Ontem, na SIC-N, começou a "batalha" pelo PSD. Debateram Rangel e Passos Coelho. Segundo a maioria dos bloggers Passos Coelho deu banho ao jovem da ruptura. Os jornalistas da SIC atacaram Passos Coelho. Percebemos qual é o candidato da SIC. Não vi, nem tenciono ver, os debates do PSD. É-me indiferente quem seja o vencedor.
Diz FranciscoSeixas da Costa, Embaixador em Paris, no seu blogue:
"Impressiona-me imenso a incapacidade dos canais televisivos portugueses para limitar a extensão dos seus telejornais. Não sei o que se passa na generalidade dos países do mundo, mas, em todos quantos vivi, os períodos noticiosos das televisões de referência têm sempre uma duração bem limitada, raramente excedendo os 30 minutos. ... Este meu comentário vem a propósito do profissionalismo com que ontem vi tratada, ao longo do dia, na televisão francesa, a imensa tragédia provocada pela tempestade, que aqui causou largas dezenas de vítimas. Cada telejornal dos principais canais da televisão francesa, públicos e privados, não alterou o seu formato de meia-hora, tendo, no entanto, tratado o assunto com profundidade, em peças curtas, com notas humanas, diretos breves e concisos, opiniões de especialistas e - muito importante! - com escassíssimas e muito curtas declarações de entidades oficiais. Tudo isto sem deixar de referir outros temas da actualidade francesa e mundial. E, repito, apenas em 30 minutos. "
O autor do blogue diz que às 12.30 dará a resposta! Aguardemos o desenvolvimento desta "perseguição" desencadeada por membro da Opus Dei. Postaremos a resposta se se justificar!
Nota - isto é bufaria na mais pura expressão. O DIAP arquivou a queixa por não haver matéria criminal. Mas vem o I e BUFA!
Esgotadas as gravações de processos judiciais parece que os jornais se voltam para questões menores para manterem as vendas em alta, a notícia do ‘i’ vale pela chamada na primeira página que não passa de um mero acto de delação. O jornalista Paulo Pinto Mascarenhas (jornalista e co-autor do blogue “31 da Armada”) resolveu um dos grandes mistérios da blogosfera portuguesa e correu a avisar a Interpol. ...
Durante mais de 15 anos saí à noite, depois de jantar, para dar uma passeata com dois amigos.
Um deles, licenciado em Clássicas, leccionava no Liceu.
Falávamos de tudo, preocupações pessoais, dia a dia nacional e mundial e de "coisas" relacionadas com cultura (livros, cinema, etc.).
Com ele aprendi ler e a gostar de poesia!
Como?
Com as fichas que dava aos alunos!
Vejamos um exemplo:
Em Florença, com a Fiama (1986)
Era em Florença, num verão sem usura.
A cidade, que nós víamos de S.Miniato,
desfazia-se em luz.
Nos labirintos do Jardim Boboli,
tu e um melro rente à relva
cantavam um para o outro.
Não sei qual das vozes era mais pura,
se a do fio de água que subia
no canto do melro ou, mais frágil
e rente ao chão, a tua.
Eugénio de Andrade,
Os Sulcos da Sede, 2ªed.Outubro 2001, p.33
Digo-vos frequentemente que a poesia não consiste em rebuscar palavras – mas na capacidade que alguns (os poetas) têm de encontrar situações ou de criar símbolos que nos surpreendam, deliciando-nos.
(A poesia é arte, logo, criação artificial da beleza. A literatura, como a música, o teatro - e, sobretudo, a ópera - são criações artísticas: tentativas humanas, para criarmos a Beleza. Uma flor é, naturalmente, bela - não é artística).
A primeira surpresa na poesia de hoje é, parece-me, a naturalidade da expressão. Vejam que não há, aqui, uma palavra menos comum... Tudo tão natural, que até parece fácil fazer poesia, assim...
1ª Parte: A introdução: localização da acção no espaço e no tempo: estamos em Florença, num verão despreocupado (sem usura: sem quaisquer preocupações materiais). E o poeta junta uma breve nota sobre a cidade, que se desfazia em luz...
2ª Parte: O desenvolvimento: o poeta concentra, agora, a sua atenção numa pequena cena que se desenrolava ali perto: tu e um melro cantavam um para o outro... Notem a intimidade desta cena: duas personagens (uma pessoa e um melro) tão deliciadas uma com a presença da outra que comunicavam, cantando.
3ª parte: Observemos, finalmente, a conclusão, que aqui é feita por um comentário: Não sei qual das vozes era mais pura...
VCD
Gostaram? Qualquer dia publico outra ficha, já que tenho autorização do autor!
Neste século tenho frequentado com demasiada assiduidade alguns hospitais públicos , privados , consultórios médicos e tenho verificado coisas interessantes , nomeadamente como se fazem as marcações das consultas e depois o tempo de espera nos respectivos locais .
Em regra nos públicos marcam as consultas todas para a mesma hora , nos privados e nos consultórios para uma hora determinada . No público , a 1ª vez que me aconteceu compareci cerca de 10 minutos antes , fiz a devida inscrição e aguardei , aguardei , aguardei até que passado 1 hora e picos perguntei a razão de tal demora , tendo-me sido respondido que a chamada era por ordem de chegada e como eu fui o último ainda demorava um bom bocado mais . Fiquei furioso , mas que remédio tive senão esperar atá quase às 5 da tarde .
Nos privados marcam efectivamente para uma hora determinada , mas também tem que se esperar e muito . Lembro-me há tempos que no Hospital Inglês em Lisboa tinha uma consulta às 17 horas e depois ía ver um jogo do Benfica às 19h45. Azar dos azares , a consulta foi às 19 e médica ( velha conhecida ) apercebeu-se do meu nervosismo e a consulta foi muito à pressa , quase não existiu.
Porquê é que isto acontece ? Porque não serão obrigados a facilitar a vida aos utentes ? Como melhora?
Quem não se lembra das “guerras” que tivemos de travar?
As “meninas” da minha geração e sobretudo as minhas amigas de Bragança ainda se lembram da “fiscalização” levada a cabo pela Dr. Gracinda lá no nosso Liceu?
Lembram-se de A Grande Farra (La Grande Bouffe)? Recordam o fim? Morrem todos!
Assim estamos nós, Portugal, em que um dos pilares do estado de direito está podre: a Justiça. Com a agravante de que é o único poder não eleito e, como tal, não pode ser substituído pelo voto.