de saída dos cavalos nos quartéis serem outras que não a porta de armas.
( Continua )

terça-feira, junho 12, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (13)

( Continuação )
Panóplia - conjunto de atitudes de alguém ou de objectos.
Este termo significa "armadura completa de cavaleiro"e também "troféu". Igualmenta se utiliza esta palavra para designar "painel de armas"artisticamente dispostas e a uma " casa de armas".
Pára-quedista - estranho, intrometido.
Militar que utiliza o pára-quedas para para fazer a sua entrada em combate. Entre o povo também se diz de um estranho que aparece em determinada localidade: " caiu aqui como um pára-quedista".
Passar em revista - verificar, "checar".
"Passar revista" nas Forças Armadas é verificar o atavio do pessoal, em formatura, ou verificar a limpeza e arrumação de um quartel. Em linguagem corrente, diz-se "passar em revista" quando se pretende, por exemplo, conferir uma determinada lista ou alguma coisa que esteja apenas gizada mentalmente ou efectivamente planeada.
Passar tudo a fio de espada - Matar tudo o que está vivo.
Deriva a expressão dos tempos em que, após um combate ou refrega, se procedia à eliminação
efectiva dos inimigos, com aquela arma. Isto passava-se quando ainda não existiam armas de fogo.
Perder a tramontana - Desorientar-se, perder a serenidade.
Tal frase deriva dos antigos marinheiros, que, anteriormente à descoberta da bússola, se guiavam nas costas do Mediterrâneo pela Estrela Polar, a que chamavam "tramontana", por lhes aparecer " para além dos montes". Perdendo-a de vista, isto é, "perdendo a tramontana", ficavam desorientados.
Perder o penacho - Perder a importância.
"Penacho" é um molho de penas ou plumas que por adorno ou insígnia era usado no chapéu, capacete e elmo , ou se fixava no topo das cabeças dos cavalos. Tinha o sentido de comando,
poder, ostentação e vanglória. A perda deste "penacho", nos tempos da Cavalaria, por um cavaleiro era indício de um combate mal sucedido e, consequentemente, o seu caminho para a desgraça.

segunda-feira, junho 04, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (12)

(Continuação)
Mudar-se com armas e bagagens - mudança total, radical.
No Exército, uma coluna, em campanha, tinha sempre duas partes: os combatentes e as bagagens.
Mudar ambas não era evoluir no campo de batalha, mas sim mudar de local de estacionamento.
De facto, uma evolução no campo de batalha não implicava a mudança das bagagens,mas apenas das tropas combatentes.
Nem bom soldado nem bom cavalo - não se evidenciar do conjunto.
No serviço militar, um bom cavalo de fileira era mais vezes montado que um cavalo menos bom;o mesmo sucedia com o bom militar, que era mais frequentemente solicitado a desempenhar as mais diversas tarefas, se fosse bravo e destemido.
Não ficar pedra sobre pedra - arrasar.
Expressão que remonta aos tempos em que os atacantes, depois de vencerem as tropas defensoras, destruiam as cidades que conquistavam, "não deixando pedra sobre pedra".
Então, nesse tempo, todas as grandes construções eram feitas em pedra.
Nome de guerra - Pseudónimo, nome suposto de um indivíduo quando pretende passar despercebido.
Era o que se passava outrora , quando os soldados quando se alistavam para ir combater, utilizavam um nome falso.
Ó da guarda - Alerta de ajuda.
Antigamente, as únicas forças que patrulhavam à noite as ruas das povoações, eram as forças da guarda dos castelos, então existentes. Por isso, quando alguém necessitava dos seus serviços, gritava pela guarda.
Hoje em dia, tal grito, é um alerta que uma pessoa lança para ser ajudada sempre que necessita de ajuda.
Ombrear - Equiparar, igualar.
Termo derivado das formaturas militares, nas quais os homens estão ombro a ombro e têm de se manter nesse posicionamento, visto que uma das características da formatura é manter todo o pessoal na mesma posição relativa.
( Continua)

sábado, maio 26, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (11)

( Continuação )
Levar água no bico - Significa "com segunda intenção".
Deriva de "água no bico", que na Marinha quer dizer ter a corrente de proa.
Lutar pela sua dama - Fazer valer o seu ponto de vista.
Esta asserção data da Idade Média, pois era apanágiodos cavaleiros lutarem por alguém que lhes fosse querido. Por isso, levavam em suas lanças, nos torneiose para aguerra lenços de seda que
lhes eram oferecidos e atados pelas suas damas.
Marcar passo - Emprega-se como "não avançar", "não progredir".
Expressão militar que significa manter a cadência de marcha, batendo com os pés no chão, sem sair do mesmo sítio.
Marinheiro de água doce - Asserção desprestigiante de indivíduo que não é capaz de enfrentar grandes perigos.
Estes, só ocorrem no mar alto, em contraste com a bonança típica, experimentada no interior dos rios(onde só há água doce).
Menos canhões e mais manteiga - Expressão moderna utilizada quando se pretende defender a teoria da redução da SEGURANÇA em proveito de um maior BEM-ESTAR da população.
Miséria dourada - Referente aos militares profissionais, exactamente porque a função foi sempre mal paga, mas as suas fardas exibiram sempre muitos amarelos e dourados.
( Continua)

segunda-feira, maio 21, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa(10)

(Continuação)
Ir às sortes - Ficar livre do serviço militar.
Quando o número de indivíduos apurados , após a inspecção médica, para cumprir o serviço militar, era demasiado, em função das necessidades estipuladas para aquele ano, iam tirar um número de um recipiente.
Por isso, se dizia "ir às sortes", visto que poderia ou não ter a sorte de ficar dispensado de cumprir
o serviço militar, apenas tirando um número alto no sorteio feito na altura.
Ir para o maneta - Morrer, é o significado desta expressão hoje em dia.
"Maneta" foi a alcunha com que ficou conhecido pelo povo português o General Francês Loison, paticipante das 3 invasões franceses e que não possuia um braço.
Aquando da primeira invasão, em 1808, as tropas francesas ocuparam todo o País. Mas a actuação deste General foi de tal forma violenta que o seu nome ficou tristemente célebre, pois fuzilou a torto e a direito quem lhe apeteceu, ficando tal procedimento na memória do povo. Assim, quando alguém era chamado à sua presença , para ser interrogado, dizia-se dessa pessoa" Lá vai para o maneta".
Levar a carta a Garcia - Em prega-se esta expressão como sinónimo de alguem que cumpre cabalmente a sua missão.
Quando se iniciou a guerra hispano-americana, em 1898, em que a Espanha perdeu Cuba e, posteriormente, as Filipinas para os EUA, foi necessário, por parte do Presidente deste país, entrar, rapidamente, em comunicação com o chefe dos insurrectos cubanos(General Garcia) para assegurar, com a maior urgência a sua colaboração.
No entanto, o General Garcia encontrava-se nas montanhas de Cuba, mas pouca gente sabia onde. Como proceder?
Alguem sabedor do caso disse ao Presidente conhecer um homem,de nome Rowan, que talvez fosse capaz de encontrar Garcia. Chamado à sua presença, o Presidente deu-lhe uma "carta, que deveria entregar a Garcia". Rowan pegou na carta, guardou-a numa bolsa impermeável e nada disse.Passados dias, entregava a carta ao General Garcia.
A característica especial deste mensageiro foi ter cumprido uma missão que parecia impossivel à primeira vista sem ter perguntado fosse o que fosse acerca do que devia fazer, como fazer ou quando fazer.
(Continua)

segunda-feira, maio 14, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa(9)

(Continuação)
Há ingleses na barra - Esta expressão significa "mulher menstruada".
Emprega-se esta expressão com este significado porque uma mulher menstruada está, temporáriamente, bloqueada, impedida, à semelhança de que, quando os ingleses praticavam a "política da canhoneira", ao atacar um porto, fechavam a barra do mesmo, bloqueando-o.
Há mais marés que marinheiros - Dito popular que pretende transmitir que o facto de uma coisa correr mal de momento, pode ser compensada por outro momento de mais sorte, por oportunidades destas não faltarem na vida de uma pessoa.
Hurra- Grito de guerrra dos guerreiros russos e saudação dos marinheiros ingleses aos seus comandantes.
Vulgarmente, é utilizado em sinal de alegria, para fazer brindes e para dar vivas.
Ir aos arames - Significa nos dias que correm "melindrar-se, irritar-se".
Esta expressão é originária da 1ª Guerra Mundial, em que se ia "aos arames" consertar as redes de arame farpado danificadas (obstáculos na "terra de ninguém"entre as trincheiras).
Quando a um militar era ordenada tal missão, este não ficava nada satisfeito, pelo melindre e perigosidade de tal serviço.
Ir aos fagotes - Expressão que significa "bater em alguém".
Na época das Invasões Francesas vieram combater do nosso lado o General inglês Wellington e as suas forças. Formou-se assim o exército Anglo -Luso, mas, como é normal nestas circunstâncias, os portugueses não viam com bons olhos os soldados ingleses estacionados em Portugal. Ora, naquela altura , os ingleses usavam um talhe de barba em que as patilhas iam até ao queixo. A essa parte da barba chamavam ( ainda hoje se chama ) fagotts.
Por isso, quando algum soldado português se envolvia em pancadaria com um soldado inglês, dizia que lhe tinha "ido aos fagotes".
(Continua)

segunda-feira, maio 07, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa(8)

( Continuação )
Fogo à peça - Esta expressão significa "fazer algo com rapidez e sem hesitações".
De origem militar , traduz perfeitamente o que se quer , pois a rapidez do tiro dá uma ideia justa do que se pretende.
Gaseado - Intoxicado com gases de guerra.
Tal ocorreu principalmente na 1ª Guerra Mundial, durante a qual se utilizaram grandes
quantidades de gases altamente tóxicos. Os militares atingidos com tais produtos, ou morriam ou ficavam afectados até ao fim das suas vidas.
Este termo passou ao povo , que, a propósito de um indivíduo que tivesse um comportamento um pouco anormal, dizia "este tipo é um gaseado".
General Inverno - É vulgar ouvir-se perguntar a propósito do desaire sofrido por Napoleão Bonaparte na Rússia: "Quem foi o General que lhe fez frente, que contribuiu para tal desaire?"
A resposta inevitável é: "Foi o general Inverno".
Significa o todo -poderoso Inverno.
Guarda -costas - Navio de guerra destinado à vigilância das águas territoriais.
Este termo utiliza-se hoje para designar quem está encarregado da segurança pessoal de outra pessoa.
Guerra é guerra - Expressão muito popular que é uma fórmula de resignação ou de cinismo com que se aceitam ou pretendem justificar excessos, nas mais variadas situações, à semelhança do que se passa na guerra.
(Continua)

terça-feira, maio 01, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (7)

( Continuação )
Embandeirar em arco - Festejar ruidosamente.
Na Marinha, diz-se quando se passa um cabo com bandeiras da popa aos mastros e daqui ao bico da proa, em alturas festivas.
Entre a espada e a parede - Expressão de origem militar, é hoje empregue pelo povo, com o significado de "estar numa posiçãodelicada, com poucas possibilidades de escapar".
Entre mortos e feridos alguém há-de escapar - Frase muito vulgar que pretende significar que, por maior que seja a desgraça, há sempre "uma esperança de escapar com vida".
Tal asserção tem origem na guerra.
Etapa - Antiga designação da ração diária distribuída aos soldados, em marcha ou em campanha.
Hoje diz-se a respeito de uma parte de um dado percurso, efectuado durante um dia ou parte deste, seja qual fôr o meio de transporte utilizado.
Fazer o pé-de-alferes - Esta expressão, que é bastante utilizada pelo povo, significa"arrastar a asa a uma rapariga","namoriscar", hábito dos jovens oficiais dos Regimentos.
Feijão artilheiro - Feijão encarnado.
Assim denominado pelas perturbações intestinais que origina.
Ficar a ver navios - Expressão derivada da gíria naval que significa "não conseguir fazer o que se queria".Deriva, do ficar em terra, por não conseguir apanhar nenhum navio.
Figura de proa - Expressão muito vulgar que exprime a importância de uma pessoa.
Esta forma de dizer tem íntimas conotações com "proa", que é, como se sabe, a parte da frente dos navios onde, estava fixa uma figura de grande relevo.
(Continua)

segunda-feira, abril 23, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa (6)

( Continuação)
De cabo de esquadra- Diz-se de qualquer coisa mal feita ou dita incorrectamente por alguém que revela poucos conhecimentos.
Esquadra é o escalão militar mais baixo e é do comando de cabo.
De carregar pela boca - Obsoleto, antiquado e fora de uso, como aquelas armas.
Também se costuma empregar esta expressãocom o significado de "simples de executar", pois aquelas armas eram, na verdade, muito simples, comparadas com as de hoje, que são de grande complexidade.
Deitar carga ao mar - Expressão de origem naval. Significa "vomitar".
Descarregar para a esquerda - Na tropa, os mais antigos ou graduados têm lugar na formatura mais à direita e os mais modernos ou menos graduados à esquerda.
Assim, esta expressão quer dizer que, quando se "descarrega para a esquerda"se querem passar as responsabilidades para os inferiores hierárquicos.
Desenfreado - Cavalo sem freio,que tomou o freio nos dentes.
Entre o povo, significa "descomedido" ou o que se "excede".
Dia D -No vocabulário militar(ordem de operações), é o dia que significa o início da acção. É indicado naquele documento em conjugação com a hora H.
Correntemente tem o mesmo significado.
(Continua)

segunda-feira, abril 16, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa ( 5 )

(Continuação)
Bombordo - Os lados do navio tomam o nome de bordos. Bombordo é o bordo esquerdo dos navios, estando o observador voltado para a proa(frente). E porquê bom?
Porque daquele lado, os navegadores portugueses, nos primeiros tempos, tinham terra (costa africana) quando rumavam para Sul, à descoberta da Índia. Para o lado direito tudo era desconhecido!!!
Canhão - Arma de grande calibre e de grandes dimensões. Diz-se de mulher de mau porte.
Mulher sem formas, mas forte como um canhão.
Cantar vitória - Esta frase é dita no sentido de se "afirmar vencedor".
No entanto, aconselha-se muita vez que" não se deve cantar vitória antes de tempo", isto é, " ninguém se deve afirmar vencedor de uma determinada contenda sem que a refrega tenha terminado". De facto, na história há alguns exemplos de batalhas que foram ganhas no último momento, quando tudo parecia perdido para o vencedor.
Carne para canhão - Expressão muito utilizada pelo povo que significa"alguém de pouca importância"ou "alguém para sacrificar".
De nítida conexão militar, tem o sentido de muita gente pronta para morrer, como sucedia noutros tempos, com a infantaria que seguia na frente dos exércitos.
Catapultar - Verbo que deriva de "catapulta", antigo engenho de guerra, o qual se destinava a arremessar projécteis.
Hoje emprega-se com o significado de "arremessar".
Cavaleiro andante - Cavaleiro dos tempos da cavalaria medieval, que, como o próprio nome indica,era um cavaleiro errante, sempre pronto a intervir onde fosse necessária a sua presença.
Esta espécie de cavaleiros termina com D. Quixote,que é o canto de cisne da Cavalaria Medieval e da Velha Espanha.
Ainda , hoje quando se fala de algum "sonhador", chama-se-lhe " Cavaleiro Andante".
Cavalo de 100 moedas - Era um cavalo que valia 100 moedas de ouro. Era pois um cavalo excepcional.
Por exemplo , no tempo do Conde de Lippe, cada muar valia entre 30 e 35 moedas de ouro, conforme ele próprio escreveu nas suas Observações Militares, dirigidas ao Marquês de Pombal,em 5 de Setembrode 1764.
Por isso, ainda hoje se diz de uma mulher vistosa: "aquilo é um cavalo de 100 moedas!" (Continua)

segunda-feira, abril 09, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa ( 4 )

( Continuação )
Barricada - Em 1558, os partidários do Duque de Guise assenhoreiam-se de Paris. O rei , Henrique III, tenta recuperar a Capital, mas as tropas vêem-se impossibilitadas de avançar através das ruas, por terem sido atravessadas por cadeias de ferro e interrompidas por montes de barricas cheias de terra, donde o nome de " barricadas ".
Hoje em dia , quando há um corte de uma rua numa qulquer perturbação da " ordem pública ", utilizando seja que material for, como, por exemplo, pedras da calçada, diz-se que a rua está "barricada ".
Básico - Durante a Guerra do Ultramar ( de 1961 a 1974 ), dadas as necessidades de pessoal e consequentes dificuldades em o instruir, o Exército criou os Básicos.
Eram os homens que apenas possuiam a Instrução Geral, ministrada durante a primeira parte da Escola de Recrutas, portanto sem possuirem qualquer Especialidade, e eram encarregados dos serviços que não necessitavam de qualquer conhecimento especial, como, por exemplo, os
seviços delimpeza, ajudantes de cozinha, etc.
Embora seja uma influência mais ou menos recente, quando um indivíduo é "bronco" ou tem poucas habilitações costuma-se dizer que "o tipo é básico".
Bater a bota - Emprega-se com o significado de " morrer".
À semelhança de quando um militar na presença de um superior hierárquico dá um passo à retaguarda, seguido de meia volta, quando se vai retirar, " batendo com as botas no chão ",
o ir-se embora desta vida é conhecido como o " bater a bota ".
Bernarda - Nome dado ao movimento revolucionário que eclodiu em Braga em 1862.
Em virtude do projecto sobre a expulsão das Irmãs de Caridade "bernardas"(freiras da Ordem
de S. Bernardo, e daí o seu nome ), o povo, impelido pelos políticos, põe parte do Concelho em alvoroço.
Em 15 de Setembro, o Comando Militar do Porto enviou tropas, mas parte destas revoltaram-se e juntaram-se aos insurrectos. Depois de muitos feridos e muita confusão, os oficiais sediciosos
abandonaram os soldados e os sargentos deliberaram apresentar-se no Quartel-General do Porto.
Tal foi a confusão gerada que ainda hoje se diz quando se verifica uma situação com algum descontrolo. "Mas que grande bernarda".
Boicotar - Deixar de comprar ou vender, propositadamente, mercadorias de determinada origem. Fazer guerra comercial a certos produtos.
O nome vem de Charles Cunningham Boycott, Capitão do exército inglês (1832-18979), que, em
1880 foi administrador do Conde de Erne. Por tratar dos feitores com extraordinária dureza, estes uniram-se, recusando trabalhar para ele, como também vender-lhe ou comprar-lhe fosse o que fosse.Por causa desta situação, Boycott viu-se forçado a abandonar o País.
( continua )

domingo, abril 01, 2007

Presença Militar na Língua Portuguesa ( 3 )

( Continuação )
Andar a toque de caixa - Andar ao ritmo da " caixa de guerra, isto é, toque de tambor o que quer dizer "sempre depressa ".
Andar de esquerda em linha - Expressão que significa "andar sempre em formatura ", isto é, sob disciplina férrea.
Estar a leste - Originária da Marinha, esta expressão é empregue como "não perceber nada o assunto". Era o que se passava com os marinheiros portugueses quando avançavam para sul, antes de ser descoberta a América - ocidente, leste .
Ao Deus dará - Diz-se "andar ao Deus dará"quando se pretende dizer " ao acaso ", " entregue à sua sorte". A sua origem verifica-se no início do Sec. XVII no Pernanbuco (Brasil ) onde vivia Manuel Álvares, negociante, que, em face da precária situação dos Soldados que a Fazenda Real se esquecia de abastecer, os socorria quando podia, pois quando não tinha disponibilidades para tal limitava a dizer-lhes : " Deus dará". Tantas vezes empregou este estribilho que os soldados diziam, quando lhe iam bater à porta :" vamos ao Deus dará ".
Arraial - Antigamente este termo era o correspondente a um acampamento de tropas.
Hoje, dá-se o mesmo nome a uma Festa Popular em que são lançados foguetes.
Assédio - Cerco posto por tropas inimigas a uma praça de armas. Bloqueio.
Quando uma pessoa, hoje em dia, é muito solicitada e pressionada para resolver um assunto,
diz-se que está a ser" assediada ".
Assentar praça - Diz-se de todos os mancebos que são incorporados nas Forças Armadas.
Acontece que antigamente toda a gente que ia para o Exército era alistada como praça
(o mais baixo posto da hierarquia militar ) e depois,mas só depois, seguia outros rumos. A
designação foi-se mantendo e ficou. Esta palavra "assentar"significa aqui "registar-se como ".
( Continua )