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sexta-feira, abril 11, 2008

CRÓNICA DE SEXTA-FEIRA (53ª)

Dia de Tropa

Na passada sexta-feira foi um dia marcante para mim: tive o meu dia de Tropa, o mesmo é dizer que participei no dia da Defesa Nacional na Base de Ovar. Foi um dia alucinante.
Acordei às 5h20m da manhã para apanhar o comboio Alfa Pendular das 6h09m na Estação do Oriente em Lisboa. Foi, aliás, a primeira vez que pude viajar nesta modalidade de comboio que prima pelo conforto, rapidez, flexibilidade e pontualidade. Às 8h10m cheguei à estação de Aveiro, onde, cinco minutos depois, velozmente apanhei o comboio interurbano com destino a Ovar. “Desembarquei” nesta cidade do distrito de Aveiro às 8h40m. Ao sair da estação pedi gentilmente ao Sr. Óscar Ribeiro Lopes, taxista, que me conduzisse à Base Aérea. Demorámos cerca de vinte minutos.
Já na Base, por volta das 9h45m deu-se o primeiro momento solene: o içar da bandeira de Portugal que, para além do todo o seu simbolismo, pude, com grande mágoa, observar alguns “rapazinhos”/ “delinquentes” de dezoito anos que não sabiam manter o mínimo de respeito e deferência diante de um símbolo cimeiro da nossa Nação. Foi uma amostra representativa da situação caótica que vive o nosso ensino e educação individual e colectiva.
Durante o dia: tive palestras sobre as Forças Armadas e respectiva organização, objectivos e incentivos para todos aqueles que ambicionem integrar a vida militar; vi os famosos F16 e outros aviões militares, para além de assistir a um treino de cães especializados a apoiar quaisquer intervenções das forças militares. E o almoço? É melhor nem falar. Tirando a sopa…
Às 16h30m o meu dever militar estava cumprido, e tive a sorte de uma amiga e colega da Faculdade ser natural de Ovar, pelo que amavelmente foi, com os pais, buscar-me à Base e, posteriormente, fomos lanchar ao Furadouro, uma praia que fica pouco mais de 5km de Ovar, onde ainda tive a oportunidade de molhar o pés nas águas do Atlântico.
O dia só poderia findar em formosura com uma “quase morte”. Ou seja, o cronista do blogue Colheita63 ia sendo “varrido” pelo comboio visto que atravessei, a respectiva passadeira de peões nas estações ferroviárias, à tangente. Alguém sabe o que é ver o comboio mesmo à minha frente?
Cheguei a Lisboa desgastado, apenas comi um sopa de cozida e depois “palha”.

Afonso Leitão

5 comentários:

Anónimo disse...

Já tens muito que contar! Que sorte!

Agora é tudo tãp rápido...e variado!
Abraço

Anónimo disse...

Afonso, com tanto stress será que o dia descrito será para recordar ou esquecer? Será sem dúvida para mais tarde contar a filhos e netos.

Um abraço

Lena Pires

H.B. disse...

1 dia, que é comparado com mais de 1.000, com + de 700 passados em plena zona de guerra em Angola ? De qualquer maneira a hipótese de teres tido um fatal acidente arrepia-me ...Ainda bem que nada aconteceu
Um grande abraço do teu tio Hélder

Anónimo disse...

Tudo começou bem e acabou bem graças a Deus.
Será um dia para recordar por esses
tempos fora.
Gostei do seu relato.Fez-me lembrar
os relatórios que faziamos no Ultramar, depois das operações
militares.Tudo até ao promenor.
Um abraço
Bartolomeu

Anónimo disse...

O acidente foi a pior parte, mas realmente 1000 dias e ainda por cima em África, longe da Nação, isso é bem pior. São eras da História social colectiva e individual.