A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

sexta-feira, outubro 31, 2008

É melhor logo à nascença...

O Conselho Nacional da Educação vem propor que acabem os chumbos até ao 9º ano , é uma medida e tanto .... e penso que, na hora do baptismo, perdão, no registo civil, se atribua logo o 9º ano a cada pequeno cidadão. Assim, evita-se logo os chumbos.
Parece, além do mais, que o chumbo é visto como uma tentativa de responsabilizar os alunos e os pais . Sim, de facto, onde é que isto se viu? Na Finlândia?
Responda quem souber ...
Blogosfera

quarta-feira, outubro 29, 2008

As Profissionais

Ao pé destas profissionais do gozo com a lei e o Zé Pagode, Adelina Lagarto é uma irmã da caridade...

"Acusada de fraude fiscal num processo originado por uma investigação das finanças, a filha do homem mais rico do país adoptou uma original estratégia de defesa. Reconheceu a evasão fiscal ao pagamento das mais valias resultantes da venda de um palacete, assumindo que “normal era que o preço declarado fosse inferior ao real”. Tão normal que Paula Amorim parece não ter encontado nenhum problema em assinar um contrato de promessa de compra e venda no valor de 1,160 milhão de euros e declarar apenas 461 mil.

Como explicou no acto de impugnação interposto no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, “a SISA, além de gozar de uma generalizada rejeição social (cuja expressão maior se traduzia numa evasão fiscal socialmente aceite), é um acto que percorre transversalmente toda a sociedade”. Era mesmo isso que faltava entre nós. Alguém que desse um corajoso murro na mesa de um sistema fiscal estranhamente assente na cobrança de impostos. Uma revolução na jurisprudência seguida de perto pelo advogado de Filomena Pinto da Costa, a outra arguida no processo, e que indica que “não pode vingar um processo-crime por fraude fiscal quando em casa estão tributos que eram objecto de uma generalizada rejeição social por serem injustos”.

Finalmente alguém com coragem e visão para nos explicar os assaltos às bombas de gasolina. Deve ser o resultado do “objecto de uma generalizada rejeição social por serem injustos” os preços cobrados. E os juros da banca? Boicote-se o seu pagamento e assuma-se a rejeição social “que percorre transversalmente toda a sociedade”. É pá, se a moda pega isto ainda pode ser engraçado. Não sei é se o Américo Amorim vai achar piada."

Por Pedro Sales 29 Out 08, blogue Arrastão

Um job governamental em perigo...

A partir de ontem, o lugar de assessor de imprensa deste governo socialista deixou de ter razão de existir e tal facto deve-se certamente à crise que atravessamos e é mais um dos sinais do nosso primeiro ministro para poupar no orçamento, neste caso no seu próprio gabinete, o que é de aplaudir, sem sombra de dúvida.
Refiro-me à sua interferência telefónica directa, num esclarecimento ao director do Diário Económico, sobre uma notícia que dava conta da alteração da lei do financiamento dos partidos no âmbito do Orçamento do Estado para o próximo ano.
Os jornalistas, que vêem o lugar ameaçado, pretendem accionar a Procuradoria da Justiça contra o lider Parlamentardo PSD, Paulo Rangel, por ontem na Assembleia da República ter feito queixinhas de tal facto. Aguarda-se o normal desenvolvimento de mais uma prepotência, bem intencionada e mal interpretada, claro está, do nosso primeiro ministro.

Esta brinca com a justiça e goza com todos nós!

Mulher do sargento alega não saber das ordens judiciais

Acusada de sequestrar Esmeralda, mulher de Luís Gomes, diz ter sabido do julgamento do marido quando ele foi preso

HELENA SILVA

Terá sido o sargento a omitir-lhe informação para lhe evitar sofrimento. Foi o que alegou Adelina Lagarto, esta terça-feira, no Tribunal de Torres Novas, onde começou a ser julgada por sequestro e subtracção da menor Esmeralda.

A mulher do sargento Luís Gomes contou, perante o colectivo de juízes, nunca ter sido notificada de qualquer decisão judicial e, por isso, desconhecia que tinha que entregar a menina ao pai, Baltazar Nunes, a quem foi confiada a guarda em Julho de 2004.

Levas uma Lambada...!

terça-feira, outubro 28, 2008

Compensa não cumprir a lei?


Mãe adoptiva de Esmeralda começa hoje a ser julgada por sequestro


Adelina Lagarto, a mulher que tem a guarda de Esmeralda Porto, começa a ser julgada por sequestro da menor, apesar de o seu marido já ter sido absolvido desse crime pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), condenando-o somente por subtracção...

in SOL


Independentemente das razões que determinaram os actos, a lei é igual para todos e tem de ser cumprida. Quem desobedece ao Tribunal, de forma tão descarada, tem de pagar. Se não fosse o movimento nacional-porreirista-humanista de um conjunto ilustre de oportunistas, que agora não se vêm, já estaria a cumprir pena ou absolvida, e todo o processo já teria terminado.

A justiça é igual para todos, mas é mais igual para alguns...

Seria interessante que os investigadores e jornalistas quisessem saber onde esteve escondida com a menina. Seria curioso se tivesse sido no mesmo local onde o marido cumpria a pena, isto é, no Quartel onde estava colocado!

No fundo a criança é que tem sido vítima, e continuará a sê-lo, transformando-se em arma de arremesso de toda esta manipulação afectiva!

Também gostava de cumprir penas internado no Hospital onde trabalhei, a jogar uma suecada com o pessoal e bebendo uma cervejola no bar!


Linha do Tua


Tua: problemas na linha e na automotora causaram acidente

PJ afastou hipótese de sabotagem ou negligência. Governo vai conceber medidas correctivas

O relatório final do inquérito ao último acidente na Linha do Tua aponta «defeitos grosseiros» na via férrea e anomalias na automotora que conjugados terão originado o descarrilamento a 22 de Agosto.

O relatório final está disponível desde segunda-feira à noite na página do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), três dias depois de o ministro Mário Lino ter anunciado medidas correctivas e de segurança, sem adiantar pormenores da investigação.

Afastado ficou no inquérito qualquer «indício de actos de intervenção dolosa ou negligente produzidos por intervenção humana», segundo concluiu a Policia Judiciária que participou nas investigações.


in Portugal Diário

segunda-feira, outubro 27, 2008

O terceiro português culto da Filomena!

Cá está o terceiro português culto, em amena cavaqueira como marido da Filomena!
Ainda tinha uma pequena, bem pequena é certo, esperança que fosse eu!

Entrevista à Visão.
«Há para aí três pessoas cultas em Portugal»
A socióloga, professora universitária e investigadora Maria Filomena Mónica recebeu-nos em sua casa, na Lapa, e falou de Nós, os portugueses. Como sempre, sem papas na língua.

Uma é ela, outra o homem dela (António Barreto)!
Quem será o terceiro?

Serei eu?
Serás tu?
Não!
Deve ser algum amigo/a pessoal!
No estilo prefiro o Vasco Pulido Valente, pelo menos, às vezes, tem piada...!
Se a megalomania fosse música ela era uma orquesta sinfónica...

Baixa do petróleo!

Abaixo dos 60 dólares 09:01

Brent desvaloriza quase 4% para mínimo de Fevereiro de 2007

Os preços do crude encontram-se em forte queda nos mercados internacionais, pela segunda sessão consecutiva, com os receios de que o corte de produção anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não consiga travar a descida dos preços, num altura e que a crise financeira global ameaça reduzir a procura de combustíveis em todo o mundo.

in Diário Económico

O preço do petróleo bruto baixou para valores de Fevereiro de 2007, está a menos de 60 dólares. Lembram-se que há pouco tempo estava a muito mais de 100 dólares?
E o preço dos combustíveis, também desce assim?
Querias...?!?! TOMA.....

Praia de Outono!

Quem disse que não é bom estar na praia no Outono?
E poder passear à beira mar...

Bendita sejais vós ...


Parece que já é não o primeiro caso confirmado: um tubarão fêmea que, comprovadamente, não esteve em contacto com nenhum macho da sua espécie, conseguiu dar à luz. Tidbit, nome da bem-aventurada fêmea tubarão, vive há oito anos no aquário de Norfolk Canyon, na Virgínia, isolada dos tubarões machos. A cria nascerá dentro de alguns dias e as análises prematuras ao seu ADN revelam que não há material genético de um pai.

Podemos interpretar o caso através de dois prismas: (i) a Natureza encontra sempre formas de superar as condições adversas; (ii) talvez seja prudente ter algum cuidado com a cria. Os casos análogos anteriores são complicados e, desta vez, não custa nada estarmos prevenidos. É que o seguro morreu de velho…

Carlos Abreu Amorim, Professor universitário

domingo, outubro 26, 2008

Terra Quente!

Mirandela, a minha terra, bem amada!

Vmos lá recordar...!

Porta da Vila
Bragança

Antes um poco, do lado esquerdo de quem sobe, está uma "porca" como a de Murça, partida e atravessada por um pelourinho.
Quem tera sido o iluminado que mandou fazer tal barbárie?


Linha do Tua! É mesmo...?


O ministro das obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, garante que a circulação na Linha do Tua será retomada logo que sejam "reparadas e corrigidas" as causas do descarrilamento ocorrido em Agosto, que provocou a morte de uma pessoa.

in Publico

Açores....

Aqui está uma bela sugestão para um fim de semana agradável...Diverti-vos

Cuidem-se laranjinhas ...

A novidade das eleições regionais açorianas traduziu-se no claro aproveitamento eleitoral do CDS face à acentuada descida do PSD. Na verdade, desde que Paulo Portas se apoderou do partido, já lá vão dez anos, o CDS baixava sempre os seus resultados eleitorais quer o PSD subisse ou descesse.
Estranhamente, mesmo quando as sondagens colocam o PSD em níveis próximos dos piores scores da sua história, o CDS continua numa inércia descendente, parecendo não existir transferência de votos significativa entre os dois partidos. Os desiludidos do PSD, até agora, não se sentiam atraídos para votar no partido que Paulo Portas transformou numa espécie de culto à sua pessoa.
Aparentemente, a clara subida do CDS nos Açores pode indicar uma mudança. Se suceder um processo semelhante a nível nacional, Ferreira Leite terá mais um problema que não saberá resolver.
Mas é difícil que tal aconteça. O grande problema de se fazer um partido de um homem só é que, quando as pessoas se cansam dessa figura, pouco mais há que as ligue ao que resta do partido. E, por culpa própria, Portas tornou-se na personagem mais estafada e aborrecida da política portuguesa.

Carlos Abreu Amorim, Professor universitário (dificilserliberalemportugal@gmail.com)

sábado, outubro 25, 2008

Pois é...

Líderes europeus à procura da solução para a crise!

O segredo militar em tempo de guerra ...

A dança ia começar! Ia ter início a operação a fazer até ao fim do ano de 1966.
Mentalmente, o capitão da Companhia Charlie do Batalhão de Cavalaria, recordou os efectivos de que dispunha. Talvez três grupos de combate. O que importava agora, era saber qual o objectivo inimigo que iriam atacar.Calmamente, apagou o cigarro no improvisado cinzeiro feito de uma das latas das rações de combate, pregado na madeira do pré-fabricado, "ÁREA RESERVADA ".
O capitão das operações estava sentado à mesa de trabalho.
– Então vamos ter festa?
– Vamos fazer uma operação de Batalhão.
– Muito bem. Conte coisas.
– Vamos atacar um quartel inimigo. Situa-se na margem direita do Dange, para os lados da Fazenda Maria Fernanda. É um quartel do MPLA. Vamos ali à carta de situação para eu lhe mostrar o objectivo.
Atravessaram a sala até à parede tapada por uma cortina.
O sargento auxiliar das operações afastou-a.
No plástico estavam assinaladas, com muitos círculos e triângulos vermelhos, as referencias dos quartéis e agrupamentos inimigos, já que ali não havia populações.
– Como você pode ver, aqui, no fundo deste rio, junto da foz com o Dange, tem o MPLA um quartel. Julga-se poderem lá estar cerca de trezentos “turras”, bem armados. Há notícias da presença de eventuais instrutores cubanos. Têm atacado em emboscadas, na estrada do Piri e na picada que vai da Maria Fernanda à Missão.
– É aquele quartel referido no último "perintrep[2]"? Diziam ser a maior concentração inimiga no Norte de Angola.
– É esse exactamente. Julgo contudo que, se o atacarmos de surpresa, iremos ter grande sucesso. Basta um pouco de sorte. Vamos empenhar na operação as três Companhias operacionais do Batalhão. Você, por ter a tropa mais descansada, fará o golpe de mão ao objectivo. A Alfa desce desde a picada da Missão, por este rio abaixo – apontava na carta – para dar tempo a que a sua tropa se aproxime do objectivo. Ao nascer do sol, no dia D, a aviação desencadeia um bombardeamento, competindo à Companhia Alfa impedir a retirada dos elementos inimigos que eventualmente pretendam vir a escapar-se pelo rio Dange. A Bravo constituirá de reserva do comando. O posto de comando será montado na fazenda Margarido, onde, como sabe, há a pista de aviação. Eu e o Comandante, iremos para lá durante a operação.
– Mas a distância da picada entre a Maria Fernanda e a Missão ao tal quartel inimigo é muito grande. Deve ser mais de um dia de caminho.
– Não há problema, pois a PIDE tem um prisioneiro que conhece bem a região. Você vai levá-lo como guia.
– Segundo li no "perintrep", todos os trilhos de acesso ao quartel estão armadilhados. Eles têm vigias sobre a picada e os trilhos.
– Parece que assim é. Você e a sua tropa vão ser lançados de noite. Quando o sol nascer já estarão infiltrados na mata e muito longe da picada. Resumindo: irão daqui para a Maria Fernanda em coluna auto. A Companhia Bravo incorpora-se na mesma até à Fazenda Margarido. Para garantir a eficiência das comunicações e guarnecer o posto intermédio de transmissões, um dos seus grupos de combate ficará na Missão. Sob o seu comando, os outros dois grupos de combate fazem o golpe de mão.
– Mas para aquele objectivo decisivo, não acha pouco só dois grupos de combate? Nós vamos atacar! Não vamos defender!
– Você sabe tanto quanto eu: quantos mais forem, maiores são as possibilidades de não ter sucesso no golpe de mão. O factor da surpresa aqui, é determinante.
Acendeu um cigarro e continuou:
– No dia D menos um, de madrugada, cerca das quatro da manhã e já sem lua, a coluna auto parte da Maria Fernanda para a Missão. Vocês saltam das viaturas em marcha, de modo a não denunciarem o local do lançamento. Internam-se imediatamente na mata e, uma vez reagrupados, iniciam a marcha. Até aqui tem alguma dúvida?
– Não. Pode continuar.
– Como lhe disse, a Companhia Alfa também irá consigo até à Missão. Quando o sol nascer, inicia a progressão apeada nesta direcção – marcou, com o lápis dermatográfico, uma seta azul no transparente – enquanto o tal grupo de combate toma conta das viaturas, guarnece a posição e vai preparar e melhorar a posição defensiva para as transmissões. É possível que os “turras” venham a chatear com pequenas flagelações. Até será bom para si. Servirá de manobra de diversão. Há imensas probabilidades de não serem detectados.
– Não sou tão optimista. Depois se verá, como diria o cego...
– Como está realmente a sua Companhia no que diz respeito a efectivos?
– A malta está muito apalpada ainda da operação Quissonde... de qualquer forma, poderei arranjar dois grupos de combate, reduzidos, claros!
– Somente dois grupos? O que é feito do resto do pessoal da Companhia?
– Há gente no Hospital em Luanda e ainda não foram feitos os recompletamentos desde que saímos de Lisboa. Mas para este tipo de acções nem todos servem. Há que fazer selecção e uma selecção, entre tão poucos, não garante lá muita qualidade, não acha?
– Os que não sirvam para ir ao golpe de mão podem ficar no grupo de combate que guarnece a Missão.
– Não é aí que está o problema, mas sim, na escolha daqueles que têm de ir comigo. Também não vou mandar para a Missão só pessoal que não possa resistir, pois tenho a certeza, diria que absoluta, de que irá haver “molho” de verdade. Não me passa pela cabeça pôr no posto intermédio de transmissões, fundamental para a manobra, só guarnecido por "bazarucos"!
– Fará como entender. O problema é seu. A partir de amanhã teremos à nossa disposição, um avião DO-27 para o posto de comando. No dia D, ao amanhecer, quatro jactos farão um bombardeamento de ataque ao solo. Depois, como você já deve estar perto, fará imediatamente a exploração do sucesso. Pode até orientar e pedir o apoio de fogo que quiser. Os jactos são comandados pelo seu amigo major Brito. Acredite: vai ser um sucesso para si e para o Batalhão. Imagine a cara dos "ares condicionados" do Quartel-General em Luanda, quando souberem que nós, somente com o Batalhão, fomos capazes de tomar o grande quartel N'Galama Piri ao MPLA!
– Veremos depois. O terreno é muitíssimo acidentado e a vegetação não pode ser mais densa; nem se conseguem ver os aviões. As transmissões são outro problema. Nesta época de cacimbo tenho sérias dúvidas de que os jactos tenham tecto logo de madrugada.
– Aqui tem o seu exemplar da ordem de operações. Não se esqueça de contactar o Migalhinhas por causa da sintonia de todos os rádios.
– Muito bem. Por quantos dias vai durar a operação?
- Estimamos quatro ou cinco dias, incluindo as marchas de ida e volta.
– Isso é que é optimismo! Na melhor das hipóteses regressaremos na véspera do Natal. Se houver um “atascanso” na picada ou coisa do género, arriscamo-nos a passar a consoada a ração de combate e o Natal aos tiros!
– Olhe, meu caro, isto é uma guerra. Não é uma colónia de férias. Tudo o que necessita saber está na ordem de operações. Resta perguntar ao Comandante se lhe quer dizer alguma coisa.Dizendo isto, atravessou a sala, desviou a cortina, e entrou na pequena dependência, que servia de gabinete do coronel.
– Dá licença, meu comandante? Está aqui o comandante da Charlie. Recebeu já a ordem de operações para a operação "Alta Escola”.O comandante assomou à porta.
– Boa tarde, capitão. Parece que o oficial de operações já lhe explicou tudo. Se tiver algum problema de logística, fale com o nosso major. Recomendo-lhe pontualidade na saída. Detesto atrasos.
– Farei por que haja pontualidade.
– Dá licença, meu comandante?
O padre capelão, sem esperar resposta, ia entrando. Esfregando as mãos, aproximou-se da mesa do Comandante.
– Há novidade, capelão?
– Disseram-me que vai haver uma operação muito grande, e vinha lembrar, que temos preparada a festa do Natal... se vão todos os homens que temos estado a ensaiar, não sei como irá ser...
Uma vez mais, os altos segredos da guerra tinham falhado. Lá fora já toda a gente sabia!
O tenente capelão continuou:
– Se os rapazes da orquestra e os que têm estado a ensaiar não forem dispensados, julgo que não vai haver festa de Natal.
– Capelão, quem lhe disse que iria haver uma grande operação?
– Ai, meu capitão, toda a gente o sabe! A mim disse-mo o sacristão, por o ter ouvido a outros soldados na loja do Russo. Agora veja, quando aquele pateta o sabe... isto no fundo é uma grande família, meu comandante!
O capitão de operações reagiu:
– Assim não pode ser. Há aqui uma fuga de informação impressionante. Os nossos planos, a estas horas, já devem ser do conhecimento dos “turras”, com tantos assalariados que tem o civil! Isto assim não pode ser!
– É efectivamente uma grande maçada esta fuga do segredo!
Disse o comandante, sempre imperturbável; voltando-se para o capelão, acrescentou:
– Capelão, haverá festa de Natal e operações; não se preocupe! Mais alguma coisa?
continua ...
Post retirado do blogue http://senamor.blogspot.com

O v/amigo Átila está na 1º fila ao meio , participou activamente nesta operação ... e é para quem não sabe , ter uma ideia como as coisas de passavam.


Recebido by mail, de vários amigos, simultaneamente!!!

A facilidade com que as mulheres alteram os planos de um homem...

Os autistas

Quem ouve os dirigentes sindicais falar só pode tirar uma de duas conclusões: ou estão loucos, autistas, incapazes de apresentar propostas sensatas e lúcidas, ou são demasiado estúpidos, inconscientes, e não dispõem de nenhuma informação exacta sobre o que se passa no País, na Europa e no Mundo.
É que os dirigentes sindicais comportam-se como se fossem os maiores inimigos dos trabalhadores portugueses. Dizem e repetem as maiores enormidades, fazem reivindicações salariais como se vivêssemos no melhor dos mundos e mostram-se incapazes de pensar, raciocinar, tendo por base soluções com um mínimo de razoabilidade, no contexto da monumental catástrofe económica.
Diz o ‘Jornal de Negócios’ que BCP, BPI e BES, desde Janeiro, perderam 14,7 mil milhões de euros e que estes três bancos juntos valem menos agora do que o maior banco privado português valia em Janeiro. A Jerónimo Martins afundou-se nos 3,60 euros. Em apenas três dias perdeu um terço do seu valor de mercado. Desde o início do mês a Galp já caiu 42,10% e a Portugal Telecom 27,99%. Mas olhemos lá para fora. Os EUA registaram o maior défice da sua História. Os irlandeses subiram os impostos e estimam um défice de 6,5%. A Islândia está na bancarrota, sem dinheiro sequer para pagar os salários da Função Pública. A Grécia já excedeu todos os limites comunitários para o défice deste ano e o governo anuncia grandes cortes para 2009. Espanha, França e Reino Unido passam também por momentos difíceis.
Esta é uma pequena amostra da tragédia em que estamos envolvidos, com os mais conceituados políticos, economistas e financeiros a tentarem encontrar uma saída para este clima caótico, até agora sem nenhum resultado.
Pois então os dirigentes sindicais têm a suprema ousadia de aparecerem a propor 5, 6 e 7% de aumento mínimo de salários para a Função Pública, "porque 2,9% não dá para recuperar o poder de compra perdido nos últimos anos". Não há ninguém que explique a estes parolos que o que está em causa é segurar os postos de trabalho quando são anunciados em todo o Mundo despedimentos e mais despedimentos?
Se o Governo aceitasse aumentos deste valor lançava Portugal num buraco-negro sem fim à vista. Os trabalhadores portugueses não podem deixar os seus interesses vitais nas mãos de dirigentes sindicais que vivem longe da realidade.
Emídio Rangel, jornalista

Apresentação

Apresentação


Aqui está a minha vida - esta areia tão clara
com desenhos de andar dedicados ao vento.

Aqui em minha voz - esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.

Aqui está a minha dor - este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.

Aqui está a minha herança - este mar solitário,
que de um lado era amor e, do outro, esquecimento.


Cecília Meireles