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terça-feira, julho 29, 2008

Saúde de todos nós!

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Saúde: Proposta de revisão das carreiras na função pública

O Governo quer impor aos médicos dedicação exclusiva ao Serviço Nacional de Saúde, sem possibilidade de opção por um regime de trabalho a tempo parcial. A medida integra a proposta do Ministério da Saúde para a revisão das carreiras médicas dentro da FunçãoPública. Só nos hospitais há mais de 11 mil médicos sem exclusividade.

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Medida que foi iniciada por Leonor Beleza há muitos anos, mas que parou por falta de vontade politica, de médicos e de disponibilidade financeira.
É uma medida correcta desde que a Carreira Médica seja revista e o melhor trabalho e maior competência sejam compensados.
Deve haver um vencimento base e complementos de produtividade e qualidade.
Trabalhei toda a minha vida em Hospitais do Estado e sei o que é a contradição entre interesses públicos e privados. Sei da contínua circulação de doentes do Hospital para os consultórios privados. Quem queria ser operado, por exemplo, sem ir para a fila de espera, ia à consulta privada, pagava e entrava pela Urgência.
Não tenham receio de perda de qualidade, há imensos médicos com qualidade que preferem os Hospitais se tiverem garantia de Carreira e vencimento condigno, em função do trabalho e da competência.
Há áreas da medicina que serão sempre estatais, as que não dão lucro!
Vejam o Serviço de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC, dos melhores do País, com todos os médicos em exclusividade!

10 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Todos os trabalhadores deviam ser pagos em função da qualidade dos serviços que prestam e da eficiência demonstrada nessa prestação!
O problema estará mais do lado da avaliação.
Quem avalia e como avalia?

Abraço

IFFT disse...

Penso também que a medida será correcta, desde que, permita que haja médicos que possam optar pela medicina privada.
Agora quem optar pela Função Pública deve fazê-lo em exclusividade, e, claro está, pagando-lhe o vencimento merecido.
Penso , no entanto, que será aqui que reside o problema. Como conciliar as fortunas ganhas na privada( ainda que à custa de horas extra de trabalho e investimentos pessoais) com os vencimentos de funcionário do Estado.
Com quanto se contentará um médico em exclusividade?
Será que os médicos ricos, à partida,irão para a privada e os mais pobres irão para o SNS? Será isto justo ? e descriminação à partida ?

Anónimo disse...

Aplaudido desde que os médicos em exclusividade sejam remunerados condignamente.

LP

DuarteO disse...

Meus amigo/as, estive em exclusividade mais de 10 anos, os últimos, senti-me realizado profissionalmente, o vencimento era compatível com o nível de vida que desejava!
A questão é a da avaliação!
Tem de haver critérios justos e equilibrados, não pensar exclusivamente em números.
Se observar 4 doentes por hora, quando na privada observo 1, tenho boa produtividade e muito má qualidade de serviços.
O grau de satisfação dos utentes também deve ser um critério.
Quem melhor que um médico para avaliar outro médico.
Fui avaliado várias vezes nos concursos que fiz e valiei muitos médicos nos vários júris que integrei.
É só instalar a cultura da competência, o que não é fácil, mas não é impossível!
Mais uma vez: vejam o Serviço de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC!

Átila disse...

Que é para vós , um médico ganhar condignamente ?? Acima da tabela , cavar mais fossos ???

Átila disse...

E quem quer a avaliação ??? Estão tão bem assim ....

DuarteO disse...

Átilazinho,
Não leu o que escrevi?
Quando estava em exclusividade sentia que ganhava justamente, mas trabalhava mais de 48 horas semanais!
Não se esqueçam das Urgências, dos Sábados e Domingos, os Hospitais não fecham para fim de semana!
É uma questão de equilíbrio, sensibilidade e bom senso!
Se em França é assim porque não pode ser em Portugal?
É uma questão de cultura (de saúde) e hábitos (de saúde)!

Gostava de ver 3 funcionários bancários do Santander ou outro banco, abrirem uma casa de empréstimo de dinheiro ou câmbios, ao lado da Agência onde trabalhavam, e a desviarem os clientes, para onde iam trabalhar depois de saírem do banco, para ver o que acontecia...
Não é difícil adivinhar: RUA!

Hélder disse...

Caríssimo DO., nós bancários temos estatutos proprios há muito anos que cumprimos e essa hipótese que puseste era impossível de acontecer , mas se acontecesse a RUA era efectivamnete o caminho.
Há médicos que fazem 28 ou 30 horas de trabalho por dia !!! E esta hein ...

DuarteO disse...

Nesse caso: RUA, né?

gb disse...

Estou a 100% de acordo com o DO.