A interactividade da Colheita63 em movimento contínuo para todo o Mundo e especialmente para Lisboa , Tomar , Monte Estoril , Linda-a-Velha , Setúbal , Coimbra , Porto , VNGaia , Braga , VNFamalicão , Santo Tirso , Afife , Vila Real , Vinhais , Bragança , Castelo Branco , Seia , Vendas Novas , Varsenare e Aveiro

quarta-feira, abril 30, 2008

MACHISMO II (sob Forma Bem Mais Insidiosa)

Mulheres são discriminadas na dor


A dor das mulheres é subvalorizada em relação à dos homens, sendo considerada menos genuína e grave pelos profissionais de saúde, principalmente pelos profissionais do sexo masculino, segundo um estudo do ISCTE divulgado ontem pela agência Lusa. O estudo, baseado em entrevistas a 205 estudantes de enfermagem e concluído no final do ano passado, mostra que os profissionais de saúde tendem a interpretar de forma diferente a dor quando esta descrita pelas mulheres, influenciados por alguns padrões e estereótipos comportamentais.

"O projecto partiu de constatações de outros estudos que mostravam que as mulheres relatavam sentir mais dores que os homens e que a sua dor era mais vezes sub-diagnosticada que a dos homens", explicou à Lusa Sónia Bernardes, investigadora no Centro de Investigação e Intervenção Social no ISCTE e autora do estudo "Os enviesamentos de sexo nos julgamentos sobre dor lombálgica".
Ainda segundo a Lusa, a investigadora chegou à conclusão de que "a dor da paciente do sexo feminino é julgada como menos genuína e a sua situação clínica como menos grave e urgente que a do homem" em contextos de dor aguda e de curta duração ou na ausência de manifestações explícitas de ansiedade. "Espera-se que as mulheres sejam mais expressivas e quando não apresentam sintomas de ansiedade e agem de forma controlada sem recorrer muito aos profissionais de saúde acabam por ser subvalorizadas", explicou Sónia Bernardes. A investigação permitiu ainda concluir que a desvalorização da dor das mulheres é mais acentuada quando o profissional de saúde é homem.

Perante estas conclusões, Sónia Bernardes sublinha que "as evidências mostram que embora as mulheres reportem sentir mais dores que os homens ao longo das suas vidas, as suas dores são frequentemente desvalorizadas, sub-diagnosticadas ou sub-tratadas comparativamente com as do sexo masculino".

Hoje, no DN

terça-feira, abril 29, 2008

Filho Pródigo

Conforme prometido eis-me de novo de volta ao nosso estimado "passeio da Praça da Sé", para pôr a escrita em dia e trocar umas farpas tão necessárias ao "fair-play" que deve temperar a nossa vida.
Resolvi estar uns tempos sem aparecer derivado ao facto de aguardar a resolução de mais uma etapa da minha vida. Como sabeis, tinha deixado de trabalhar há três anos, mas tal tinha acontecido não por minha vontade expressa, mas por circunstancialismos de momento. Sempre pensei voltar a trabalhar, desde que fosse em algo interessante, dentro das minhas qualificações.
Há uns tempos surgiu essa hipótese e demorou a que se tornasse realidade. Fui-me desleixando em escrever no blog, à medida que esperava a definição da situação e o tempo foi correndo, apesar de quando em vez ter acompanhado o que nele ia sendo tratado. Agora que o assunto está resolvido e voltei a ser um elemento no activo, dedicarei algum tempo ao nosso elo de ligação.
Agradeço a todos a preocupação que tiveram comigo, por não aparecer, julgando que algo de mal me tivesse sucedido.
Portanto, a partir de hoje, pronto para o ataque!!!.

O machismo na sua mais pura forma..


Com gajos destes é de fugir dos homens ....

segunda-feira, abril 28, 2008

Porque eu gosto da reforma...

Cidade da Guarda ...

Hoje fui à Guarda , a cidade dos 5 Fs ( Forte , Fiel , Farta , Formosa e Fria ) aonde almocei com o casal Colheiteiro63, F. Almeida . Exerci nesta cidade a minha actividade profissional durante uns anos , embora vivendo sempre em Seia , e habituei-me de tal maneira a ela , que posso dizer que é uma cidade que gosto muito e aonde me sinto bem .
Como bom cicerone , mostrei a cidade ao ilustre casal , não deixando de lhes indicar junto à Sé Velha uma possivel casa , onde teria nascido a Graciela Medeiros, esposa do Colheiteiro63 A. M edeiros

Como sabeis a Neninha é , desde há uns anos a esta parte , uma ilustre co-autora dos livros escolares de Física e Química , e desta feita veio a esta cidade fazer a apresentação do exemplar ao lado. Parabéns Neninha ...

domingo, abril 27, 2008

Quinta das Celebridades

"O PSD decidiu adoptar o modelo do casting da Quinta das Celebridades para a selecção dos candidatos à liderança, uns concorrem porque são celebridades, outros porque o deixaram de ser e querem voltar a sê-lo, outros porque outras celebridades mais tímidas deixaram de o ser, outros optam por não concorrer porque acham que não vão ganhar ou convencidos de que o prémio não é compensador. Pelo meio o espectáculo vai obedecendo aos padrões dos programas da TVI, com os diversos candidatos mais preocupados em explicar porque estão ali e tentando convencer os “portugueses” de que deverão ser eles os escolhidos para vencer. De vez em quando há um candidato que sai da casa porque livre vontade ou porque é expulso, ao mesmo tempo que a produção encontra outro candidato para poder preencher o programa.

Tudo começou quando Luís Filipe Menezes interrompeu abruptamente o programa anterior, batendo com a porta farto de conviver com residentes pouco colaboradores nos afazeres diários e mais preocupados com a intriga, obrigando ao reinício do concurso e ao consequente casting de candidatos. Entretanto, o Ribau ainda acredita que Menezes volta e o programa segue com as celebridades anteriores.

Quem este activo esta semana foi Cavaco Silva, um conhecido apreciador deste programa que segundo diz os Expresso anda muito empenhado em que Manuela Ferreira Leite, uma velha e velhota amiga dos seus tempos de escola, que decidiu agora encerrar a carreira política entrando para esta Quinta das Celebridades. Cavaco Silva, que durante dez anos residiu sozinho na “casa” veio da Madeira onde ficou maravilhado com as virtudes da mugabcracia local, para se preocupar com a ignorância das nossas crianças sobre o 25 de Abril. Podia ter sido pior, se Ferreira Leite tivesse sido ministra da Educação tanto tempo como ele foi primeiro-ministro as nossas criancinhas saberiam muito de aritmética mas é pouco provável que conseguissem explicar o que é uma democracia. Aproveitou-se a gravata vermelha que Cavaco Silva usou em alternativa aos cravos que como se sabe o fazem espirrar.

Quem aproveitou esta semana de Abril para dar provas da sua generosidade foi Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e Desportos, que decidiu dar uma gorjeta de dois milhões de euros a Tiago Monteiro para que Portugal apareça no circo da Fórmula 1. Assim, as nossas criancinhas poderão não saber quem fez parte da Junta de Salvação Nacional mas sabem que temos um candidato a piloto de provas na alta-roda do automobilismo. Com alguma sorte ainda veremos Laurentino Dias no autódromo do Estoril para acompanhar os testes de um novo modelo de uma escuderia candidata à participação nas provas da Fórmula 3000."

Coices bem dados do Jumento. Aguardemos os próximos episódios...

Hoje faz a nos a Neninha ..

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boomp3.com

Com um grande beijo de parabéns dedico-te esta linda canção , que sei que gostas...Até segunda

Aonde estavas tu , no 25 de Abril de 1974 ?

Quando amanheceu já era "Abril"!


Estáva em Bragança a 24 de Abril de 1974, no exercício das minhas funções de docente no L.N.B. Como habitualmente, após um dia de trabalho igual a tantos outros e depois do jantar, pelas 20h30, cumpria-se a rotina do encontro no café Flórida para tomar a bica e trocar impressões sobre o que de mais importante ocorrera durante o dia, sobre os lamentos da actualidade, as aulas e outras tantas coisa que íam preenchendo o nosso quotidiano numa cidade de província.
Por acaso, nessa noite, o grupo era bastante grande ( entre 15 a 20 pessoas, a maioria jovens professores do liceu e alguns amigos ) pelo que, depois de tomado o café, se resolveu como também era habitual noutra tantas noites, sair e ir " pregar para outra freguesia ".
Encontrar um local onde estivéssemos mais à vontade e pudéssemos fazer a barulheira que entendessemos sem termos a preocupação de estarmos a incomodar quem quer que fosse. O local escolhido foi o monte de S. Bartolomeu. Aí sim, poderíamos estar à vontade, fazer o barulho que quiséssemos que decerto não acordaríamos a cidade. Dentre os do grupo não faltava também quem pretendesse ficar mais afastado, pois adivinhavam-se uns " amores ainda que tímidos ", que preferiam naturalmente manter ligeira distância do grupo e trocar olhares e segredos sob o testemunho da lua e das estrelas! Lembro-me que todos estávamos muito bem dispostos e com vontade de ultrapassar e esquecer as eventuais contrariedades que íamos sentindo no dia a dia. Depois de nos arrumarmos muito bem pelos bancos que existiam no miradouro, em frente da capela, começámos a entoar desde logo um chorrilho de canções que só naquele num local recatado com aquele, poderiamos cantar. Bem longe, portanto, de ouvidos malévolos e delactores... não fôsse o diabo tecê-las! Lá fomos, noite fora, desfilando as canções do Zeca Afonso, do Adriano Correia de Oliveira , do Fanhais, do Manuel Freire e de tantos outros que só a nós e às estrêlas daquela noite poderiam entusiasmar.
Não poderei, no entanto, deixar de recordar uma canção que entoávamos muitas vezes, como que querendo fazer refrão e trampolim para um novo autor. Como eu me lembro tão bem: " Ai se esta rua... se esta rua fosse minha, eu mandava-a, eu mandava-a asfaltar..." E de autor em autor lá fomos cantando sempre e sempre com muito frenesim, noite fora, julgo que até cerca das três ou quatro da madrugada. E porque já era noite alta e o sono começava a espreitar começou a debandada e o regresso a casa! No dia seguinte o trabalho esperava-nos.
À distância de trinta e quatro anos pensando melhor nestas coisas, reflectindo mais a fundo sobre elas, até parece existir pré-munição!!!
Quem diria que nessa mesma madrugada, por volta das 7h00, a senhora da casa onde eu estava hospedado ( a saudosa D. Augusta Rocha ), me acordou com uma série de abanões, dizendo-me: aconteceu aquilo que o senhor tanto desejava, acorde! ( palavras textuais )! Eu, cheiinho de sono, não estava a perceber nada do que me estava a dizer. A revolução aconteceu, o governo caiu, continuava ela entusiamadíssima. Não tive outro remédio senão acordar!
Afinal, nesse dia, quando amanheceu já era Abril!


Viva o espírito de Abril!



N.B. Não fiz referência a nomes com receio de esquecer alguém.


Um grande abraço a todos.

By Francisco Almeida

sábado, abril 26, 2008

Dúvida razoável ???

Na crónica desta semana , neste blogue , escreveu Afonso Leitão o seguinte :
" Uma questão: durante a semana foi sucessivamente noticiada a “ratificação do Tratado”. Juridicamente está incorrecto, dever-se-á dizer “aprovação”. “Ratificar” é uma função do Presidente da República, após a “aprovação”. "



Não há dúvida que à primeira vista se me afigura correcta a observação , o parlamento aprova as leis e o PR ratifica-as . Mas neste caso , todo o conteúdo do TL foi aprovado por todos os membros da UE , para que foi ao nosso parlamento ? Para aprovação ou ratificação ? Será que todas as leis da UE terão que ser aprovadas ou ratificadas no n/parlamento ? E esta , terá que ser ratificada pelo PR ? Mantém-se a dúvida razoável

Que me responda quem souber . Fico a aguardar ...

Aonde estavas tu , no 25 de Abril de 1974 ?

Eu tinha acabado de deixar o meu filho mais velho, que era bem pequenino, no infantário, entrei no carro, liguei o rádio e ouvi aquela música e aquelas palavras que anunciavam que nada voltaria a ser como dantes...
Cheguei à escola em Leiria toda entusiasmada, mas o director aconselhou-nos calma. Nessa altura ainda não se sabia de que lado sopravam os ventos.
Felizmente que nos foram favoráveis! Abraçã0
By Rosa dos Ventos

Os bons anos sessenta: Mrs. Robinson! The Graduate, o filme.

video

sexta-feira, abril 25, 2008

Esta flor para que a memória não se apague...

Enviada por J.T.

Aonde estavas tu , no 25 de Abril de 1974 ?

O meu chefe encontrava-se na Alemanha e, como nas suas ausências era eu que o substituia, nesse dia entrei às 7.00 horas no escritório porque estava convocada para as 18horas uma reunião do Conselho Director (membros deste conselho eram administradores das grandes empresas alemãs e de algumas portuguesas) e havia ainda uns "papers" a ultimar.
Quando entrei no meu gabinete estranhei não encontrar a nossa "técnica de limpeza", a D. Teresa, senhora muito eficiente e dedicada, cujo horário da parte da manhã era das 6.00 às 9.00 horas. Parti do princípio que teria adoecido ou tido um contratempo.
Fiz-me ao trabalho. Por volta das 8.00 horas toca o telefone. Era a D. Teresa a justificar a ausência: uns militares não tinham deixado passar o eléctrico onde ela vinha e tinha sido obrigada a regressar a casa. Parece que estava a haver uma revolução!
Liguei de seguida um rádio e tive assim a confirmação da notícia que me tinha sido dada pela D. Teresa. Os meus colegas foram chegando e o alvoroço era tão grande que achei que o melhor era mandar toda a gente para casa. Com muita dificuldade consegui contactar o meu chefe na Alemanha (estraguei-lhe a festa das bodas de ouro dos pais) a quem dei conhecimento do que estava em curso e pedi aval para dispensar os meus colegas, ao que ele anuiu imediatamente sem qualquer objecção. Só que havia a dita reunião às 18.00 horas. Admitindo que alguns daqueles senhores "tão importantes" pudessem aparecer, dar com o nariz na porta e questionarem o meu sentido de responsabilidade, resolvi permanecer no escritório.
Comigo ficou um outro colega para eu não estar sozinha. As horas foram passando, fomos ouvindo a radio e, como nenhum dos ditos senhores apareceu, por volta das 20horas fechámos o escritório e rumámos a nossas casas.
Nessa altura, residia no Restelo, meti-me no carro e dirigi-me a casa. Curiosamente, nem da parte da manhã nem no regresso a casa tive um "cheirinho" de revolução!! Tudo calmo e tranquilo por onde passei.
Foi assim o meu 25 de Abril!
Os meses e até mesmo anos que se seguiram é que foram muito interessantes profissionalmente.

By L.P.

Aonde estavas tu , no 25 de Abril de 1974 ?

Regressava nesse dia de férias para casamento. Ao chegar ao Banco não se sabia de nada. A velha brincadeira quando se "enforcava" algum colega e tudo com normalidade.
A meio da manhã começaram a aparecer clientes coma notícia do golpe de estado. Depois do golpe "falhado" das CALDAS o que é que tu esperavas?Por isso ,chegou o dia e os capitães deram uma lição de categoria, ou seja um golpe de estado sem um morto.

By BV.

Aonde estavas tu , no 25 de Abril de 1974 ?

Andámos perto! Eu cumpria o serviço militar no M.Exército pelo que só trabalhava a partir das 13h. Estava abolrtado em casa duns tios velhinhos e foi ele que me acordou ,pelas 10h, a dizer que ouvisse o rádio que havia uma revolução.
Depois de assegurar o seu almoço com um restaurante em frente, contactei um camarada de armas no quarteirão pegado (Rua de Artilharia 1) em casa de quem almocei e fomos de autocarro até à Baixa.Nos Restauradores já se ouviam os primeiros acordes do MRPP.O Terreiro do Paço estava praticamente deserto, pela esquina das Finanças saía um grupo de Polícia de Intervenção, à porta do ministério aguarda um pequeno número de cumpridores mas a entrada não era permitida.
Quando pudémos subir, vimos logo ao cimo do 1º lanço o buraco por onde fugira o ministro pela madrugada.De oficiais apenas se viu um capitão do SG .Ao longe ouviram-se tiros,eram do Largo do Carmo. E como ninguém mandava nada, fomo-nos embora.
Subi então ,sozinho, por ali acima.E uma das mais pungentes imagens que guardo desse dia, como que pedidas de empréstimo a um set de filmagens sobre a 1ª G.Guerra,é a de um pelotão da GNR , lúcidos da figura macabra que estavam a representar e que só aumentava a sensação de mal-estar dos passantes, como que pedindo desculpa daquele papel que lhes era imposto. Lancinante quadro a clamar por misericórdia ,perdão e caridade.
E aí fui avenida fora a comprar todas as novas edições dos jornais que começavam a sair, mostrando orgulhosamente na 1ª página "Não visado pela censura".
Na noite que seguiu tive a minha última dor de dentes!
No dia seguinte falei com o meu pai ao telefone .

By M.C.

A homenagem merecida!

Salgueiro Maia, a imagem do que deveria ter sido o 25 de Abril.
Ignorado, marginalizado e "perseguido" em vida, glorificado com estátua depois de morto.
E imediatamente esquecido.
Hipocrisia reinante!

A poesia está na rua, Vieira da Silva.

25 de Abril: madrugada...

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Sophia de Mello Breyner Andresen


25 de Abril: quebrar as amarras!

CRÓNICA DE SEXTA-FEIRA (55ª)

Abril
No dia 25 de Abril de 1974, o regime fascista foi derrubado. Um alívio e felicidade para uns, e uma tristeza para outros, especialmente aqueles que desejariam perpetuar uma situação de calamidade política e social.
Ainda não era nascido, e portanto não vivi empiricamente aquele dia. Aquilo que conheço daquele dia é resultado do estudo, da investigação e da aprendizagem metodológica. Contudo, acho que tenho algum direito ter uma opinião sobre o 25 de Abril.
Desde desse momento houve, na minha perspectiva, cinco momentos de grande relevância com grandes repercussões na organização política, económica, constitucional e social.
1) A vitória da “Democracia” em Novembro de 1975 que pôr termo a uma tentativa irremediável de instaurar um regime marxista caracterizado pela ditadura das massas, pela desigualdade total, pela carência das liberdades e dos deveres fundamentais. Em suma: seria a anarquia comunista com tendências, ora maoístas, ora estalinistas, ora jacobinas. Felizmente, que o comunismo não triunfou em Portugal. Isso seria substituir uma ditadura fascista por uma ditadura comunista. Tudo menos a Democracia plural e representativa.
2) A aprovação da primeira Constituição Democrática da nossa História a 2 de Abril de 1976.
3) A integração na Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1986, em consequência do brilhantismo de Mário Soares, por um lado, e da necessidade estrutural de esbater determinadas assimetrias e atrasos do nosso país face aos restantes Estados-Membros, por outro lado.
4) O Euro 2004, que apesar de inúmeras deficiências e falhas na organização, foi um evento notabilizou o nosso país e que, diga-se com justiça, a nossa selecção teve um comportamento aceitável.
5) O Tratado de Lisboa que prestigiou a diplomacia portuguesa, e pôr fim ao impasse institucional europeu, e pretende dar um rumo decisivo aos destinos de uma Europa cada vez mais unida. Uma questão: durante a semana foi sucessivamente noticiada a “ratificação do Tratado”. Juridicamente está incorrecto, dever-se-á dizer “aprovação”. “Ratificar” é uma função do Presidente da República, após a “aprovação”.
Finalmente, como todos os membros da Colheita 63, viveram o 25 de Abril, faço o convite para estabelecermos um debate amplo sobre esse dia e sobre estes 34 anos. O que é se podia ter feito? O que se fez bem? E como será o futuro?

By Afonso Leitão

LEMBREM-SE COMO FOI


LEMBREM-SE COMO FOI


Fernanda Câncio
jornalista
fernanda.m.cancio@dn.pt
À s vezes apetece-me agarrar em certas pessoas e levá-las numa viagem no tempo. Há filmes para isso, e até séries de TV - do Conta-me como Foi aos domingos na RTP1 à Guerra, o espantoso documento de Joaquim Furtado sobre a guerra colonial que está de novo a ser transmitido pela RTP2. Mas sei que não funcionam. Nem funcionaria, sequer, uma viagem aos anos pré-1974. Se nem a memória funciona para quem os experimentou, como esperar que alguma coisa funcione?

Quando oiço ou leio elogios a Salazar e ao "outro tempo" a gente que tem idade para se lembrar, fico estupefacta. Nunca deixa de me espantar que se considere que "se vivia melhor" ou "havia mais segurança". É que não é uma questão subjectiva: não me venham com questões subjectivas. Nada há mais objectivo que os indicadores do Instituto Nacional de Estatística, e a forma como nos últimos 34 anos as provas do bem-estar dos portugueses aumentaram de modo quase milagroso. A mortalidade infantil e materna, por exemplo: passámos de um índice de país do Terceiro Mundo para um dos mais honrosos da UE. A esperança de vida. A electricidade, a água canalizada, as casas de banho dentro das casas. A quantidade de jovens que conseguem aceder ao ensino superior. Quem acha que isso não tem nada a ver com a democracia e que era inevitável deve questionar- -se, por exemplo, sobre o motivo pelo qual em quase todos os países totalitários, independentemente da sua riqueza, a maioria das pessoas vive tão mal.

Porque antes da democracia a esmagadora maioria dos portugueses vivia mal. Havia miséria como não há, nem por sombras, hoje. Havia pobreza como não há, nem por sombras, hoje. Há gente a viver mal hoje, idosos com reformas miseráveis. Mas antes da democracia não havia sequer reforma garantida para todos - lembram-se? E podia não haver carjacking - não havia sequer carros que chegassem para isso - mas havia tropa obrigatória, lembram-se? E minas nas picadas, e emboscadas na selva. Quantos portugueses morreram, obrigados, na guerra? Quantos voltaram deficientes? Quantos tiveram de fugir para não serem enviados para África? Quantos fugiam, "a salto", para tentar uma vida melhor no estrangeiro? Quantos morriam de medo de dizer alguma coisa errada que os levasse a serem considerados anti-regime, a perder o emprego, a serem presos? Era seguro, ser português? Era seguro, viver numa ditadura?

Há, claro, sonhos que se perderam e traíram. Não somos todos felizes - mas só nos cartazes das ditaduras toda a gente sorri. Os amanhãs cantaram, mas desafinados para muitos ouvidos. Desafinam ainda, e ainda bem - porque agora depende tudo de nós, e cada voz canta diferente. Sobretudo, não me digam que "há medo de falar" nem usem a palavra "fascismo" a torto e a direito. Porque é ridículo, demasiado ridículo, mas porque, sobretudo, é um insulto a todos os que realmente souberam o que era ter medo e viver num regime totalitário, todos os que no "dia inicial, inteiro e limpo" de Sophia se sentiram, enfim, inteiramente inteiros.

Vinte e cinco do quatro! Abril!

O 25 de Abril ao vivo , pelos intervenientes ...


25 Abril

Onde estava no dia 25 de Abril de 1974?

Onde estava e onde estive.

Nessa época estava a trabalhar no Hospital Júlio de Matos, era Interno do 2º ano da Especialidade de Psiquiatria.

Tinha tido adiamento para tirar a especialidade e ir como Psiquiatra para a tropa. Nampula, era o meu destino!

No dia 24 de manhã, bem cedo, um amigo telefona e diz: Eh pá! Temos golpe de estado, ouve a rádio!

Liguei para o RCP, lembram-se dos noticiários desta emissora? Completamente diferentes dos “oficiosos” da Emissora Nacional.

Ouvi a música diferente, os comunicados do MFA (o que seria o MFA? Mas ter começado com o Zeca era bom presságio). E cumpri as indicações: direitinho para o hospital!

A meio da manhã como só ouvíssemos os comunicados que pouco adiantavam, um colega teve a ideia: quem vai ver o que se passa?

Claro, com o sangue na guelra – tinha 28 anos – disse: eu vou!

Fui com uma colega e amiga. Fomos sempre amigos durante o curso e estávamos ambos a tirar a especialidade de Psiquiatria.

Tinha um Mini, o celebre Mini. Descemos Almirante Reis e chegamos ao Terreiro do Paço. E o que vimos?

Tanques e tropa de um lado e tanques e tropa do outro.

Pensámos: quais serão os do golpe e os da situação? E andamos por ali, entre eles, sujeitos a levar um saraivada.

Depois é que vimos a imprudência cometida.

Passamos pelo RCP, lá estava a tropa.

E claro, mais tarde o Rossio, o Chiado e o Carmo. Lá vai Chaimite mais o Marcelo!

Foi um sem fim de emoções que extravasaram!

E nos dias, semanas e meses seguintes nem é bom falar.

Só sei que em minha casa “acampavam” franceses e francesas que nunca tinha visto, nem voltei a ver.

Vinham ver a revolução dos cravos!

Muito resumidamente, foi assim o meu dia vinte e cinco do quatro.

Aonde estavas tu , no 25 de Abril de 1974 ?

Para mim o dia acordou como quase todos os outros , um pouco acinzentado , a mesma rotina matinal e a saída às 8h15 para entrar no Banco a horas. A minha porta de saída de casa era contígua à da entrada do Banco pelo que , quase não tinha que pôr o pé na rua .
Ainda antes de entrar , notei qualquer coisa no ar.
Da parte de fora vi os meus colegas juntos fora do balcão com ar de grande expectativa , pois àquela hora as notícias não eram conclusivas , mas com grande ansiedade da confirmação das mesmas . Entrei e disseram-me " Houve uma revolução , os militares tomaram conta do poder e estão a tentar prender o Marcelo Caetano " , já temos instruções para não abrir o Banco ao público e para aguardarmos instruções.
Pouco conhecedor da política como eu era , não medi bem o que se estava na passar e deixei-me ir na onda... Só sabia e chegava , que a ditadura tinha chegado ao fim e que nova era de Liberdade tinha começado.
Sabia também que "não mais soldados para a guerra " e que aquilo que eu tinha jurado a mim mesmo no regresso da dita ( filhos meus nunca para lá irão ) se iria cumprir normalmente , portanto sem recurso a outro tipo de manobras.
Foi um dos dias mais felizes da minha vida...
Conta-nos o teu .

25 de abril de 1974

video

quinta-feira, abril 24, 2008

Os Profs do sec. XXI


Para acabar com as imagens chocantes de alunos a serem torturados nas salas de aulas, está a surgir uma nova geração de professores artistas com métodos de ensino do século XXI em que as aulas passam a ser shows e os alunos turmas de fãs.

By GB

quarta-feira, abril 23, 2008

Livros: Murakami


Depois de há já uns largos meses ter lido dois livros dele, comprei e comecei a ler o livro de contos: A rapariga que inventou um sonho.
Haruki Murakami.
Japonês, mas universal.
Recomendo

Hoje, Dia Mundial do Livro ...

Comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge, esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.
Esta data é simbólica, sem dúvida, pois os livros, tal como as emoções, devem fazer parte da vida de qualquer humano todos os dias, em qualquer momento.

Não , não era o meu candidato se eu fosse dos States , mas é o livro que agora ando a ler e me foi oferecido nos meus anos pelo meu querido Amigo (IFT), obrigado.
Pelo que li e ainda não cheguei ao meio, acho que é um político sério , humilde , que pretende aprender com os seus erros e os dos outros e está escrito numa linguagem simples e acessível.
Já agora eu votaria na Senhora Clinton...

terça-feira, abril 22, 2008

Colheiteiros LNB


Da comissão organizadora deste Encontro dos Antigos Professores e Alunos do Liceu de Bragança , recebi o programa acima.
Quem se quiser inscrever basta ligar para o Guedes ou o Tojé ( ambos rapazes do n/tempo , embora dois ou três mais novos )
Como sabeis este é um dia especial para mim , e portanto lá estarei .
Espero reeencontrar muita gente ....

Para aumentar a imagem basta clicar 2x na imagem

segunda-feira, abril 21, 2008

Aa playlists semanais Colheita63

Já é tempo de colocarmos ordem nas coisas , não achais ? O n/Colheita63 , merece-o .
Vamos começar pelas playlists. Gostaria que cada Colheiteiro63 , cada ColheiteiroLNB e cada visitante assíduo me enviasse para o email Colheita63@gmail.com ou para qui mesmo nos comentários a lista do seu Top7 favorito ( sete porque são os dias da semana ) para no final do ano podermos ter o Top7 C63 . Espero começar na próxima segunda-feira e conto com a v/adesão total .
Será publicada na próxima segunda feira a primeira que chegar e terá um prémiozinho . Que dizeis ?

Cavacadas

Tolentino de Nóbrega, correspondente do Público na Madeira, num comentário intitulado “A visita de Cavaco Silva à Madeira virtual”:
«O Presidente da República deixa hoje a Madeira, depois de uma visita oficial a esta região autónoma envolta em polémicas.

Desde o primeiro momento, como sempre fez, Alberto João Jardim, o governador e senhor da ilha, chamou a si o protagonismo da visita, antecipando-se a Belém na divulgação do programa a que mostrou não ser alheio.

Nem precisava de fazê-lo. O formato seguido, completamente distinto dos roteiros empreendidos pelo Presidente da República pelo país profundo, fazia antever uma vista de glorificação da sua obra.

Mais um tributo aos seus 30 anos de governação, acabados de completar, do que para assinalar os 500 anos, o motivo oficial da visita, que o Funchal irá celebrar no próximo dia 21 de Agosto. Para isso bastaria um dia, em vez de seis no arquipélago.

Nesta primeira vista oficial, o Presidente da República deveria dirigir-se à Assembleia Legislativa da Madeira, o órgão primeiro da democracia e autonomia na região, e, como salientou nos Açores, "a morada do pluralismo", por excelência. Por seu turno, como órgão representativo do povo da Madeira e do Porto Santo, o Parlamento regional tinha obrigação de receber e saudar o Presidente de todos os portugueses. Como se não chegasse, ontem, Cavaco ainda agradeceu ao Presidente da Assembleia Legislativa a oportunidade que lhe concedeu de se dirigir aos parlamentares madeirenses num jantar no salão nobre da câmara onde proferiu a sua primeira intervenção política.

Nessa qualidade, o Presidente da República não merecia ser envolvido na polémica com que Jardim armadilhou a visita, ao insultar e provocar a oposição como "bando de loucos", que Cavaco Silva aceitou receber, não na representação da República na região, o Palácio de São Lourenço, mas num hotel.

Infelizmente, cenas que põem em causa a qualidade da democracia repetem-se numa região onde o Presidente disse não encontrar défice democrático. Porque, alegou, a haver, os seus antecessores teriam tomado medidas. Só que a complacência dos anteriores presidentes da República significam isso mesmo: violação e incumprimento de leis gerais da República, desrespeito por órgãos de soberania e por instituições do Estado, desconsideração pelas oposições e minorias que o poder regional ofende e a quem retira direitos fundamentais. Situações que o "sr. Silva" bem conhece e que o Presidente da República, como garante do funcionamento das instituições democráticas também na Madeira, não pode ignorar.

Cavaco Silva optou por percorrer, a alta velocidade, a Madeira Nova de Jardim para apreciar obras megalómanas construídas pelas "tecnicamente falidas" sociedades de desenvolvimento que o Governo regional criou para ultrapassar os limites de endividamento. Por túneis, rotundas e vias rápidas, dificilmente poderia encontrar a outra Madeira, a dos atrasos económico-sociais. Onde vivem os madeirenses da exclusão social, do insucesso escolar, do elevado índice de abandono escolar e de analfabetismo, da toxicodependência, da criminalidade e da exploração sexual de menores.

Uma realidade que, independentemente da obra que todos elogiam, põe em causa o modelo económico, social e político levado a cabo por Jardim na Madeira, região que enfrenta factores de bloqueio e esgotamentos muito fortes para os quais o Presidente da República deveria alertar. Uma realidade que, resultante de uma opção por Hardware e betão, em vez de software e aposta nos recursos humanos, pode significar um elevado desperdício de recursos públicos e má identificação de objectivos.

Se não esteve na Madeira "como estrangeiro", como avisou à chegada, o chefe de Estado viu uma realidade virtual. O paraíso para inglês ver.»
(Via "Câmara Corporativa", 20/04/08)

sábado, abril 19, 2008

CRÓNICA DE SEXTA-FEIRA (54ª)

A última e a próxima

Nesta última semana tivemos três acontecimentos marcantes nas esferas, política e desportiva: 1) Alberto João Jardim, Presidente da Região Autónoma da Madeira, centralizou todas as atenções em mais uma polémica à lá Jardim; 2) Luís Filipe Menezes demitiu-se da liderança do PPD/PSD; 3) o Benfica perdeu a oportunidade de salvar a deplorável época 2007/2008.
1) Alberto João Jardim, senhor absoluto da Madeira desde 1978, impediu que o Presidente da República de discursar na Assembleia Legislativa Regional que não é mais do que órgão de cúpula da organização política da região. Este facto revela e enaltece o carácter grosseiro do líder madeirense numa típica exaltação da afirmação: “eu posso, quero e mando”. Por outro lado, o Presidente da República, como já vai sendo frequente, foi excessivamente condescendente e transigente para com atitudes de um ditador disfarçado com a capa da democracia pluralista. Não compreendo a posição do Chefe de Estado, mas parece-me já insuportável a desmesura de cuidados e cuidadinhos e especialmente com o “não falar”, o “não pronunciar”, o “não ser o momento oportuno”. Provavelmente teremos um Presidente mais ríspido no 2º mandato, pois aí sabe que não terá de se sujeitar a mais um escrutínio.
2) Luís Filipe Menezes tomou a já esperada decisão. Apenas um comentário: a política portuguesa é o túmulo da vergonha. Se alguma vez, ingressar na política, aí será, como disse o rei D. Carlos, “a minha sentença de morte”.
3) O Benfica perdeu com os lagartos. Valeu-me o jantar com o meu Tio no restaurante “Catedral” no Estádio da Luz. Ementa: tremoços, pão, manteiga, açorda de gambas, prego (para Hélder), sopa (para mim) e cafés. Resultado desportivo: infeliz.
Na próxima semana, quarta-feira vou ser recebido pelo Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, no âmbito de uma visita de estudo da cadeira de Direito Constitucional, no mesmo dia em que será aprovado o Tratado de Lisboa. Portanto será o acontecimento político da semana.

By Afonso Leitão

sexta-feira, abril 18, 2008

A Madeira é o estrangeiro ?

É verdade o que José Miguel Júdice disse esta semana na SIC Notícias sobre Jardim: há décadas que os responsáveis políticos portugueses o tratam como se tratam os doidos, fazendo de conta que não o ouvem e nunca o contrariando. Aliás, não são só os responsáveis políticos. Basta não se ser madeirense ou, sendo, não viver na Madeira, para poder ignorar Jardim.
E se um madeirense que vive na Madeira se queixa, a resposta está na ponta da língua: "Votam nele, não votam?"Certo que votam, há décadas, e sempre com maioria absoluta, não havendo notícia de quem acuse Jardim de manipular resultados. Terão pois o que merecem e nós, os outros portugueses, só damos por eles e por Jardim quando ele se lembra de insultar alguém "do Continente" ou desata num berreiro porque quer mais dinheiro ou ameaça não cumprir leis da República. Como alguns pedopsiquiatras dizem da má educação das crianças, será a forma de Jardim dizer "estou aqui".
Há, porém, um pequeno, minúsculo pormenor: nem todos os madeirenses votam em Jardim. Nas últimas eleições, em 2007, foram quase 40% dos recenseados a não votar nele. E dizem as regras da democracia que esses 40% têm, não só direito à vida, como a respeito, respeito esse devido aos seus representantes eleitos no Parlamento madeirense. Representantes que Jardim, igual a si próprio, faz gala em desrespeitar e insultar. Até aqui nada de novo.
Novo é ter tido, ultimamente, apoios de peso nesse desrespeito: primeiro, o do presidente da Assembleia da República, o socialista Jaime Gama, que naquele mesmo Parlamento elogiou Jardim como "uma figura ímpar da democracia portuguesa" (se era para ser irónico, a ironia foi daquelas com necessidade de livro de instruções). E, esta semana, o do Presidente da República, que iniciou uma visita à Madeira após o anúncio, por parte de Jardim, de que não seria alvo de uma sessão solene no Parlamento Regional porque ele, Jardim, "tem vergonha daquele bando de loucos" (para Jardim os " loucos" são os deputados eleitos da oposição, bem entendido).
Há quem, como António Barreto, defenda que Cavaco, nestas circunstâncias, não devia ter ido; e quem, como Pacheco Pereira, considere que Cavaco devia ir para tornar bem claro a Jardim que por mais absolutas que sejam as suas maiorias o regime em vigor é a democracia, e o país no qual vive é Portugal.
Não me contando entre os apoiantes de Cavaco nas eleições presidenciais, esperava do Presidente eleito o mesmo que Pacheco Pereira. Por um motivo muito simples: é o seu dever. Mas Cavaco achou que não. E não só aceitou a desfeita à democracia e a si próprio, assim a modos de um qualquer sr. Silva e não do representante supremo de Portugal, como chegou a, num discurso qualquer, referir-se ao "sentimento inquebrantável entre portugueses e madeirenses".
Fez-se pois luz: Cavaco acha que a Madeira é o estrangeiro. Até se compreende, mas não se desculpa.
Fernanda Câncio no DN de hoje

3 Colheiteiros Benfiquistas ...

Está tudo dito sobre o jantar , cumpre-me agradecer a presença deles ( a meu pedido ), pois notaram que eu, ontem , estava muito carente ( só me acontece uma ou duas vezes no ano ) e saí de lá como novo . ..Até a muita chuva e o mau tempo ajudou a desanuviar o meu espírito .
Mas naquele restaurante estava um elemento que a ninguém passou despercebido , Pacheco Pereira , e fiquei deveras intrigado porque a partir duma carta hora, já devia passar das nove , estava constantemente ao telefone , uma vezes com cara séria e outra com sorrisos matreiros.
Não liguei mais e só quando cheguei a casa e a Mira me informou do sucedido ( demissão nos laranjas ) é que percebi a razão de tais telefonemas.
Podemos dizer que foi naquele restaurante que a crise inicou a sua cura , será ?

Não me canso de ver...

Jovem, bonita, grávida, Ministra da Defesa!
A feministas fundamentalistas devem estar a roer-se...
Viva Espanha!

Pela aragem se vê , quem vai na carruagem ...

O sindicato vendeu os professores por 30 dinheiros?


Da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:Ponto 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.
Eu não quero acreditar!A ser verdade, esta é a maior vergonha nacional.Eu muito estranho que a plataforma sindical tenha concordado em aplicar a avaliação tal como a ministra o propunha a partir do ano que vem!Tim tim por tim tim!
Então para que foi a manif dos 100 mil?Exijo uma resposta urgente!Espero que o Mário Nogueira venha já negar e provar que o que está aqui escrito é mentira.Caso contrário, vamos tê-las...Ai isso, vamos!
Eu já sei que sou enganado pela ministra e pelo governo.Não admito é ser enganado por quem me deve defender!!!!
Do blogue do João Tilly , ilustre professor em Seia
Desde sempre que desconfiei dos sindicatos comunistas e nomeadamente do da Fenprof liderado pelo MN , que conseguiu , através dum jogo emocional perfeito arrebanhar o descontentamento de milhares de prof , mais 95% não são comunistas e fazer uma manif de + 100.000 profs.
Agora catrapum , lixou-os , ficaram com a mesma avaliação mas muito mais fragilizados e ele Prof. Titular .
Amigos MC e FA aquele meu provérbio dirigia-se inteiramente a ele ( MN ) e a quem por ele de deixou levar ...

Três colheiteiros BENFIQUISTAS!

Ontem, três colheiteiros benfiquistas (HB, DO e TP), depois de um penalti clamorosamente falhado, juntaram-se para curtir as mágoas e fazer o luto dos 5-3.
Começamos por umas imperiais com tremoços, mas como a dor era profunda, passamos para uns croquetezitos e umas gambas - e o raio da dor que não passava -, então vieram umas ameijoas, uns bitoques com ovo a cavalo, um arroz doce, uma mousse de manga e à falta de leite creme, um pudim flan, e mais umas imperiais, com Murganheira branco pelo meio.
Terminamos no cafézito.
Lá fora chovia torrencialmente, mas nós, reconciliados com a vida, enfrentamos o temporal a cantar.
A vida é bela!
Prometemos reincidir.
Oxalá o Benfica perca já na próxima jornada!

Claro que estou constipado pela molha que apanhei!
Não sei se poderei fazer tratamento, com as ventas entupidas!

PS - convidamos o sportinguista IFT (somos democratas), que não pode comparecer porque, no remanso do lar, de robe de chambre e chinelos de ourelo, bebia o seu chá de cidreira com biscoitos de Chaves.
Com o IFT, para compensar esta falta grave, ficou agendado um belo encontro para a próxima semana.
Já me estou a afiambrar...

Não resisti...

Esta é mesmo a última sobre alertas laranjas...

Sexta-feira, 18 de abril de 2008


Directas antecipadas para a liderança do PSD a 24 de Maio

Menezes à espera de vaga de fundo
Um movimento das bases e distritais do partido a pedir-lhe que se recandidate poderá levar Menezes a rever a sua posição nas directas que antecipou para 24 de Maio. Manuela Ferreira Leite está a ser pressionada para avançar. Rui Rio mantém-se em silêncio.
Angela Silva

Se um movimento das bases e distritais do partido lhe pedir que se recandidate, Luís Filipe Menezes ainda poderá reconsiderar a sua posição. O líder do PSD convocou directas antecipadas para 24 de Maio e disse "não estar na corrida", mas homens-chave do aparelho afectos a Menezes já começaram a movimentar-se para pôr em marcha a onda que possa levar à recandidatura do líder.

Marco António, o presidente da poderosa distrital do Porto do PSD, abriu caminho para esta solução na RTP, e Menezes saiu directamente da sede do partido onde anunciou "não estar na corrida" para um jantar com militantes em Sintra, ao lado do seu vice-presidente, Fernando Seara, no que foi lido entre os presentes como um sinal de que ainda não deitou definitivamente a toalha para o chão.

Nova alerta laranja...

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Crise social-democrata
Ferreira Leite disponível para candidatura de união no PSD
18.04.2008 - 07h02 Leonete Botelho, São José Almeida

Foi o dia mais longo da curta liderança de Luís Filipe Menezes e acabou com a sua saída de cena. “Para mim, chega, basta”, proclamou o presidente do PSD, numa conferência de imprensa às 21h30 em que marcou eleições directas para dentro de pouco mais de um mês.

De manhã, a revista "Visão" dava à estampa uma entrevista de José Pedro Aguiar-Branco em que este declarava estar pronto a reunir as 2500 assinaturas para convocar um congresso antecipado. À tarde, Menezes reunia a comissão política nacional de onde sairia a declaração do líder. À noite, pouco antes da conferência de imprensa de Menezes na sede do partido, António Borges afirmava na RTP que Manuela Ferreira Leite “tem capacidade para mobilizar as pessoas” e que é a sua preferida.

Alerta Laranja!

Sexta-feira, 18 de abril de 2008

"Para mim chega!"

tiago lourenço/dn
Luís Filipe Menezes atacou críticos, dizendo que o atacaram de forma "cobarde", "insultuosa" e "violenta"



José Miguel Gaspar

"A honra e a dignidade não me permitem mais cedências a este permanente clima de conspiração interna. Para mim, chega. Basta!". Luís Filipe Menezes demitiu-se ontem à noite da presidência do PSD. O líder dos sociais-democratas convocou eleições directas antecipadas para o dia 24 do próximo mês e disse que não se vai candidatar.

"Não estou na corrida", sublinhou. A declaração foi feita em conferência de imprensa na sede do PSD em Lisboa, pouco passava das 21.30 horas. À meia-noite, numa iniciativa partidária em Sintra, Menezes fez saber que continuará no terreno, cumprindo o mandato até ao fim, o que coincidirá com acções de campanha de futuros candidatos. A junção deste facto com o curto espaço de tempo dado por Menezes até às próximas directas levou muitos comentadores a admitir uma recandidatura de Menezes.

O nosso tempo!

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Maioiria dos Distritos com aviso laranja

Quase todos os distritos de Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão hoje com aviso Laranja, atendendo à continuação da chuva, vento e ondulação fortes, segundo o Instituto de Meteorologia (IM)

De acordo com o IM, a chuva deverá manter-se, pelo menos, até domingo.

Lusa / SOL

Diversos ...


Caro Helder

Depois de alguns dias fora do Porto e de uma rápida passagem pelo blogue para me actualizar, constatei o quanto tenho perdido nesta ausência e, sobretudo, o visível entusiasmo dos colheiteiros nos comentários que vão apresentando, a propósito dos diversos temas em análise. Parabéns fundador!
Antes de mais, caríssimo, o meu "mea culpa" pela imperdoável falta cometida a propósito da passagem do teu aniversário. Apesar de fora de data, aqui vai um grande abraço meu e de minha mulher e que desejamos estendas à Mira, a companheira de sempre, que no melhor e no pior vai contigo desfiando os bons e maus momentos que a vida se encarrega de nos proporcionar.Portanto, meu caro amigo, oxalá que os momentos mais felizes se vão repetindo e que possas festejar muitos e muitos mais aniversários!

Registei com muito agrado a evocação feita à "tia Carolina", um mimo com que a Teresinha - " a sobrinha primogénita " - nos presenteou! Decerto todos nós a lembraremos com muita saudade e muito carinho.

Não poderei deixar de sublinhar com satisfação o aparecimento do Chico Cepeda, amigo e companheiro de algumas passeatas, na companhia da Fernanda, que aproveito para lembrar e saudar! Que sejam bem vindos e que continuem a fazer-nos companhia já que, tal como nós, também são colheiteros originários da mesma cepa.

Aos " Breves Flashes " não tecerei comentários, a não ser ao publicado às 3H08, logo em primeiro lugar, e que não entendi. O que pretendeste dizer com a citação do provérbio?

Em relação a Espanha, de facto, uma bela surpresa! Nunca eu teria imaginado uma mulher grávida, Ministra da Defesa, passando revista às tropas... São os sinais dos tempos...em mudança, que não me escandalizam, antes pelo contrário!

E quanto aos comentários tecidos do outro lado, lá bem no meio do Atlântico, nem é bom falar! Tive o ensejo de trocar, durante o fim de semana, algumas impressões com gente local que me deu conta de outros tantos desmandos que o tal senhor no "seu senhorio" se arroga no direito de proferir. Pobre democracia que vai sangrando pelos golpes e " desaforos " que uns e outros, dizendo-se praticantes, vão desferindo. E, neste caso, com a complacência do P.R., facto que me parece mais grave!

Quanto à justiça nem é bom falar! De tanto se mostrar injusta já não acredito que um "safanão", como tu dizes, chegue para a tornar mais justa!

Sobre futebol julgo que para ti, não é bom o momento! Oportunamente falaremos. Não acredito em treinadores de improviso!

E pronto caríssimo. Acho que passei em revista os principais acontecimentos do blogue. A todos os participantes o meu incentivo para que apareçam mais vezes, se puderem. Que é feito do Isaías? Espero que nada de desagradável se esteja a passar. Sabes alguma coisa?


By Francisco Almeida

quinta-feira, abril 17, 2008

Rir com o RAP

Ricardo Araújo Pereira, hoje, na Visão:

"Como toda a gente sabe, os grandes problemas do País são a desigualdade social, a crise económica e a vida profissional de Fernanda Câncio."

"Eu não sou de intrigas, mas quando a RTP convida uma boa jornalista para fazer jornalismo, todos percebemos que houve marosca, e da grossa."

" (...) o verdadeiro escândalo: um primeiro-ministro que não é capaz de arranjar à namorada um programa em horário nobre no canal um, não merece governar este país."

Parabéns ao vencedor!

Esta Itália!

No dia das eleições, o vencedor, o cavalieri Berlusconi, não foi à sede do Partido, nem sequer a uma das suas TVs, dar uma palavra aos italianos.
Não, não saiu de casa.
Telefonou!
O povo italiano que o elegeu, sabendo de quem se tratava, merece esta atitude.

Será que os outros, da oposição, são assim tão maus que mereçam serem preteridos por este "animal"?
Ou não será, que mais uma vez, todos desunidos deram o espectáculo do costume?

Os de cá que aprendam...

Este é o nosso país adorado!

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Justiça não pode deixar-se ridicularizar

O episódio das férias pagas no Brasil da testemunha-chave da acusação no julgamento de Avelino Ferreira Torres é mais um capítulo lamentável da constante e acelerada degradação da imagem da justiça perante os cidadãos.

Acusado de corrupção, extorsão, abuso de poder e peculato, o ex-presidente da Câmara do Marco de Canaveses é o principal beneficiado com a ausência estranha e repentina da testemunhe José Faria.

Do outro lado do Atlântico, Faria pede protecção policial, mas garante que foi Ferreira Torres quem lhe deu os três mil euros que lhe possibilitaram estar no Brasil na data marcada para o início do julgamento.

Brasil, justiça portuguesa e foragidos são três componentes de uma equação que se repete vezes de mais, variando apenas os nomes dos protagonistas: o padre Frederico, a autarca Fátima Felgueiras ou a testemunha Faria. A facilidade com que arguidos vivaços conseguem driblar o braço da justiça é deveras preocupante.

Como também é preocupante que julgamentos mediáticos, como os da Casa Pia e Apito Dourado, se arrastem no tempo a ponto de se ancorar na opinião pública a ideia, necessariamente errada, de que a justiça não é cega e que os ricos, influentes e poderosos conseguem que ela seja muito mais branda para eles do que para os pobres e os desfavorecidos.

A dignificação dos tribunais e dos seus agentes bem como a credibilização da justiça deveriam estar no topo da lista de prioridades do Governo.

A testemunha, Sr Faria, diz que foi o Sr. Torres que lhe pagou a viagem.
Mas também o meteu à força no avião?

Ou então terá havido ameaças sérias?
Se este Sr. Faria fosse julgado e condenado pela sua atitude, não com uma multazinha que o Sr Torres pagaria, da próxima vez pensava bem antes de se ir torrar para os trópicos.
Ele e outros que tais!
Para quando um safanão na Justiça?
Este país não tem emenda, é como o Benfica!

quarta-feira, abril 16, 2008

Doentes e Hospitais.

Por razões familiares fui ao Hospital Curry Cabral (Lisboa) visitar um doente que lá estava internado.
Tive algumas emoções a bailar dentro de mim porque foi neste hospital que iniciei a minha actividade profissional.
Mas não é para falar destas emoções que estou a postar.

Na enfermaria em questão, e provavelmente em todo o hospital, havia cartazes sobre os direitos e deveres dos doentes.
Curioso retirei um desdobrável sobre o assunto e li com atenção.
Li os direitos e deveres dos doentes. Voltei a ler. Pensei um pouco, voltei a ler, voltei a pensar e concluí que estamos a viver uma época do politicamente correcto, EM TODA A SUA PLENITUDE!

Vejamos:

Direitos - 12 (doze) - (quatro páginas do desdobrável)
Deveres - 6 (seis) - (meia página do desdobrável)

Para mim deveriam resumir-se a 1 direito e a 1 dever. A saber:

Direito - o doente tem direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana. Diz tudo!

Dever - o doente tem o dever de zelar pelo seu estado de saúde. Também diz tudo!

Tudo o resto é paisagem politicamente correcta!

...nacional

"A primeira grande derrota política...

... de Cavaco Silva».

J. Medeiros Ferreira tem inteira razão nesta análise. O Presidente da República não deveria ter aceito não ser recebido na assembleia representativa regional da Madeira, nem muito menos ter deixado de condenar o insulto do presidente do governo regional à oposição parlamentar madeirense. Se há algo que, no exercício do seu poder de supervisão institucional, o PR não pode abdicar é de assinalar os casos de grosseiro desrespeito das instituições e dos adversários pelos titulares de cargos políticos.
Se porventura um primeiro-ministro da República se referisse aos deputados nacionais da oposição como "bando de malucos" e a AR como lugar de má reputação, será que o PR consideraria isso tolerável? Então, porquê a excepção madeirense?
[Publicado por Vital Moreira] [15.4.08]

do blogue: http://www.causa-nossa.blogspot.com/

Politica...

Democracia

Em Itália, um aldrabão, que pinta o cabelo de preto asa de corvo, useiro em subverter os princípios mais básicos da democracia, está prestes a ganhar as eleições legislativas. Em Portugal, um monstrengo de olhos esbugalhados, alucinado, trata os deputados regionais sem um pingo de respeito, chamando-lhes tudo o que lhe apetece. Há quem ache graça. Na Venezuela, um demente, aclamado por tantos, acha perniciosos os Simpsons e resolve substitui-los pelo mamalhame siliconesco da Pamela Anderson. A democracia é o melhor dos sistemas políticos. Mas presta-se a cada vexame.

posted by ana at 2:40 PM

do blogue: http://ana-de-amsterdam.blogspot.com

Espanha


Carme Chacon, mulher, 37 anos, grávida, Ministra da Defesa, passa revista às tropas!

Em Espanha está alguma coisa a mudar!

Itália

Itália, de novo com Berlusconi, o "Cavalieri", patrão de várias TVs e Jornais, dono do AC Milan.

A democracia é assim, para o bem e para o mal, o povo votou e está votado.

Uma das primeiras atitudes do "Cavalieri" foi telefonar a Zapatero para o repreender por ter muitas mulheres no Governo (8 ministras e 7 ministros)!

Ele que gosta tanto de mulheres!

Estes multimilionários, só gostam de mulheres-objecto e, de preferência, bem bafejadas pela mãe natureza!

Ainda nos queixamos dos nossos ...

Breves flashes ...

Cada vez mais , estou menos convencido que os Professores queiram qualquer tipo de avaliação.
Pela aragem se vê quem vai na carruagem..

Ontem ao fim da tarde encontrei a nossa LP, está cada vez mais bonita e simpática . Combinámos encontrarmo-nos nas Cantarinhas.

Também ontem , não sei porquê , bebi uma coca-cola , sabeis do que me lembrei ? Do Salazar que tinha esta bebida na lista das proíbidas . Quando era miúdo , íamos a Alcanices e a Zamora desfrutar deste prazer ( só porque do lado de cá era proibido ) e às vezes tínhamos a sensação que nos embebedávamos , seria ? Depois quando fui "cumprir o meu dever para Angola" verifiquei que lá o mercado das bebidas era totalmente aberto e diferente , embora fosse o "mesmo" País, coisinhas ...

terça-feira, abril 15, 2008

Breves flashes ...

Benfica vs Académica
Assisti ao jogo , perdemos e bem por 3-0 . O Speaker em serviço no Estádio da Luz de seu nome artístico Paulo Farol , é de Seia , é meu amigo e é meu consultor para o n/blogue quer a nível de layout quer a nível de actualizações .informáticas ou multimédia . Obrigado Paulo. Ele bem puxou pela equipa ,e pelos espectadores e até pela Àguia Vitória,mas infelizmente nada.
Mas o que mais me chateou foi o facto de serem entradas grátis para jovens com menos de 18 anos e terem assistido a um espectáculo tão degradante ... Não é assim que se apanham moscas ....
A propósito , amanhã lá estarei a ver o Sporting-Benfica

segunda-feira, abril 14, 2008

O que é verdade hoje , amanhã é -------

Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
Há pouco mais de uma semana, o PSD, pela voz do deputado Agostinho Branquinho, protestava pelo gasto de dinheiros públicos que representaria a contratação da jornalista Fernanda Câncio para um programa da RTP. Achámos melindre a mais. Tamanha preocupação ficava registada, mas devíamos desconfiar. E por que razão não se poderia contratar Fernanda Câncio, se é uma boa jornalista, com experiência na área temática do programa? Porque fica caro.

Este fim-de-semana, Agostinho Branquinho foi desmentido pelo seu par Gomes da Silva, que garantiu que o argumento contra Fernanda Câncio assentava no facto de a jornalista "ter um relacionamento com o primeiro-ministro". Tamanho desvio na argumentação do PSD é grave. Mas mais grave do que isso é invocar esse "relacionamento" como motivo para os melindres do partido.
É que Fernanda Câncio é mil vezes melhor como jornalista do que será alguma vez Gomes da Silva como político.
Blogue de Francisco Viegas
Alguém me disse que eu e o Francisco Viegas éramos primos , praí do 4º grau . Gostava que assim fosse , pois admiro muito a sua escrita e gosto dos seus Pais que espero ainda vivam . Vou confirmar isto ...

Sabe bem ...


Olá Helder: Obrigado pelo mail que me enviaste.
Há muito tempo que sou leitor do teu blogue colheita63. O Jorge Tomé falou-me nele e, desde então, vejo-o frequentemente.
Estás de parabéns já que está muito bem feito. A colaboração é igualmente boa, de qualidade e diversificada. Em todos os aspectos, como deve ser. Continuarei a visitá-lo e, quem sabe, a participar qualquer dia.
Um grande abraço amigo. Chico Cepeda

O Chico Cepeda , para quem não se lembre dele , é um rapaz da n/idade e um ilustre Colheiteiro LNB . Andámos muitos anos juntos na mesma turma ou ano e durante a sua vida foi Professor no IP de Bragança e posteriormente Governador Civil da nossa cidade , aonde fez um belo trabalho.Além disso foi também meu vizinho e casou com outra Colheiteira LNB , minha amiga e também minha vizinha.
Um grande abraço para ti e aparece quando quiseres..

Tia Carolina

Uma das mais bonitas cartas que recebi na minha vida era da tia Carolina. Eu tinha feito anos e ela escrevera-me a contar a felicidade que sentira, num dia sufocante do mês de Julho, em plenos exames, ao receber um telegrama de Lisboa, de seu irmão Francisco: "NASCEU MENINA. MÃE E FILHA BEM".
Como imaginais, li a carta com os olhos rasos de água: admiravelmente bem escrita, repassada de afecto, traduzia em absoluto o carinho que sentia pela sua sobrinha primogénita. Querida tia Carolina, como gosto de a recordar aqui convosco...
Também ela era a primogénita dos meus avós paternos. Meu avô, "talassa", sidonista, andou fugido por Espanha nos tempos da I República, e lá conheceu uma guapa que foi mãe dos seus 7 filhos e minha saudosa avó. A mais velha - a quem a criada da casa, oriunda da Lombada e sensível ao seus traços finos e aos seus modos dóceis, saborosamente chamava "a fidalguita" (ao meu pai, chamava "o gandulico"...eheheh) - nasceu ainda em Espanha, em casa de seu avô Pedro. Deram-lhe o nome de Carolina.
Naquele tempo, a filha mais velha era destinada desde cedo a "fazer o caldo" e a tomar conta dos irmãos mais novos. Depois a ficar solteira e a tomar conta da casa, e finalmente a cuidar dos pais velhos. Mas meu avô tinha outras ambições para a sua menina. Vendo-a inteligente e trabalhadora, cedo se convenceu de que valia a pena pô-la a fazer estudos superiores. E assim foi. Depois, já professora, o ajudaria na educação dos irmãos.
Até aos meus doze anos, a tia Carolina foi presença quase diária que me despertava sentimentos contraditórios. Se por um lado era estimulante, porque me ensinava tanta coisa e punha tantos livros à minha disposição, por outro obrigava-me a rezar o terço todas as noites e controlava tudo o que eu lia. Lembro-me que um dia me tirou das mãos "O Bem e o Mal" de Camilo Castelo Branco porque "descrevia um rapto"...Hoje rio-me à gargalhada, quando penso nestas suas idiossincrasias, nas suas proverbiais distracções, na sua falta de jeito para cozinhar, no seu modo sonhador de encarar a vida. Querida tia Carolina...
No Liceu, foi sempre minha professora de Português. A ela devo o gosto pela leitura, pelo romance, pela poesia, pela descoberta da Língua. Devo o ter ficado encantada com a Mitologia clássica n'Os Lusíadas, até o divertir-me com esse bicho de sete cabeças que era a análise sintáctica: tornava-se um jogo, uma tentativa de encaixar as peças dum puzzle que ajudava a encontrar um sentido no intrincado das estrofes de Camões. Tudo isto, apesar de nunca conseguir manter a disciplina nas suas aulas. Mas nós todos, alunos dela, sabíamos bem o que ela valia! E sabíamos como ela se interessava por nós.
Há dez anos, durante a Expo 98, esteve em minha casa. Andava alegre, entusiasmada. Dois dos meus primos levavam-na quase todas as noites para a Expo, e aparecia-me em casa à desora! Foram os últimos tempos em que esteve completamente bem. Passados uns meses já não era a mesma: o seu cérebro, toda a vida activo e arguto, dava sinais de cansaço e degenerescência.
Pobre querida tia Carolina, perdi-a de vez no passado Domingo de Páscoa. Resta-me lembrá-la aqui convosco e em todas as memórias que guardo comigo.
Obrigada a todos vós que estivestes comigo, no enterro em Bragança ou aqui no blogue. Obrigada do fundo do coração.

domingo, abril 13, 2008

RTP Memória

Ontem ao fim da tarde tive a melhor prenda de anos , sem contar. Vi o filme " A noite dos generais " na RTP Memória.
Foi o o filme que mais me impressionou até hoje. Vi-o pela 1ª vez em Luanda , no cinema Alvalade e a conjuntura emocional nessa altura não era favorável a filmes desse género , pois a minha companhia tinha tido um duro revés em acção de campanha e o filme deu-me muito que pensar.
Ontem vi-o noutra perspectiva , quiçá ainda mais crítica . Ali está retractado o exército nazi em todo o seu esplendor e o que eram os generais-mitos. Por cá , à n/medida passava-se o mesmo
Trata-se dum filme de suspense ambientado na Segunda Guerra Mundial, tendo como pano de fundo a conspiração que culminou no atentado a Adolf Hitler, em julho/1944. Excelente interpretação de Peter O' Toole. Durante a 2ª Guerra Mundial, uma prostituta é brutalmente assassinada em Varsóvia. O major Grau (Omar Sharif), do exército de ocupação alemão, é encarregado do caso, pois a vítima é uma informante colaboracionista, mas ele possui apenas uma pista: uma testemunha viu que o criminoso usava o uniforme de um general alemão, apesar de não ter conseguido ver seu rosto.
Grau tem 3 generais suspeitos, que não tinham álibi para a noite do crime: Kahlenberge (Donald Pleasance), Von Seidlitz-Gabler (Charles Gray) e Tanz (Peter O'Toole). Subitamente, (e convenientemente) Grau é promovido a tenente-coronel, sendo transferido para Paris por indicação de Kahlenberge . No entanto, dois anos depois, o destino o reúne com os três suspeitos em Paris, um pouco antes do Dia D, à época em que oficiais do exército alemão conspiravam contra o Führer.Novamente acontece um crime envolvendo uma prostituta, com as características anteriores, e ele resolve reabrir o caso,sendo desta vez ajudado pelo inspetor Morand (Philippe Noiret), da polícia francesa, um simpatizante da Resistência, com quem faz uma aliança.O coronel Grau consegue decifrar o enigma dos assassinatos justamente no dia do atentado a Hitler, 20 de julho/44, mas a agitação do dia interfere nos acontecimentos, e a trama só vai-se definir anos após a guerra, com um final impactante.
Aconselho vivamente o seu visionamento.

sábado, abril 12, 2008

Ela é do Sporting...e só falava nos 0-3!




Que raio de prenda de anos!


É só escolher!

Este HOMEM faz hoje anos!

Um grande abraço de parabéns para ti, e um beijo para a mulher que, suavemente, com toda a delicadeza do mundo, tem dado luz e cor aos teus dias!

Um grande OBRIGADO por teres iniciado este blogue, ponto de encontro privilegiado dos Colheiteiros de 63, do L.N.B., a melhor colheita do século, dispersos por todo o país.

Que contes muitos e bons, cheios de saúde, para podermos ver o GLORIOSO dar-nos as alegrias que tanto desejamos e merecemos!

sexta-feira, abril 11, 2008

CRÓNICA DE SEXTA-FEIRA (53ª)

Dia de Tropa

Na passada sexta-feira foi um dia marcante para mim: tive o meu dia de Tropa, o mesmo é dizer que participei no dia da Defesa Nacional na Base de Ovar. Foi um dia alucinante.
Acordei às 5h20m da manhã para apanhar o comboio Alfa Pendular das 6h09m na Estação do Oriente em Lisboa. Foi, aliás, a primeira vez que pude viajar nesta modalidade de comboio que prima pelo conforto, rapidez, flexibilidade e pontualidade. Às 8h10m cheguei à estação de Aveiro, onde, cinco minutos depois, velozmente apanhei o comboio interurbano com destino a Ovar. “Desembarquei” nesta cidade do distrito de Aveiro às 8h40m. Ao sair da estação pedi gentilmente ao Sr. Óscar Ribeiro Lopes, taxista, que me conduzisse à Base Aérea. Demorámos cerca de vinte minutos.
Já na Base, por volta das 9h45m deu-se o primeiro momento solene: o içar da bandeira de Portugal que, para além do todo o seu simbolismo, pude, com grande mágoa, observar alguns “rapazinhos”/ “delinquentes” de dezoito anos que não sabiam manter o mínimo de respeito e deferência diante de um símbolo cimeiro da nossa Nação. Foi uma amostra representativa da situação caótica que vive o nosso ensino e educação individual e colectiva.
Durante o dia: tive palestras sobre as Forças Armadas e respectiva organização, objectivos e incentivos para todos aqueles que ambicionem integrar a vida militar; vi os famosos F16 e outros aviões militares, para além de assistir a um treino de cães especializados a apoiar quaisquer intervenções das forças militares. E o almoço? É melhor nem falar. Tirando a sopa…
Às 16h30m o meu dever militar estava cumprido, e tive a sorte de uma amiga e colega da Faculdade ser natural de Ovar, pelo que amavelmente foi, com os pais, buscar-me à Base e, posteriormente, fomos lanchar ao Furadouro, uma praia que fica pouco mais de 5km de Ovar, onde ainda tive a oportunidade de molhar o pés nas águas do Atlântico.
O dia só poderia findar em formosura com uma “quase morte”. Ou seja, o cronista do blogue Colheita63 ia sendo “varrido” pelo comboio visto que atravessei, a respectiva passadeira de peões nas estações ferroviárias, à tangente. Alguém sabe o que é ver o comboio mesmo à minha frente?
Cheguei a Lisboa desgastado, apenas comi um sopa de cozida e depois “palha”.

Afonso Leitão

A queixa da DREN ...

Imagens, por favor , Imagens, por favor!
Na quarta-feira, as televisões lançaram um apelo aos habitantes dos concelhos de Santarém, Alcanena e Torres Novas. Quem tivesse gravado imagens do minitornado que assolou a região que fizesse o favor de as enviar para os endereços indicados.

Vivemos a novidade da era do cidadão-câmara, voluntário mal pago da sociedade da informação. As imagens dos estudantes-câmara também estão cotadas em alta, ainda que lhes pese em cima a demagogia torpe dos manipuladores de sempre.

Do ponto de vista da catástrofe, em termos de audiências, não é grande a diferença entre um vendaval e um motim escolar. Valem o mesmo. Por que insistem, então, em querer fazer-nos distinguir uma diferença ‘moral’ entre os fornecedores dos conteúdos quando na verdade não há diferença nenhuma?
Leonor Pinhão no CM de hoje

quinta-feira, abril 10, 2008

IFT


Qué feito do IFT?

Evaporou-se?
Pensa que a Quaresma ainda não acabou

By Átila

Á la minute ...



Quem não se lembra dos fotógrafos á la minute que estacionavam junto ao quiosque ?
E que dizer destes felizardos , AM e LB .

Drª Carolina e suas alunas


Foto do baú da TP.
Que belezas estiveram connosco !!!, DO , estas sim .

A beleza é para ser apreciada...

A "festa" continua...


Quinta-feira, 10 de abril de 2008

Bragança. Dois casos de agressão na mesma semana
José mota

A Escola E B Paulo Quintela, em Bragança, instaurou um processo disciplinar a um aluno do 5.º ano que, anteontem, agrediu verbalmente uma docente, quando se encontravam na biblioteca e depois de a professora lhe ter solicitado silêncio. O presidente do Conselho Executivo, Germa- no Lima, classificou o acontecimento como "um incidente", mas considerou-o "grave". A directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, alinha na classificação "É um caso de intolerável comportamento, mas mais nada".

Este é o segundo problema numa escola de Bragança esta semana. No mesmo dia foi agredida uma professora na EB 2,3 Augusto Moreno. A docente, empurrada durante uma aula de substituição, não quis prestar declarações por considerar que o assunto deve ser resolvido "no contexto educativo e de forma pedagógica". No entanto, em breve conversa com o JN, explicou que se sente "magoada", mas com capacidade para continuar a leccionar - como, de resto, fez na manhã de ontem. Segundo o JN apurou, o jovem, que é aluno do Curso de Educação e Formação de Audiovisuais , terá empurrado a professora, que caiu desamparada de costas, depois de esta o ter alertado para deixar de ouvir música no telemóvel, o que fazia com o recurso a auscultadores da escola. O JN chegou à fala com Cristofer, o estudante, que manifestou uma única preocupação "Esclarecer as coisas com a professora". A PSP tomou conta da ocorrência e vai encaminhar o caso para o Ministério Público. A direcção da escola abriu um processo de averiguações e escusou-se a prestar outros esclarecimentos. A Associação de Pais da Augusto Moreno cumpriu ontem reunião ordinária, mas aguarda a conclusão do inquérito. Fonte da associação avançou que a estrutura gostaria de seguir o percurso do jovem - que provém de família com carências económicas, num agregado de quatro irmãos, cuja mãe trabalha a dias e o pai na construção civil. A Escola Augusto Moreno já havia sido notícia há quatro anos quando rejeitou a instalação de uma turma do Programa Integrado de Educação e Formação, cujo objectivo era incorporar jovens de etnia cigana. A Associação de Pais chumbou a medida, espoletando uma polémica que durou semanas. Nesse período, a direcção da escola nunca produziu declarações, mas o ministro da Educação da altura, David Justino, acusou a instituição de "ignorância"; a Associação SOS Racismo falou em atitude "criminosa". Glória Lopes