Melhor não lhe poderia ter acontecido, ontem.
Estou a referir-me à estimativa rápida do INE, referente ao comportamento da economia portuguesa no segundo trimestre do ano, que coloca Portugal no grupo da frente da União Europeia, a par da Alemanha, França e Grécia, com o crescimento de 0,3 por cento, em relação ao primeiro trimestre, só superado pela Eslováquia em 2,2 por cento.
Para quem regressa de férias e necessita de um impulso importante para uma dura campanha eleitoral que se adivinha, o Grande Lider, não perdeu tempo e aproveitou de imediato algo de positivo, que se vislumbrava nos valores obtidos, por aquele orgão estatal e do alto da sua cátedra, bronzeado e descontraído proclamou:
“ É o princípio do fim da crise.” e ”Portugal foi dos primeiros países europeus que saiu da recessão técnica”.
Mais uma vez fez a apologia da bondade das suas políticas e lançou setas aos economistas que se enganaram.
O pior foi hoje.
Vinte e quatro horas volvidas, o INE divulgou a taxa de desemprego e ela foi de 9,1.
A maior de há 20 anos.
Com este desemprego é legítimo perguntar-se : acabou a crise?
Não acredito.
Mentiroso...