Comi ontem uma arrozada de míscaros com cabrito que estava uma maravilha e ainda por cima regada com um bom "Dão" . Já sei que estais pensar que sou um imprevidente , que está sempre a morrer gente por causa de os comer , mas "são tão bons " ...
Já dizia o meu amigo João Sena no seu blogue " Os míscaros podem-se comer todos , mas alguns só se comem uma vez ".
Desta safei-me e na próxima quinta-feira vou repetir a dose.
Quem é servido ?
Do meu ilustre e grande Amigo Armando Praça , companheiro de largas aventuras ,recebi o seguinte email que não resisto a transcrever.
Caro Amigo Helder:
Desde que, em Outubro de 1962, pude estar nas reuniões dos Antigos Alunos do Liceu de Bragança, quando na efeméride do 1.º de Dezembro eram efectuadas em Lisboa. Inicialmente, tinha muito gosto em saudar os novos alunos, por telegrama, para que soubessem que quem já tinha passado por lá estava presente.
De seguida, não me ocorre a data, deu-se fim a esses festejos, mas continuaram-se a fazer jantares em Lisboa, normalmente organizados e bem por colegas mais antigos, que respeitávamos. Penso que a última, à qual compareci, foi feita na CooperativaMilitar, com muita gente, da qual já morreram alguns, infelizmente.
Mas houve uma cisão, entre os mais novos e os mais velhos, penso que nos anos oitenta, de tal forma que foi tudo "por água a baixo". Entretanto, já depois do ano 2000, houve um jantar em Algês, muito agradável, mas com pouca gente.
Durante alguns anos era a minha irmã, Maria Clara, que estava presente, quer no Porto, quer em Bragança. Depois comecei eu a ir às reuniões dos Estudantes. O ano passado fui intervencionado com uma "RTUP", penso que são estas as siglas, pelo que ainda falei pelo telefone com os nossos colegas Cepeda e o Genízio.
ive pena, mas não podia ir!
No início, quando recebi o E-mail, pareceu-me Span!
No entanto, a colega Zélia Padrão e o nosso colega Isaías Teles, telefonaram-me pelo que fui inscrito para o almoço do 1.º de Dezembro, na Catedral da Cerveja.
Lá estaremos, no almoço do dia 1.º de Dezembro.
Quando tive conhecimento dos almoços organizados pelo colega Paula, onde nos encontrámos, acedi, mas depois acabaram os almoços!
Não fico admirado com a falta da presença da juventude, pois tenho verificado que a mudança das mentalidades está na origem do afastamento das pessoas. Deste modo, aglutinar os antigos Alunos do Liceu de Bragança será muito bom, mas há que incentivar os "Novos Alunos", que não sei se também se reúnem.
Desde que acabaram com o figurino de "Liceu" e acabaram com a efeméride do "1.º de Dezembro", uma associação só poderá vir a vencer "no tempo", desde que sejam incentivados os mais novos.
Estes poderão estar presentes, desde que se lhes ofereça qualquer ideia que se coadune com as suas tendências. Oferecer-lhe temas como "Agricultura", nem pensar, mas se esta vier a ser "pintada de" "Amor ao Ambiente", quem sabe "Ambiente de Amor" , outro "Segurança do Ecosistema", "Incêndios em Matas versos Gestão de Energia", "Eficiência Energética ", ou o antigo dito "Ou Mato ou Morro", poderão ser temas para sensibilizar a Juventude. Em tom de brincadeira escrito, é ponderável que a velha Saudade do nosso passado é muito bonita, mas, como a garotada afirma "Não vende!".
Antigamente tínhamos uma Alma Grande e agora os jovens também têm, mas há que descobri-la, à sua "bitola" de vida.
Nesta crise, esta ideia do "tocar a reunir dos transmontanos", neste mundo de ataques "portuscidas", em que consigamos reunir as nossas ideias, num projecto de conjunto, tem muito valor.
A colheita 63 será o despoletar de desejos de vencer... na óptica dos nossos pais "lembra-te que és Transmontano, tens que vencer!".
Mesmo com a actual vivência, continuo a dizer que os nossos país tinham razão: "Somos Transmontanos! Temos que vencer, nem que seja ao dar o sentido à camaradagem".
É de louvar a tua iniciativa.
No dia 1.º de Dezembro vamos ao "abraço, aquele abraço, esperando que não seja o último".
Manda-me a hora do início da reunião.
Saudações amistosas
Armando Praça
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Este email é uma resposta a um que enviei a todos os Antigos Alunos que têm email , sugerindo a criação duma AAALB . Durante o almoço será debatida se houver base e vontade para isso .A mim não me falta.
Um grande abraço para ti e muito obrigado pela tua contribuição.
O projecto de resolução do PSD sobre a avaliação de professores e sobre o estatuto da carreira docente foi, como se previa, ontem viabilizado no Parlamento: bastou para isso a abstenção do PS. Os diplomas da restante Oposição foram obviamente chumbados. O que deseja o PSD? Que o Governo acabe com a divisão da carreira em duas categorias e que crie um novo modelo de avaliação no curto prazo de 30 dias. Mais: os sociais-democratas reclamam que, no primeiro ciclo avaliativo, prestes a terminar, não haja professores penalizados em termos de progressão da carreira.
Exemplos por Pedro Adão e Silva, Publicado em 20 de Novembro de 2009
Em 1770, em Boston, os soldados britânicos dispararam sobre vários populares que se manifestavam contra a possibilidade de o parlamento britânico regular de facto as trocas comerciais e taxar as colónias da América do Norte. No que ficaria conhecido como "Massacre de Boston", morreram cinco civis. O episódio tem uma grande carga simbólica e costuma ser visto como tendo espoletado o processo que levou à declaração de independência dos EUA.
Há, contudo, outro lado da mesma história. Num clima de grande indignação popular, os soldados britânicos são levados a julgamento. Têm, contudo, dificuldade em encontrar quem os defenda. Acabam por conseguir que John Adams aceite ser seu advogado. Adams, que tinha assistido ao massacre, era um empenhado militante independentista, e viria a ser vice-presidente de George Washington, a quem sucederia como presidente.
Ao contrário de todos os outros advogados, que recusaram a defesa com medo que isso os descredibilizasse perante os seus compatriotas independentistas, Adams aceitou. Ao fazê-lo, pôs à frente do seu interesse político um princípio inegociável: o direito a uma justiça justa e isenta.
Este episódio é relatado numa notável série da HBO sobre John Adams, magnificamente interpretado por Paul Giamatti. É uma história exemplar e bem actual.
A casa de banho não tem espelho,só tem um vidro e do outro lado uma réplica do banheiro.
As actrizes são gémeas e a coordenação dos movimentos das duas é perfeita.
É de dar cabo da cabeça de quem entra lá!
"Sempre que a moralidade se basear na teologia, sempre que a razão estiver dependente de uma autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser estabelecidas e justificadas"
Vem agora o conselho do British Journal of Psychiatry, recomendar aos ingleses que adoptem uma dieta mediterrânica para combater a depressão. Segundo dizem a fruta, a hortaliça, os cereais e o azeite baixam em 30% a probabilidade de sofrer de ataques de tristeza, tão característicos dos dias curtos, escuros e frios. O mais irónico é que, enquanto isto, nós que fomos criados com estes alimentos à mesa, andamos a comer fast-food, e outros disparates que importamos.
Atira-te já às bananas, laranjas e maçãs, que, até pela cor, funcionam melhor que o Prozac.
A vitória no jogo contra a Bósnia deve ter sido contratada pelo Governo português para nos salvar da depressão em que mergulhamos. Se sim, um grande Bem Haja ao eng.Sócrates, porque o País já não aguenta ouvir falar de gripe, corrupção e da eterna crise económica, que ainda está para durar.
A partir de Junho de 2010, então, até podem aprovar o casamento entre homossexuais sem protesto, voltar a instituir o modelo de avaliação de professores mais contestado, ou subir os impostos, que estaremos todos demasiado concentrados no ecrã para nos preocuparmos.
Fiquei parado no tempo. Mudo de espanto. O Programa de Imigração Infantil, no civilizado Reino de Sua Majestade (U.K.), de 1930 a 1970, enviou centenas de milhares de crianças loiras para a Austrália e outras ex-colónias britânicas. Crianças a partir dos 3 anos, sem pais, abandonadas ou simplesmente arrancadas aos pais, foram "deportadas". Na Austrália e outras ex-colónias tiveram o tratamento adequado: exploradas, violadas, batidas, destruídas psicologicamente e emocionalmente. De tal forma que o Primeiro Ministro Australiano pediu desculpas públicas. "Pedimos desculpas pela tragédia, a tragédia absoluta, das infâncias perdidas", disse! Ninguém me contou, vi na TV! Foi um autêntico genocídio psico-afectivo! Como foi possível tal crime cometido contra crianças indefesas? Como foi possível isto ter acontecido em países desenvolvidos, paradigmas do humanismo? Como foi possível?
Há três meses que se dedica a uma arte que tem tanto de especial como de desafio às leis da física: peças de mobiliário feitas exclusivamente de cartão. Se um barco que pesa toneladas pode flutuar em pleno oceano, por que razão não haveria um sofá de cartão de aguentar uma família inteira? É tudo uma questão de física.
Na sala, transformada em ateliê, há cadeiras e sofás de todos os feitios e para todos os gostos. Individuais, familiares, acabados ou em construção. Os motivos são variados e os materiais utilizados tornam as peças únicas.
Há peças decoradas com recortes de jornais dos anos 50, pintados à mão, com bandas-desenhadas (para crianças) ou simplesmente lisos. "São feitos à medida e ao gosto dos clientes, podem ser forrados com jornais mas também com fotografias, desenhos, logótipos, publicidade, o que lhe apetecer .
Leves e resistentes Os móveis são feitos apenas com tiras de cartão canelado e o segredo da sua resistência está na estrutura, semelhante ao esqueleto de um barco. Depois de entrelaçadas, as tiras são coladas e tapadas com uma nova camada de cartão. Para finalizar, e já depois de forrados ao gosto do cliente, "são impermeabilizados com verniz de água para não deixar passar qualquer tipo de líquidos e permitir uma limpeza rápida com esponja".
Em média, um sofá familiar, por exemplo, pode demorar dois ou três dias a concluir. "O primeiro é sempre o mais difícil, mas agora que tenho o molde torna-se mais rápido. De qualquer forma, é preciso contar sempre com os tempos de colagem e secagem", explica Ludovic. Quem se senta pela primeira vez dificilmente acredita nos materiais utilizados, em parte devido ao conforto de um sofá que assenta na perfeição à anatomia humana. A rigidez também não é um problema, "basta aplicar umas almofadas".
A presidente do PSD farejou uma última oportunidade e voltou à campanha, sem qualquer pudor. Não foi politicamente séria, mas teve eficácia popular. Uma líder populista e demagógica é assim que actua. Muito bem!
Não é a primeira vez, no nosso blogue, que me refiro ao Inimigo Público, caderno semanal satírico do Público, construido com fotomontagens, títulos bombásticos e por uma série de mini-artigos, que se prendem essencialmente com a actualidade, em que a sátira dita as suas leis . Hoje, destaco alguns dos títulos dos artigos que mais gostei de ler:
-PGR e Presidente do Supremo de acordo sobre o não sei quê;
-Armando Vara garante que o embrulho continha uma embraiagem e uns calços para travões;
-Bar Face Oculta organiza Miss Sucata Molhada;
-Manuel Godinho é Capelo Leite por parte da mulher;
-Reforços do Sporting foram oferecidos por sucateiro;
-Certidões do Face Oculta estiveram em "stand by" até que o PGR resolvesse o caso do título nacional de juniores;
-Inquérito nacional sobre violência doméstica foi adiada até que o Benfica comece a perder;
-Ex-apoiantes de Cavaco Silva mostram lenços brancos no Palácio de Belém;
-Cafés em crise: bicas entornadas passarão a ser cobradas;
-Sportinguistas respiram de alívio por mundo ir acabar em 2012;
-Árbitros favorecem o Porto porque ficam a ver tudo azul depois de tomarem o Viagra.
Somos e fomos incapazes até aqui de distinguir a justeza da guerra (e há alguma que o seja?) com a generosidade de quem cumpriu o seu dever. E um país que não é capaz de recordar é, paradoxalmente, um país sem futuro.
Por toda a Europa celebraram-se ontem 91 anos sobre o fim da I Guerra Mundial e, no dia da Memória, como lhe chamam, homenagearam-se todos os que morreram em todas as guerras desde aí. Em França, o momento fez história, já que reuniu frente ao túmulo do soldado desconhecido, em Paris, os representantes de dois dos países que se confrontaram violentamente
No Reino Unido, a família real e os políticos multiplicaram-se em cerimónias, num ano igualmente simbólico, já que morreram recentemente os últimos três veteranos da I Grande Guerra.
.Em Portugal nada se fez, recordamos pouco e temos uma dificuldade enorme em falar dos nossos soldados mortos no Ultramar, ou dos que ainda hoje sofrem sequelas profundas daqueles combates , que são muitas e muitos . Quando não recordamos, não homenageamos aqueles que deram a vida pelo seu país, roubamos sentido à dor e traímo-los. Os combatentes em África, por força de um volte-face político, não tiveram direito a ser tratados como heróis.
Esta é a minha homenagem para todos eles, muito em especial para os da minha companhia CCAV 1537 e mais em especial para o alferes Cruz. Estejas onde estiveres , aquele abraço .
Ontem telefonei ao Hélder para combinar uma "alheirada", bem regada com tinto.
Claro que isto é linguagem cifrada!
Trata-se de uma "golpada" que temos organizada, uma verdadeira lula (o polvo já está ocupado) e alheira significa uma pasta cheia de notas de 100 € que distribuímos no estacionamento da áreas de serviço das auto-estradas, só na A1, é uma questão de prestígio, é a decana das auto-estradas.
E perguntei:
- Estás sob escuta? Se estiveres o f. da p. do escutador que se f....!
Não se ouviu aquela voz de fundo, como relatou o Padre Felicidade Alves no tempo da PIDE, a dizer: «f. da p. é a tua mãe!».
São outros tempos mais sofisticados, com material comprado à Mossad!
Um ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice, disse ontem na TV que as escutas são, no Sec. XXI, o equivalente da tortura.
No site “I Just Made Love”, fazer amor é algo para partilhar: com recurso ao Google Maps, deixam-se relatos da última vez que se teve relações sexuais, com detalhes como as posições usadas e se foi usado preservativo.
Há quem se gabe de todas as vezes que tem relações sexuais… e há quem prefira mante-las em segredo. Agora, há também quem as conte na Internet, detalhando o local, as posições utilizadas, se foi usado preservativo e se foi entre heterossexuais ou pessoas do mesmo sexo. Todos os pormenores estão detalhados no site “I Just Made Love” .
A página utiliza os recursos do Google Maps para mostrar onde os internautas fizeram amor recentemente. Só no último mês há mais de 34 mil relatos vindos de todos os continentes e Portugal não é excepção.
Por exemplo, perto de Coimbra, um utilizador partilhou esta semana a experiência que teve em casa, com preservativo, em posição de missionário, deixando o seguinte comentário: “Foi espectacular, ainda por cima com a mulher que eu amo”.
Já em Santa Maria da Feira, outro utilizador revela: “Miradouro, o melhor sítio! Mas depois voltámos para dentro do carro porque estava frio”.
Marido e mulher vão ao psicólogo, após 20 anos de matrimónio. Quando são questionados sobre o problema, a mulher faz uma lista longa e detalhada de todos os problemas que teve durante os 20 anos de matrimónio: ... pouca atenção, falta de intimidade, vazio, solidão, não se sentir amada, não se sentir desejada... A lista é interminável. Quando ela termina de ler a lista, o terapeuta levanta-se, aproxima-se da mulher, pede a ela que pare, dá-lhe um abraço e beija-a apaixonadamente enquanto o marido os observa, desconfiado... A mulher fica muda e senta-se na cadeira, meio aturdida... O terapeuta dirige-se ao marido e diz-lhe: "Isto é o que sua esposa necessita pelo menos 3 vezes por semana. Pode fazê-lo?" O marido medita um instante e responde: "Bem, posso trazê-la aqui às segundas e quartas... Mas às sextas tenho futebol".
Ontem uma ilustre pessoa perguntou - me na Net , quem eu era , quais as minhas sensibilidades , humanidades inclinações religiosas , políticas e desportivas e eu fiquei um pouco encavacado , pois falarmos sobre a nossa pessoa é muito dificil e a imagem que vemos no espelho , pode não corresponder à imagem que têem de nós. Mesmo assim respondi , mas fiquei a pensar nas minhas respostas , se seriam ou não , as correspondentes à realidade . Mas qual realidade , a minha ou a dos outros ?
Nem a propósito , deparei hoje com um artigo no Destak que passo a transcrever e que pode dar alguma luz á minha pergunta :
"Não há nada mais confrangedor, mas acontece todos os dias, do que lidar com uma pessoa que tem uma opinião de si própria que difere em absoluto daquela que temos dela. Quando diz que é muito franca e directa, nós vemos má criação; quando se gaba de ser compreensiva, nós vemos autismo puro; quando se vangloria da sua capacidade de liderança, percebemos que o que move alguém a segui-la é o medo, e por aí adiante.
Para além de ficarmos sem saber o que fazer - dizer-lhe o que pensamos dela, ou manter-nos caladinhos, deixando-a navegar naquela ilusão sobre si mesma -, começamos a pensar: e nós? Nós que nos achamos tão capazes da autocrítica, será que andamos por aí a fazer figuras iguais?
Os psicólogos dizem que nos vemos sempre num espelho ligeiramente distorcido, e que muitas vezes tendemos a dourar os nossos defeitos, mas acreditam que podemos aproximar-nos da verdade se formos escutando o que os outros vão dizendo sobre nós, sem reagirmos imediatamente à defesa, ou desclassificando quem nos critica.
O nosso Eu, explicam, não é uma construção individual, mas o resultado de muitas espreitadelas ao nosso reflexo, somadas ao input exterior, que nos chega muitas vezes apenas pela linguagem corporal dos nossos interlocutores. Se eles bocejam a meio de uma conversa, confirmamos que de facto falamos de mais, se franzem o sobrolho ou faíscam dos olhos vamos percebendo que a nossa maneira de expressar pontos de vista é provavelmente demasiado contundente, se, por outro lado, conseguimos que descontraiam e nos lancem um sorriso genuíno, é porque o registo que utilizamos é o certo.
As pessoas que não conseguem ler estes sinais vão fazendo uma cisão grave entre aquilo que são e o modo como se percebem. Levá-las a verem-se a um espelho que não esteja distorcido é em muitos casos uma miragem, de tal forma já cristalizaram a sua auto-imagem."
Ultimamente, quer no Parlamento, quer na blogosfera, tem-se falado muito no casamento entre pessoas do mesmo sexo. Alguns partidos (PS, BE, PCP), durante a campanha eleitoral, propuseram tal medida. Penso que no Parlamento a maioria votará a favor de tal medida. Sim ou não? Por mim, acho que cada um tem o direito de decidir com quer quer viver e regularizar civilmente a sua situação. É uma questão do for íntimo de cada um. Isto é: sou a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Casamento, não matrimónio, este tem a ver com a crença religiosa e devem ser as Igrejas a decidir. Isto não é uma questão política, é uma questão da consciência individual e da sua liberdade!
Já a adopção de crianças é outra questão, sobre a qual não tenho opinião formada!
A propósito do muro de Berlim que foi deitado abaixo há 20 anos e de outros que andam a construir , nomeadamente o da Palestina e o da fronteira entre Estados Unidos e México ( cujo fim vai ser o mesmo , dentro de alguns anos ) também eu vi muitos muros e tive que saltar alguns.
Morava em Bragança em frente à Polícia , Largo das Eiras de São Bento , que estava rodeado de muros por muitos lados .
Logo em frente , o da Polícia que tinha saltar e depois correr a bom correr ,ou de um lado ou do outro conforme a bola ía ou não para lá .
No canto esquerdo junto ao negrilho estava a quinta do Coronel Salvador Teixeira , tinha um portão grande e aguilhoado e um muro com vidros partidos colados ao cimento , motivos mais que suficientes para eu perscrutar o seu interior muito bem escondido. Pior ainda era quando a bola entrava e depois ainda deslizava para uma parte mais baixa onde havia uma casa de arrecadações . Tinha que saltar o muro ou o portão saltar para o tal declive e depois fazer o inverso , tudo num tempo record para não ser apanhado pelo feitor ou pela polícia que estavam sempre à coca.
Depois ía para a escola da estacada e havia o muro das meninas do colégio e do museu que ás vezes tinhamos que escalar , ou para ver as meninas no recreio ou para ir buscar as bolas . Lembro-me bem do medo que tinha em saltar o muro do museu , o seu guarda não era para cócegas. Para encurtar caminho , daqui para a escola , saltávamos o muro da quinta do Srº Américo ou então tentávamos abrir o portão, o que era mais difícil.
Havia muitos mais muros , por hoje chegam estes , mas o muro do seminário e o do Campo de Futebol junto ao Toural ,eram os mais difíceis e perigosos . Qualquer dia , contarei algumas histórias sobre eles.
Hoje já não existem os muros da Quinta do Coronel Salvador Teixeira nem os da Quinta do Sº Américo . Faço sempre aquele giro quando vou a Bragança e digo-vos uma coisa , aquilo está simplesmente irreconhecível , que saudades eu tenho daquele tempo e dos meus amigos da escola , os irmãos Carlos Silva ( Armando e Carlos ), os irmãos Costa ( Zeca e Basílio ) , o Tony Campos , o Orlando Padrão , o Telmo Seixas , o Niso , o Pássaro , o Eurico Falcão , o Valdemar (Espanacha) , o Rui , os irmão Horta ( João e Chico ) e mais uns tantos que agora não me lembro .
A mãe da estudante de Turismo que foi hostilizada por ir à universidade com um vestido curto, Maria de Fátima Arruda, disse que está muito abalada com tudo que ocorreu com a sua filha. No dia 22 de outubro, Geisy Arruda, de 20 anos, colocou um vestido rosa para ir à Uniban, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e recebeu vários insultos dos colegas. A garota teve que chamar a polícia para sair de dentro da sala de aula.
- Não durmo quase e não como. Foi demais para mim, me abalou muito.
A mãe e o pai de Geisy nunca se opuseram ao modo da garota se vestir. Maria de Fátima diz que não entende por que xingaram tanto a filha dela.
- Ela estava com um vestido normal. Não era decotado nem nada. Só estava do jeito que ela usa mesmo.
Geisy contou que não colocou o vestido curto com a intenção de provocar, como muitas pessoas disseram. E confirmou que sempre usou roupas curtas. Apesar de todo o constrangimento, ela disse que pretende voltar a frequentar a universidade.
- Se eu ficar recolhida em casa vou assumir a culpa de algo que não fiz.
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Quanta tristeza e amargura afoga Em confusão a estreita vida! Quanto Infortúnio mesquinho Nos oprime supremo! Feliz ou o bruto que nos verdes campos Pasce, para si mesmo anónimo, e entra Na morte como em casa; Ou o sábio que, perdido Na ciência, a fútil vida austera eleva Além da nossa, como o fumo que ergue Braços que se desfazem A um céu inexistente.
Esse Agosto foi um mês de chuvas abundantes, tendo-se registado os níveis de pluviosidade mais elevados dos últimos 30 anos, segundo um diário local. Sediado na Ku'damm, avenida central da ex-Berlim Ocidental , tive a oportunidade de fazer uma aproximação à estranha forma de vida numa cidade dividida pelos humores da História. Sem ter ainda visto o Muro, era a sua presença que se impunha . E subitamente, após uma curva,o muro surgiu envergonhado ao fundo duma rua. Nas voltas pela cidade ora aparecia ora se escondia e um dia fomos ao seu encontro no Reichstag/Parlamento.
A primeira foto mostra a fachada do edifício ,ao fundo dum grande campo relvado,conjunto que hoje está já alterado pelas obras realizadas após a reunificação.
Na segunda foto,logo por trás da esquina do Reichstag,corre um troço do muro, limpo e sem os graffiti que eram frequentes em outras zonas, aqui inexistentes,talvez por respeito aos que ali tinham caído na tentativa de abandonarem o lado oriental. Ao centro vê-se ,à distância, a torre da tv que era um dos orgulhos da ex-Berlim Oriental, enquanto que à esquerda está a mesma chaminé que já se vê na foto anterior.
Na terceira foto, tirada também do lado ocidental, é bem visível ,para lá do muro, a destruição das ruas e de toda a forma de vida, existindo apenas valas e arame farpado não visíveis e os numerosos "cavalos de guerra". Todos os prédios estão desabitados, portas e janelas substituídas por tijolos. .Um dia passei-o de visita à parte oriental, a que se tinha acesso por uma estação de metro, após cumpridas formalidades extensas para obtenção de visto e pagamento de taxas.
É já a famosa avenida Unter den Linden e a Brandenburger Tor em que está desfraldada a bandeira da RDA ,que nos mostra a quarta foto, em que se vêem dois ou três carros Trabant e algumas pessoas ,que são turistas curiosos.No lado direito são visíveis, por trás do arvoredo ,as duas torres do Reichstag que o muro separa na sua extensão branca , numa das quais flutua a bandeira da RFA. À distância ,as bandeiras eram iguais, acentuando o grotesco da situação. Mas vivia-se . E durante mais alguns anos ainda ninguém se atreveu a admitir a possibilidade ,sequer, de sonhar com uma só bandeira. Ora, esse dia chegou . E hoje festejamos o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim. Prosit !!!
Paula Rego mostra a frieza e a crueldade da "face oculta" da realidade, mostra a própria realidade tal qual ela é. Nada de rodriguinhos, nada de mel a adoçar as consciências tranquilamente "culpadas". Por vezes faz parar a respiração e sentimos um aperto no peito! É um autêntico coice de mula em pleno coração e mesmo no meio da nossa cabeça bem pensante.
Estive em Serralves, fui a Cascais, tenho de programar uma ida a Madrid!
Suponho que a carga de frustração é demasiado grande e que à noite, sem que eu o possa evitar, realizo oniricamente os meus desejos...
Enfim... há coisas mais patológicas...
Estou aqui em casa sem dinheiro nenhum para poder fazer qualquer coisa que me custe um cêntimo - ir ao Porto, por exemplo, e ouvir música na Casa da Música que ainda não conheço...
Mas o meu tempo há-de chegar. Hoje não consigo estar deprimida. Não, agora ando cheia de energia.
Daqui a pouco, depois de almoço, vou andar a pé. Caminhar é uma coisa que me fará muito bem ao corpo e ao espírito.
Ver o vídeo em simultâneo com a leitura da poesia . São dois em um .
— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente, O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga, in 'Diário XII'
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Encorajado pelo que tenho visto nas minhas viagens pela Net ,afoitei-me desta feita pelo caminho da poesia .Como me saí ?
Dalila Rodrigues, ex-Directora do Museu de Arte Antiga não reconduzida pelo Ministro da Cultura do anterior Governo, o que provocou uma novela tipo TVI, com um político em homenagem de desagravo com as TVs atrás, foi convidada por Paula Rego para instalar o Museu Casa das Histórias, em Cascais, pertencente à Fundação Paula Rego. Terminada a instalação e tendo sido o Museu aberto ao público - já o visitei e recomendo-o vivamente - aguardava-se que fosse nomeada Directora do mesmo. Inexplicavelmente, ou não, na passada Quarta-Feira, o Conselho de Administração da Fundação Paula Rego emitiu um comunicado referindo que a mesma não seria a Directora. Dalila Rodrigues tem dificuldade em lidar com a hierarquia, será mau feitio? Do CA da Fundação Paula Rego fazem parte representantes de Paula Rego e da Câmara Municipal de Cascais.
Desta vez não apareceram políticos e as TVs não fizeram romaria. Estranham? Eu não. Porque será?
"Caim" de José Saramago, é um romance, isto é: uma ficção literária. É, além disso, um bom romance, isto é: uma narrativa de grande beleza, que rasga o tecido dos saberes sossegados e ergue um vendaval de perguntas. No lançamento deste romance, no "Escritaria" de Penafiel, evocando o Padre António Vieira, Saramago recordava essa coisa só aparentemente simples: escrever é "conhecer o sítio das palavras". A sua disposição exacta na frase. Escrever é escolher, e a escolha pressupõem conhecimento das múltiplas possibilidades em jogo.
Saramago debruçou-se sobre a Bíblia, o livro que determinou e determina ainda a visão do mundo que nos enforma, e interrogou as escolhas de deus - assim, com a mesma letra minúscula que usa para cada menbro da humanidade por ele criada, porque é preciso abandonarmos a maiúscula da reverência quando queremos interrogar genuinamente."
Inês Pedrosa O Muro do Fundamentalismo Revista Única Expresso, 31 de Outubro de 2009
Li de enfiada! Muito bem escrito, é incisivo, subtil e irónico, sendo uma ficção de encantar, elaborada a partir da leitura literal da Bíblia feita por Saramago. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa, no SOL, é um livro de ficção, não é um livro de filosofia, nem de teologia. Apesar de não ser crente, não é a exposição de um deus cruel e vingativo que me encanta, - deus bom, ou deus mau, para mim é indiferente -, mas sim a forma exacta como ele colocou as palavras, criando páginas de uma rara beleza. Aconselho a crentes e não crentes.
O ano passado fui a um almoço de confraternização de antigos alunos do Liceu Nacional de Bragança ( Liceu Emídio Garcia ). Não nos víamos, a maior parte, há mais 40 anos.
Nada mais arriscado, pensei, do que confrontar sete anos de memórias colectivas com quatro décadas de vida adulta, tempo em que o destino se encarregou, inevitavelmente, de cada uma de nós. Risco que foi ultrapassado pelo mergulhar voluntário e gratificante nas minudências de um quotidiano longínquo, pequenas recordações, anedotas, rebeldias, feitos e derrotas, num tempo e num espaço que, à distância, parecem inventados, retirados de uma outra encarnação: as batas brancas das meninas , o recreio, o jogo "do matas" ,"ringue" , "está quieto" do "anel" para enfim tocarmos as mãos das meninas , a fatiota da ginástica, as professoras que nos pareciam velhas mas eram novas, as fugas para o Flórida e para as livrarias Cristal , Mário Péricles e as excursões a Leon , Valhadolid , viveiro das trutas em "França" .... Os festivais de ginástica no fim do ano , os jogos de futebol , as idas ao Sabor , Moinho dos Padres e os bailes particulares.
Ms o melhor era o 1º de Dezembro , o cortejo onde havia marcações às meninas, o teatro e principalmente os ensaios , onde se ensaiava muita coisa ... o tradicional baile e por fim a Ceia final , para não falar das ceias intercalares feitas com os tradicionais roubo das galinhas , muitas vezes com a conivência das meninas . Lembro-me de um, ao galinheiro do Governador Civil ao tempo , em que houve forte conivência duma menina muito bonita ( usava uma linda trança ). Para ti um grande beijinho se leres isto .
Este ano em Lisboa , vai acontecer a mesma coisa e sairemos da lá muito mais reconfortados com a n/memória e com nós mesmos.
Aconteceu há seis meses. Um bandido de Nápoles (uns raptos, uns roubos, coisas assim), Mariano Bacioterracino fumava à porta de uma mercearia. Rua estreita, passam mulheres às compras... Um rapaz de óculos escuros na testa, encosta-se do outro lado da porta. Mariano olha-o, mede-o. O rapaz olha para o relógio, vai-se embora, pela ruela fora. O nosso gangster de bairro continua a fumar. Aparece um homem, de boné de pala, que entra na mercearia. 20 segundos depois, sai e dá um tiro nas costas de Mariano, que cai sobre os joelhos .. Tiro de misericórdia, na nuca - e o homem parte, calmo.
Há seis meses, a polícia tinha este mistério e não o resolvia. Na semana passada, tornou público o vídeo da loja fronteira.. A polícia deu o vídeo com as caras desfocadas, excepto a do morto, a do assassino e a do rapaz.
No dia seguinte, já se sabia quem era o assassino. Já se sabe também quem é o rapaz: apresentou-se à polícia,
Isto vem a propósito dis incidentes passados nos túneis dos estádios e futebol , com principal incidência nos dois últimos , um no Estádio da Luz e outro no Estádio Axa ( Braga ) .Ponham os vídeos cá fora , vão ver que depressa descobrem os prevaricadores .... Experimentem .
Não vejo como o Parlamento pode impor uma suspensão da avaliação dos professores. Trata-se de uma medida governativa em curso. A Assembleia não governa, legisla, controla o Governo (pode fazê-lo cair, pode mesmo impedir que entre em pleno funcionamento, basta-lhe rejeitar o programa), pode chumbar o Orçamento de Estado (o que seguramente vai fazer em Janeiro) mas não pode suspender ou anular actos avulsos do Governo. ´
A Oposição tem maioria, é verdade. E entende-se com facilidade, está unida.
Agora que o PSD alinhe nisso é que causa impressão.
Dedicado à M.A.A., gb, Urze dos Montes e "anónimo", que afirmaram claramente e sem ambiguidades, não ser eu um caluniador insolente, nem pertencer à Central de Propaganda do Largo do Rato.
RAIZ
Canto a raiz do espaço na raiz do tempo. E os passos por andar nos passos caminhados. Começa o canto onde começo caminho onde caminhas passo a passo. E braço a braço meço o espaço dos teus braços: oitenta e nove mil quilómetros quadrados. E um país por achar neste país.
Manuel Alegre O Canto e as Armas Editora Nova Realidade, 1967
Nota - retomo as postagens abdicando voluntariamente de expressar opiniões pessoais sobre o que quer que seja. Transmitirei o que sinto através de poesia, comentários a livros, texto de autores, pintura e música.
O que estará por trás, para além da amizade e solidariedade, para que um Presidente de um Clube de Futebol, recém eleito, por umas dezenas de milhar de associados, defenda de forma tão radical um seu funcionário, unânimemente reconhecido pela maioria dos sectores pertencentes ao clube e estranho ao mesmo, como principal responsavel do actual estado calamitoso da equipa de futebol principal leonina.
E tem-no feito de tal forma, que tem vindo a destruir a belíssima imagem de bom senso e competência que grangeara na sua vida profissional e durante alguns anos na SAD nas presidências de Dias da Cunha e de Soares Franco. Conheci-o nessa altura, no desempenho dessas funções e francamente era um profissional na verdadeira acepção da palavra, para além dum sportinguista dos "quatro costados", duma simpatia cativante e que metia todas as pessoas no coração.
Hoje, ao assumir um discurso grave e contundente, admite um estado de guerra civil, com o aparecimento de minorias pseudo revolucionárias, que actuam muitas vezes pelo próprio negócio e que não têm qualquer representação no universo do clube, sobre o qual são cometidos actos terroristas todos os dias, deixa as pessoas boquiabertas e intrigadas, não explica o teor destas mensagens codificadas. No entanto, ainda não há muito tempo decorreram com todo o êxito Assembleias Gerais e Reuniões do Conselho Leonino, em que estas questões ou similares não foram abordadas.
Portanto, tenho para mim que estaremos perante um caso típico do Principio de Peter.
O Sporting Clube de Portugal para além dum treinador de futebol para a sua equipa principal, precisa essencialmente de um Presidente que seja Competente e que defenda todos os interesses do Clube e não só os financeiros e os dos seus amigos.
Os homens sempre o souberam, acho eu. Pelo menos a partir de uma certa idade, parecem mais do que dispostos a trocar uma mulher de 40 por duas de 20, e assim sucessivamente numa progressão matemática em que elas são cada vez mais novas, e eles cada vez mais velhos. Mas o que um estudo do European Journal of Operational Research, divulgado pela BBC, veio agora dizer é que o Euromilhões da felicidade conjugal acontece quando um homem solteiro escolhe uma mulher solteira mais nova cinco ou mais anos. Esse é o casal mais resistente ao tempo, segundo os indicadores do trabalho que acompanhou 1500 casais ao longo de meia década.
Mas não basta ser mais nova. Convém que seja igualmente mais esperta, e com habilitações superiores, dizem os investigadores. Pensando bem, é bastante óbvio: só um homem inteligente e muito seguro de si é que escolhe como companhia para toda a vida uma mulher inteligente, até mais do que ele, e sobretudo com mais sucesso académico ou profissional. A recompensa de ter vencido os preconceitos é um casamento duradouro e feliz, garante quem os andou a observar à lupa.
Finalmente, uma última informação: os casais em que os dois já foram casados têm menos probabilidades de funcionar do que aqueles para quem é o primeiro casamento, mas mesmo assim duram mais tempo do que quando só um deles é divorciado. In Destak de hoje
Quando era muito jovem lembro-me de ir ás feiras no Toural e assistir durante algum tempo à maneira de vender de alguns feirantes , que "emplouricados" nas suas carrinhas vendiam que se fartavam . Este cobertor custa apenas 50 escudos , não, não custa 50 , nem 40 , nem 35 , mas apenas 30 e quem levar este , leva este e este e mais este e ainda uma colcha ....Caíam que nem tordos , era um ver se te avias.
Já nos meus últimos tempos de actividade , tive que vender frigoríficos , televisões etc . para fidelizar mais clientes e vender os produtos que interessavam ao Banco.
Actualmente não há jornal ou revista que não tenha o hábito de anexar ao dito um DVD, CD ou livro, para combater o mais que evidente "voltar as costas" ao jornalismo escrito.
Razões? Há várias. A crise, a "net", a televisão (embora na maior parte dos dias as notícias dos telejornais sejam praticamente as que saem nos diários - sim falta muita imaginação e prática de jornalismo neste sector da comunicação social...), cansaço de notícias desagradáveis e muito iguais, etc.
Li que para a semana um jornal , o I , oferece o célebre livro "O Banqueiro Anarquista"....
...No caso Face Oculta a pouca vergonha ultrapassou todos os limites, já ninguém se incomodou em disfarçar a total violação do segredo de justiça, mal os investigadores começaram as buscas já os jornais estavam tão bem informados como ficariam se tivessem lido o processo de véspera. As televisões até filmaram páginas de processos.
Cabe à Procuradoria-Geral da República velar pela legalidade democrática mas é evidente que no Palácio de Palmela já ninguém parece preocupar-se com os mais elementares princípios de respeito pelo segredo de justiça.
Começa a estar na hora de pedir a demissão de Pinto Monteiro que deve ser substituído por alguém que se empenhe em todas as investigações e que não permita que as mesmas sejam usadas com objectivos políticos, começando por acabar com a orgia de fugas ao segredo de justiça, identificando e julgando os magistrados envolvidos.
Acabei de falar com a Levinda , que se mostrou muito sensibilizada coma a onda de solidariedade que se gerou à sua volta .
Pediu-me para dizer a todos os nossos amigos Colheiteiros e a todas as pessoas que a conhecem que estejam tranquilos , que ela sabe o marido e o filho que tem e que verdade vem sempre ao de cima .